Breves

  • Derrota em Valongo antecede ciclo importante

    Depois da passagem aos quartos-de-final da Taça CERS em França e com pouco tempo para respirar, o HCT viajou esta quarta-feira até Valongo para defrontar a agremiação local na 11ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e saiu derrotado por claros 5-1. O resultado é algo exagerado, tendo em conta aquilo que a equipa produziu, principalmente nos primeiros vinte e cinco minutos. Nessa fase os turquelenses foram surpreendentemente mais perigosos que os visitados e tiveram oportunidades claras para se chegarem à frente no marcador, mas foram sempre inconsequentes no momento de atirarem à baliza de Leonardo Pais, tendo sido duramente castigados pela inoperância no final da primeira parte e no início da segunda, com quatro golos do Valongo sem resposta. A reação teve o condão de trazer o melhor Turquel do jogo, mas o “combustível” terminou cedo, tendo apenas dado para reduzir para 4-1, por intermédio do capitão Vasco Luís, ele que acabou por ser o atleta turquelense que mais remou contra a maré. O Valongo viria a fechar as contas já dentro dos cinco minutos finais, fixando o marcador em 5-1, mas este desaire alvinegro não tirará com toda a certeza a moral a uma equipa que vem em crescendo e que terá um ciclo de três jogos muito importantes nas próximas duas semanas (Braga e Barcelos em casa e Paço de Arcos fora).

    Primeiro tempo com entrada algo apática por parte da equipa da casa, que estranhamente apareceu com pouca dinâmica em ataque organizado e viu o HCT mostrar força no ataque à baliza de Leonardo Pais, o guardião visitado que se cotou como um dos melhores homens em rinque nesta fase. Até bem perto do final da primeira etapa André Moreira esteve três vezes no frente a frente com o guarda-redes do Valongo, tendo permitido duas boas intervenções ao camisola dez valonguense e numa outra atirou ao lado com a baliza escancarada. Realce ainda para um “tiro” cruzado da direita do ataque desferido por Luís Silva que embateu no poste. Com pouco mais de seis minutos para jogar na primeira metade o irrequieto Luís Melo fugiu a Daniel Matias por trás da baliza, tentou uma picadinha perante Tuga e na recarga conseguiu mesmo inaugurar o marcador, para gáudio do muito público presente nas bancadas do Municipal de Valongo, onde se incluíam os quatro fervorosos adeptos turquelenses, que não pararam de apoiar a sua equipa, do princípio ao fim do jogo. O técnico Jorge Godinho pediu de imediato o seu desconto de tempo, acertou agulhas e na jogada de saída André Pimenta atirou à trave da baliza de Leonardo Pais, com a bola ainda a desviar no stique de Poka. Um minuto depois Ruben Pereira surgiu solto na cabeça da área de Tuga, stickou para defesa do guardião turquelense, mas a bola caprichosamente sobrou para Guilherme Silva que só teve de encostar para a baliza deserta, fazendo o 2-0 e levando o jogo para o descanso.  

    No início do segundo tempo o Valongo retificou a má entrada da primeira metade, invertendo mesmo o processo, sendo que aos quatro minutos já vencia por 4-0. O 3-0 surge num lance precedido de falta sobre Vasco Luís (Orlando Panza, um dos árbitros da partida, fez vista grossa ao lance) que Poka e Xavi Cardoso aproveitaram para transformar em golo, com o primeiro a assistir de forma primorosa o segundo, num excelente contra-ataque de 2x1. O 4-0, que veio logo de seguida, teve o mesmo assistente, Poka, mas um finalizador diferente, o pequenino Luís Melo que fugiu à marcação de Luís Silva e desviou de forma convicta para o seu “bis“. As hipóteses dos alvinegros levarem pontos de Valongo tornaram-se remotas, mas ainda assim a equipa reagiu de forma positiva e teve um dos seus melhores momentos no jogo. Dois minutos depois do quarto golo dos da casa o capitão alvinegro, Vasco Luís, reduziu para 4-1 na transformação do livre direto da 10ª falta de equipa do Valongo e com quinze minutos para jogar Diogo Fernandes viu a cartolina azul por enganchamento a André Moreira. Na tentativa de transformação do respetivo livre direto Vasco Luís desta feita atirou ao lado e a oportunidade de aproximação no marcador esfumou-se, sendo que com um elemento a mais em rinque os turquelenses não lograram marcar, apesar de terem tido três oportunidades claras para tal, duas por André Moreira e uma por Vasco Luís, mas Leonardo Pais respondeu sempre de forma assertiva na defesa das suas redes. Na entrada dos últimos oito minutos os jogadores do HCT intensificaram a sua pressão, mas quebraram fisicamente e o Valongo jogou como bem gosta, alargando as suas linhas e circulando a bola para poder gerir de forma inteligente os acontecimentos. Nesta fase Poka teve duas hipóteses soberanas para alargar a vantagem visitada em dois livres diretos quase consecutivos, mas o recém-entrado Samuel Santos na baliza turquelense mostrou argumentos e parou as tentativas do camisola dezoito dos da casa, apesar de não ter conseguido parar o remate seco e de primeira de Diogo Fernandes poucos minutos depois, com nova assistência de Poka, naquele que foi o golo que fechou as contas num “pesado” 5-1.   

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Municipal de Valongo

    Dia/Hora: 17 de janeiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (12ª jornada)

    Árbitros: Paulo Santos (Porto), Orlando Panza (Porto), Sílvia Coelho [3º Árbitro] (Porto) e Bruno Antão [4º Árbitro] (Porto)

    A.D. Valongo: [10] Leonardo Pais (GR), [39] Xavier “Xavi” Cardoso, [18] Daniel Oliveira “Poka”, [49] Pedro Mendes, [7] Diogo Fernandes (1), [57] Rúben Pereira, [9] Guilherme Silva (1) e [20] Luís Melo (3). Não jogaram: [12] Bernardo Mendes (GR) e [8] João Pedro.

    Treinador: Miguel Viterbo

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 12-10

    Disciplina: Cartão azul a [7] Diogo Fernandes (ADV).

    Resultado ao intervalo: 2-0

    Resultado Final: 5-1

    No próximo sábado, 20 de janeiro de 2018 pelas 21 horas, jogo importante para as aspirações turquelenses, que recebem o H.C. Braga SAD no Gimnodesportivo de Turquel. A equipa orientada pelo experiente técnico Vítor Silva está no primeiro lugar abaixo da linha de água, com sete pontos averbados, menos três que o HCT, e uma vitória alvinegra será fundamental para poder criar um fosso de seis pontos para a linha de água. Mais um encontro a não perder, não falte pois o seu apoio é fundamental.

     

    Fotos de Arquivo: Carmo Honório

    Exibição de luxo em França transporta equipa para os quartos-de-final da CERS

    Foi uma resposta cabal aquela que a equipa sénior do HCT deu no encontro da 2ª Mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, na visita ao terreno do líder do campeonato francês, o SCRA Saint Omer, onde atuam Xavier Lourenço e Eduardo Leitão (formados no nosso clube) e também Pedro Chambell, filho da antiga glória alvinegra, António Chambell. Os comandados de Jorge Godinho provaram a sua qualidade por terras gaulesas, mostraram inteligência na gestão do marcador, e estiveram sempre cientes que a vantagem de 2-1 trazida da 1ª Mão em Turquel (jogada no início de Dezembro de 2017) poderia jogar a seu favor e no subconsciente dos jogadores da equipa do Norte de França. O “Complexe Sceneo”, casa emprestada do Saint Omer com capacidade para albergar cerca de 1500 espetadores, foi a “pedra de toque” que traçou um cenário magnífico, engalanado por cheerleaders vindas diretamente da Bélgica, transmissão televisiva em canal regional, cobertura mediática da imprensa local e um espetáculo impar de luz e cor, relativamente a tudo o que se faz em Portugal para promoção da modalidade. O exemplo a seguir foi também dado dentro das quatro tabelas pelas três equipas em rinque, com o HCT a mostrar qualidade para controlar as incidências, para não se deixar abater com o 1-0 dos franceses e para conseguir virar os acontecimentos ainda antes do intervalo (1-2). No segundo tempo a formação alvinegra soube sofrer, esteve mesmo encostada lá atrás, mas foi tremendamente eficaz no contra-ataque, com André Moreira e o capitão Vasco Luís em plano de evidência na finalização, e com Tuga a revelar-se um autêntico muro na defesa da sua baliza. O resultado final cifrou-se em 3-5 (agregado de 4-7 no conjunto das duas mãos) e os quartos-de-final são uma realidade.

    Primeira parte rasgadinha, com o HCT a entrar em rinque com uma postura assertiva, procurando não dar espaço ao adversário para sequer ver a sua baliza e com o Saint Omer a procurar o golo de forma algo desenfreada. As oportunidades foram escassas de parte a parte, mas o que apareceu foi resolvido ora por Tuga ora por Chambell e ambos os conjuntos acertaram no poste por uma vez no primeiro tempo. Do lado alvinegro foi André Moreira e do lado gaulês foi o franco-congolês Tom Mfuekani, com Tuga a tirar o ressalto de forma quase impossível em cima da linha de golo. Destaque para a cartolina azul (protestos) vista por André Moreira a meio do primeiro tempo, com o castigo a levar Xavier Lourenço para o cara a cara com Tuga na tentativa de transformação do livre direto, mas o atleta da equipa francesa, natural de Turquel, atirou ao lado. Em under-play os alvinegros aguentaram de forma estoica e passou o perigo em dois minutos. Os golos surgiram antes do intervalo, já dentro dos cinco minutos finais desta etapa inicial, e foram os franceses a inaugurarem o marcador, num lance infeliz de Luís Silva, que arriscou um passe em zona proibida e viu Ronan Ricaille intercetar a bola para a endossar a Mathieu Le Roux, um dos melhores jogadores franceses da atualidade, com este a dominar o esférico e a encostar para bater Tuga pela primeira vez e levar ao delírio um Sceneo ávido de sucessos. Os franceses tinham a eliminatória empatada e acreditavam que era possível chegar aos quartos-de-final, mas a equipa de Jorge Godinho reagiu de pronto, com André Pimenta no minuto seguinte a stickar de longe e André Moreira a desviar de forma oportuna para o 1-1, perante a impotência de Chambell. Os da casa sentiram o toque e dois minutos depois Le Roux perdeu uma bola em zona proibida para André Moreira e acabou por enganchar o camisola sete turquelense. Cartão azul para o camisola quatro francês e livre direto para Vasco Luís tentar converter. O capitão turquelense não se fez rogado e “disparou um míssil” para o ângulo superior direito da baliza de Chambell, levando a sua equipa em vantagem (1-2) para o descanso.  

    No segundo tempo os da casa entraram com tudo e encostaram os “brutos dos queixos” às cordas, numa fase de grande ascendente francês, fase essa que a equipa que viajou de Turquel teve de superar com muita união e sacrifício. Um pouco contra a corrente do jogo, e num contra-ataque fulminante por parte dos visitantes, Daniel Matias descobriu André Moreira ao segundo poste e o atleta natural de Vila Franca de Xira atirou a contar para o seu “bis” e para fazer o 1-3, desferindo um rude golpe nas aspirações gaulesas. O ambiente na bancada acabou por esfriar e só voltaria a aquecer alguns minutos depois quando Vasco Luís atirou ao poste da baliza do recém-entrado Edu Leitão na tentativa de conversão de novo livre direto, desta feita a castigar a 10ª falta de equipa do Saint Omer. Na sequência imediata do lance, na transição rápida, o capitão dos da casa, o catalão Marçal Cuenca, atirou de meia distância de forma violenta e fez o 2-3, que voltava a dar alento aos visitados. Mas mais um erro de transição de Mathieu Le Roux, que colocou a bola de forma inadvertida no stique de Luís Silva, levou a que este último assistisse Vasco Luís ao segundo poste para o capitão alvinegro bater Edu Leitão com um remate seco de primeira, “bisando” e fazendo o momentâneo 2-4. O Saint Omer caiu de forma abrupta no encontro e começou a procurar a baliza de Tuga de forma incessante, demonstrando alguma ansiedade. Esse momento do jogo levou a que o HCT, em mais um grande contra-ataque, conseguisse fazer o 2-5, novamente com Luís Silva na assistência, desta vez para André Moreira, que com um movimento de classe fez um pequeno “chapéu” a Edu Leitão, completando o seu “hat trick”, dando um verdadeiro “golpe de misericórdia” nas crenças gaulesas. Até final o Saint Omer ainda reduziu para 3-5, por intermédio da jovem promessa francesa Quentin Podevin, após assistência de Xavier Lourenço, mas o terceiro golo dos visitados apenas serviu para atenuar a diferença no marcador e no final quem festejou foi a estrutura alvinegra, incluindo os cerca de 30 adeptos turquelenses presentes no Complexe Sceneo, entre emigrantes e pessoas que viajaram desde Turquel. Noite épica e histórica para o Hóquei Clube de Turquel, num cenário magistral, com um suporte organizacional sem precedentes a nível mundial no panorama do Hóquei em Patins.

    Ficha Técnica:

    Local: Complexe Sceneo, Saint Omer (França)

    Dia/Hora: 13 de janeiro de 2018, às 20:30H locais (19:30H em Portugal Continental)

    Competição: Oitavos-de-Final da Taça CERS (2ª Mão) [2-1 na 1ª Mão]

    Árbitros: Miguel Diaz (Espanha), Alvaro De La Hera (Espanha)

    S.C.R.A. Saint Omer: [1] Pedro Chambell (GR), [6] Marçal Cuenca (C) (1), [41] Xavier “Xavi” Lourenço, [4] Mathieu Le Roux (1), [9] Jacobo Mantiñan, [10] Eduardo “Edu” Leitão (GR), [5] Ronan Ricaille, [7] Tom Mfuekani, [2] Quentin Podevin (1) e [8] Givency Tshilombo. 

    Treinador: Fabien Savreux

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [7] André Moreira (3), [4] Daniel Matias e [22] Luís Silva. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 6-12

    Disciplina: Cartão azul a [7] André Moreira (HCT) e [4] Mathieu Le Roux (SCRASO).

    Resultado ao intervalo: 1-2

    Resultado Final: 3-5

    Resultado Agregado da Eliminatória: 4-7

    No próximo mês de fevereiro, mais precisamente no dia 17 pelas 21h (mais uma hora em Itália), o HCT disputará a 1ª Mão dos quartos-de-final da Taça CERS, frente aos italianos dos Faizane Lanaro Breganze de Itália, equipa recheada de jogadores internacionais, contando nas suas fileiras com um argentino, um espanhol, um italo-argentino, um brasileiro e alguns internacionais italianos. A equipa orientada pelo também argentino Diego Mir (chegou ao clube há uma semana atrás) está na 4ª posição na Série A1 italiana, com 28 pontos somados, menos dez que o líder Forte dei Marmi. Na Taça CERS, a equipa da região de Vicenza, eliminou Nantes de França (16 Avos-de-Final) e Dornbirn da Áustria (Oitavos-de-Final). A 2ª Mão joga-se no Palaferrarin de Breganze em Itália a 10 de março, pelas 20h locais (menos uma hora em Portugal Continental).   

    Nesta quarta-feira, 17 de janeiro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, fazendo mais uma viagem, desta feita até Valongo para defrontarem os comandados de Miguel Viterbo. Os valonguenses são uma equipa jovem e ambiciosa e no seu pavilhão não costumam dar tréguas aos seus adversários, pelo que será sempre um jogo muito complicado para os turquelenses. As duas equipas defrontaram-se por duas vezes na pré-temporada, o Valongo venceu o HCT por concludentes 10-3 na meia-final do Torneio Cidade de Valongo e duas semanas depois no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel o empate a três bolas foi o resultado final. Perspetiva-se um grande jogo, com equilíbrio, emoção e espera-se que desta feita o HCT saia por cima.

    Fotos: Gordon Morrison

  • Saint Omer vê-se forçado a trocar de pavilhão para o jogo frente ao HC Turquel

    Segundo alguma imprensa gaulesa e também pelas informações veiculadas em comunicado nas redes sociais do SCRA Saint Omer, problemas técnicos (sobredosagem e composição) nos trabalhos de pintura e assentamento de uma nova camada de verniz no piso do seu pavilhão, impossibilitam o SCRA Saint Omer de realizar o jogo da 2ª Mão (2-1 para os turquelenses na 1ª Mão na aldeia do hóquei) dos Oitavos-de-Final da Taça CERS frente ao H.C. Turquel no mítico pavilhão “Salle du Brockus” (18 anos sem fazer obras no piso). O fornecedor reconheceu inteira culpabilidade no processo, ainda que estes problemas impeçam a prática de todas as atividades na pista pelo menos até dia 15 de janeiro de 2018.

    Assim sendo, o jogo entre o SCRA Saint Omer e o H.C. Turquel será jogado no “Complexe Sceneo”, um moderno Pavilhão Multiusos localizado também em Saint Omer, normalmente utilizado para dinamização de espetáculos de médio/grande calibre e que tem capacidade para albergar cerca de 1400 pessoas. Desde terça-feira, 2 de janeiro, membros do clube francês e funcionários do Município trabalharam em conjunto para encontrarem a melhor solução, sendo o Sceneo o lugar ideal para o grande espetáculo que se perspetiva.

    O clube francês anunciou ainda no seu Facebook oficial que, para o jogo da Taça CERS frente ao HCT, a pré-venda de bilhetes será feita no “Club House” da “Salle du Brockus”, na quarta-feira (10/01) a partir das 18h. Os adeptos com bilhete de época no clube francês beneficiarão de entrada livre e lugar sentado no jogo, mas terão de retirar o seu bilhete de entrada na pré-venda. O preço dos bilhetes será o seguinte: 9€ (tarifa total) | 6€ (jovens dos 3 aos 18 anos de idade/estudantes) | 3€ (sócios SCRA Saint Omer sem bilhete de época).

    No mesmo comunicado os responsáveis pelo clube francês deixam ainda algumas recomendações e avisos:

    a) O acesso ao “Complexe Sceneo” é proibido a crianças com menos de 3 anos;

    b) Uma bilheteira estará aberta no dia do jogo (sábado, 13/01) no “Complexe Sceneo”, a partir das 19h (aquisição sujeita às vagas disponíveis);

    c) A abertura das portas do “Complexe Sceneo”, no dia do jogo, dar-se-á também às 19h.

    Nota final para o facto de o clube francês ter anunciado recentemente, que cerca de 1300 bilhetes já foram vendidos e que a hipótese de casa cheia é uma realidade cada vez mais presente.

    Fotos: Facebook Oficial SCRA Saint Omer

    Entrada com o “patim direito” no novo ano

    Entrada no novo ano de 2018, com o HCT a receber o Valença H.C., equipa com três pontos a mais na tabela classificativa. Depois de alguns empates menos conseguidos no Gimnodesportivo de Turquel, só uma vitória interessaria aos comandados de Jorge Godinho, diante dos seus adeptos, para saírem dos lugares de baixo da classificação. O jogo teve um início claudicante para os de Turquel, que entraram a medo e viram o adversário utilizar toda a sua matreirice, mas as mexidas a meio do primeiro tempo surtiram efeito e os alvinegros chegaram rapidamente ao 2-0, com que se atingiu o descanso. A entrada no segundo tempo foi desastrosa e os forasteiros igualaram em dois momentos quase consecutivos. Contudo, impulsionados pelos seus fantásticos adeptos, os “brutos dos queixos” foram em busca da vitória, colocaram-se na frente com dois golos à maior (4-2) e geriram os acontecimentos até final, apesar de ainda terem sofrido o 4-3 de penalty bem perto do fim.

    Primeiro tempo com entrada muito “mole” por parte dos da casa, que apresentaram muito pouca dinâmica em ataque organizado e dificuldades em conseguir estancar o jogo direto do Valença. A equipa minhota tentou sempre pausar o jogo e levar a “água ao seu moinho” com o argentino Guido Pellizari à cabeça, assim como Zé Braga e o veterano, Luís Viana “Zorro” (41 anos de idade), a fazerem uso da sua experiência para retardarem ao máximo o golo turquelense. Com dez minutos jogados Vasco Luís caiu na entrada da área do Valença e, José Santos, um dos árbitros da partida, apontou para a marca da penalidade. O mesmo Vasco Luís perante a oposição do guardião canhoto dos minhotos, Rodolfo Sobral, atirou ao lado, gorando-se uma excelente oportunidade para se inaugurar o marcador. Sete minutos depois o capitão turquelense redimiu-se do desperdício e aproveitou uma recarga a remate de Daniel Matias para dar a primeira alegria da noite (1-0) ao povo turquelense. Um minuto volvido e Daniel Matias concluiu um contra-ataque 3x2, recargando com êxito um primeiro remate feito por si, deixando o marcador em 2-0. Até ao intervalo o ascendente foi dos visitantes, que forçaram o seu jogo interior e a meia-distância, mas o resultado não mais se alteraria nos primeiros vinte e cinco minutos.                     

    Na segunda metade os da casa “adormeceram” sobre a vantagem de dois golos que traziam do primeiro tempo e entraram de forma desastrada. Logo aos quatro minutos o argentino Guido Pellizari reduziu num remate poderoso de meia-distância, num livre à entrada da área visitada, e menos de dois minutos depois foi o veterano Luís Viana, em jogada individual, a passar a oposição de André Moreira para igualar a duas bolas com remate enrolado à meia volta. Voltou tudo à forma inicial e a ansiedade apareceu nos rostos dos atletas da casa, assim como nos rostos dos adeptos nas bancadas. A equipa demorou a reagir, mas ao contrário do que se poderia esperar foi tranquila e paciente e conseguiu passar de novo para a frente a doze minutos do final do encontro, numa iniciativa individual de Pedro Vaz, que assistiu André Moreira no coração da área e o pivot turquelense “empurrou” para o 3-2. Dois minutos volvidos caiu a 10ª falta de equipa do Valença e Vasco Luís, na conversão do respetivo livre direto atirou ao lado numa primeira instância, mas Rodolfo Sobral mexeu-se bem antes da bola partir e na repetição da conversão, o capitão turquelense enviou um míssil para o fundo da baliza forasteira, colocando o resultado em 4-2. Até final os turquelenses controlaram as incidências, com longas trocas de bola e fizeram com que o adversário subisse as linhas, mas nunca conseguiram “disparar” no marcador, apesar de terem tido inúmeras oportunidades para o fazerem, sendo que Rodolfo Sobral, o guardião dos minhotos, se cotou como um dos melhores elementos em rinque, principalmente no duelo particular com André Moreira. Com menos de dois minutos para jogar, numa desatenção em transição, Pedro Vaz parece derrubar Luís Viana na área e o penalty foi assinalado. O mesmo Luís Viana, do alto dos seus 41 anos de idade, bateu Tuga na conversão do castigo máximo e colocou incerteza no marcador com o 4-3. Ambas as equipas estavam tapadas com faltas de equipa, o HCT com nove e o Valença com catorze, e caiu primeiro a dos forasteiros. Na conversão do devido livre direto, já bem dentro do último minuto do encontro, Luís Silva permitiu a defesa a Sobral, sendo que Guido Pellizari tinha visto a cartolina azul segundos antes por provocações ao camisola 22 alvinegro. Até final, com menos um elemento em rinque o Valença ainda tentou “cavar” a 10ª falta de equipa do Turquel, mas os seus intentos e as simulações de queda não surtiram efeito, sendo que os três pontos ficaram em casa, diga-se, com toda a justiça!

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 6 de janeiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (11ª jornada)

    Árbitros: José Santos (Aveiro), Paulo Almeida (Aveiro), Orlando Ramos [3º Árbitro] (Leiria) e António Peça [4º Árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [79] André Moreira (1), [4] Daniel Matias (1), [57] João Silva “Janeka” e [22] Luís Silva. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Valença H.C.: [10] Rodolfo Sobral (GR), [92] Guido Pellizari (1), [9] Nuno Pereira “Miccolli”, [44] José Campos “Ziga”, [7] José “Zé” Braga, [4] Luís Viana “Zorro” (2), [20] Miguel “Micha” Fernandes (C), [77] Hélder Martins e [54] Tiago Pereira “Bolinhas”. Não jogou: [23] Carlos “Carlitos” Silva (GR).

    Treinador: Orlando Graça

    Faltas de Equipa: 9-15

    Disciplina: Cartão Azul a [92] Guido Pellizari (VHC).

    Resultado ao intervalo: 2-0

    Resultado Final: 4-3

    No próximo sábado, dia 13 de janeiro de 2018 em França, pelas 20:30h locais, menos uma hora em Portugal Continental, o HCT joga a 2ª Mão dos Oitavos-de-Final da Taça CERS frente ao SCRA Saint Omer de Xavier Lourenço e do guarda-redes Edu Leitão, ambos produtos dos escalões de formação alvinegros. Na 1ª Mão em Turquel, no início de dezembro, os turquelenses venceram por 2-1, uma margem mínima que deixa tudo em aberto para o jogo decisivo em Saint Omer. Será certamente um jogo bem discutido entre duas equipas com bons valores individuais e com equilíbrio coletivo.

    Fotos: Carmo Honório

  • “David empata Golias” com exibição de gala

    Último jogo do ano civil de 2017 para os Seniores Masculinos do H.C. Turquel e o fechar do ano com “chave de ouro” com a receção a uma das mais poderosas equipas do campeonato, a U.D. Oliveirense/Simoldes. A formação comandada por Tó Neves, apesar dos empates em Viana (5-5) e em casa com o Benfica (4-4) nos dois últimos jogos, tinha vencido os primeiros sete jogos do campeonato, sendo um dos plantéis no mundo com maior qualidade e orçamento. Falamos da estrutura mais profissional em Portugal, contando com 18 pessoas, entre atletas e staff, a trabalharem em exclusivo na secção de Hóquei em Patins do clube oliveirense. A possibilidade de ver evoluir no “anfiteatro turquelense” nomes como Xevi Puigbí, Jordi Bargalló, Ricardo Barreiros, Pedro Moreira, João Souto, Jepi Selva, Jordi Burgaya, entre outros, era interessante e os adeptos corresponderam. De Oliveira de Azeméis viajou também a “Charanga” (claque oficial oliveirense), que juntamente com os Brutus 1964 garantiram o espetáculo fora do rinque. O jogo foi surpreendentemente equilibrado, os alvinegros, privados de Daniel Matias (indisposição gástrica), tiveram uma atitude irrepreensível e apresentaram uma qualidade de jogo soberba em ataque organizado, esbatendo desde logo as diferenças individuais existentes entre os dois plantéis. Já os visitantes chegaram a uma vantagem de 0-2 já a meio do segundo tempo (0-1 ao intervalo), mas foram demasiado “gulosos” na procura do terceiro, tendo esbarrado na fantástica exibição individual de Tuga na baliza turquelense. O HCT reduziu diferenças (1-2) num livre direto de Luís Silva (grande exibição de raça e querer) e a seis minutos do fim alcançou mesmo o 2-2 com que se chegaria ao final do encontro, pelo herói improvável, o jovem Tiago Mateus, que saltou do banco para “vestir a armadura de David” e deitar abaixo “Golias”, num encontro épico de Hóquei em Patins no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel.

    Primeira parte com entrada esperada, a Oliveirense a carregar sobre o último reduto turquelense e os comandados de Jorge Godinho a defenderem a contento, como tão bem têm feito ao longo da temporada. Aos dez minutos de jogo, João Souto descobriu Ricardo Barreiros fugido à marcação de André Moreira e o capitão oliveirense inaugurou o marcador, para gáudio da claque afeta aos forasteiros. Pensou-se que seria mais uma noite de desaire para os turquelenses, mas o que é certo é que até ao intervalo os comandados de Tó Neves não mais conseguiram ultrapassar a oposição de Tuga e foram mesmo os da casa a disporem das melhores ocasiões para empatarem, com o catalão Xevi Puigbí a cotar-se à altura, vendo também Pedro Vaz acertar na trave da sua baliza a poucos minutos do descanso. Ao intervalo o 0-1 era um resultado ajustado, mas que colocava os alvinegros dentro do jogo.

    No segundo tempo pouco ou nada se alteraram as características do jogo, os visitantes com Jordi Bargalló e Ricardo Barreiros “à cabeça” iam tendo a despesas do jogo e assumiram desde cedo a busca pelo segundo golo. E o golo surgiu logo aos quatro minutos, num lance confuso na área turquelense, com Bargalló a stickar e a bola, após dois ressaltos, a sobrar para João Souto que desviou com êxito, fazendo o 0-2. Parecia que as contas estavam arrumadas e que mais tarde ou mais cedo a poderosa Oliveirense iria “disparar” no marcador. No entanto, apenas três minutos volvidos, caiu a 10ª falta de equipa dos visitantes e Luís Silva na conversão do respetivo livre direto “furou” a oposição de Puigbí, fazendo o Gimnodesportivo de Turquel acreditar. A equipa comandada por Tó Neves não estava satisfeita e cometeu um erro crasso na sua estratégia, ao ir desenfreadamente em busca do terceiro golo. Contudo, esbarrou sempre na excelente organização defensiva dos da casa, “embatendo” principalmente contra um “muro” chamado Tuga, que esteve em grande plano de evidência nesta fase do jogo, evitando por mais do que uma vez o golo dos forasteiros. Como “quem não mata…morre”, a seis muitos do fim, num lance de insistência de Vasco Luís, a bola ficou perdida à frente de Puigbí e o jovem Tiago Mateus, em “patinzinhos de lã”, surgiu de mansinho e empurrou a bola para o fundo da baliza, levando ao rubro todos os presentes. O jovem jogador formado em Turquel teve uma entrada fulgurante na partida e vestiu a pele de herói improvável. Até final, a Oliveirense meteu tudo no jogo em busca do triunfo, mas esbarrou na defesa sólida montada pelo técnico Jorge Godinho na frente de Tuga e foram mesmo os “brutos dos queixos” que tiveram as duas melhores oportunidades para vencerem o encontro, ambas por intermédio de André Moreira, a primeira após uma assistência de Pedro Vaz, com Puigbí a mostrar credenciais, efetuando uma enorme defesa no frente a frente com o camisola sete alvinegro e a segunda já nos segundos finais, quando a Oliveirense atuava com guarda-redes avançado, com Moreira a atirar contra Bargalló de muito longe, estando a baliza completamente deserta. No final prevaleceu o 2-2, um fantástico resultado para os da casa e o terceiro empate seguido para os de Oliveira de Azeméis, sendo que em todos os três empates os de Tó Neves dispuseram de vantagens de dois golos já nas segundas partes.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 30 de dezembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (10ª jornada)

    Árbitros: José Pinto (Porto), Rui Torres (Minho), Vera Fernandes [3º árbitro] (Coimbra), Bernardo Alves [4º Árbitro] (Coimbra)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [22] Luís Silva (1), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [5] David Santos.

    Treinador: Jorge Godinho

    U.D. Oliveirense/Simoldes: [88] ­Xavier “Xevi” Puigbí (GR), [9] Jordi Bargalló, [7] Pedro Moreira, [77] Ricardo Barreiros (C) (1), [44] João Souto (1), [74] Pablo Cancela, [29] Josep “Jepi” Selva e [84] Jordi Burgaya. Não jogaram: [26] Domingos Pinho (GR) e [4] Nuno Araújo.

    Treinador: Tó Neves

    Faltas de Equipa: 9-14

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 0-1

    Resultado Final: 2-2

    No próximo sábado, 6 de janeiro de 2018 pelas 21 horas, encontro de vital importância para os turquelenses, que recebem no seu reduto, na 11ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a formação do Valença H.C., que tem dez pontos, mais três que os alvinegros. Um triunfo turquelense será um “balão de oxigénio” muito grande, a certeza da subida de mais um lugar na tabela classificativa e um enorme aporte de confiança para os desafios que se avizinham. A não perder!

    Fotos: Catarina Maria

    Má entrada no segundo tempo precipitou novo desaire

    Na “ressaca” do empate (2-2) no “Clássico” frente ao Tomar em casa, o HCT, sem tempo para “respirar”, deslocou-se a Viana do Castelo na 9ª jornada do Nacional da 1ª Divisão. Jogo muito difícil, frente ao adversário com a média de idades mais alta da 1ª Divisão e a perceção de que, apesar do momento menos bom que a equipa atravessava, era possível trazer pontos do Minho, com uma exibição sólida, baseada na consistência defensiva. Perante tal adversário, e a jogar no Pavilhão de Monserrate, a equipa de Jorge Godinho sabia que qualquer erro poderia ser fatal e deixar a Juventude Viana passar para a frente do marcador poderia significar a perca dos três pontos. Com um primeiro tempo imaculado e até com algum ascendente, os alvinegros mostraram que traziam a lição bem estudada, apresentando um fantástico rigor defensivo, mas como vem sendo hábito nos últimos jogos foram muito pouco eficazes nas transições ofensivas e em ataque planeado, levando o jogo para o intervalo com um nulo no marcador. A entrada visitante no segundo tempo teve tanto de inexplicável como de desastrosa e aos quatro minutos os “brutos dos queixos” já perdiam por 2-0, depois de na primeira parte não terem dado qualquer hipótese ao adversário de desfeitear Tuga. A reação aos dois golos sofridos foi forte, mas teve a particularidade de ser sempre sucedida de novo golo visitado, depois do 2-1 chegou logo o 3-1 e depois do 3-2 veio o 4-2 final, funcionando como dois “socos no estômago”, numa equipa pouco confiante, que acabou por ser infeliz em alguns momentos na hora de finalizar e que também não teve sorte no que saiu do trabalho da dupla de arbitragem.

    Primeira metade do jogo muito positiva por parte do HCT, que entrou em rinque de forma consistente, mostrando muito rigor defensivo e excelente proteção ao seu guardião Tuga, que se sentiu como “peixe na água” a proteger as suas redes. Os ataques pelos corredores laterais dos veteranos da Juventude Viana, Tó Silva e André Azevedo (41 anos de idade para cada um), esbarraram sempre no “muro” defensivo construído à frente da área de Tuga e a equipa, apesar de não estar a conseguir explodir no contra-ataque, tinha ascendente sobre os visitados, colocando em sentido Jorge Correia na baliza vianense. O experiente guardião dos da casa cotou-se mesmo como uma das figuras do primeiro tempo, evitando alguns golos cantados e vendo Luís Silva atirar ao poste. Do outro lado, o argentino Emanuel Garcia, reforço dos minhotos para esta temporada, tinha entrado em rinque para colocar em sentido o último reduto turquelense, mas não conseguiu fazer a diferença para mexer com o resultado. Ao intervalo o nulo que se verificava no marcador penalizava mais os visitantes, num jogo bastante calmo, com apenas quatro faltas de equipa para cada lado.             

    Na etapa complementar, quando se previa que a toada se iria manter, as “três equipas” inverteram posturas, o Viana entrou com tudo para conseguir chegar-se à frente e, com base na experiência dos “quarentões”, Tó Silva e André Azevedo, e dos “trintões”, Nelson Pereira e Emanuel Garcia, inauguraram o marcador logo aos dois minutos, num excelente desvio de Emanuel Garcia, que fugiu à marcação de Pedro Vaz para receber uma primorosa assistência de Tó Silva e fazer o 1-0. Ainda mal se tinham refeito do primeiro golo, já os turquelenses estavam a sofrer o segundo, num lance tirado a “papel químico” do anterior, mas desta feita com André Azevedo a assistir Emanuel Garcia para este “bisar”, ludibriando a oposição de André Pimenta e desviando de forma fantástica o esférico com apenas uma mão no stique para o fundo das redes de Tuga. O técnico Jorge Godinho pediu o seu “timeout” para acalmar as hostes alvinegras e a paragem surtiu efeito, pois logo a seguir, André Pimenta assistiu de forma aérea André Moreira no interior da área e este, na cara de Jorge Correia, desviou para fazer o 2-1. Renascia a esperança dos forasteiros, quando ainda haviam vinte minutos pela frente. Contudo, dois minutos depois, Tó Silva e André Azevedo (o segundo assistiu o primeiro) ultrapassaram a oposição de Luís Silva e de Vasco Luís, combinando quase de “olhos fechados”, numa transição rápida de 2x2, e voltaram a repor a vantagem visitada em dois golos (3-1). Um revés grande na crença turquelense que, apesar de tudo, não se deixou abater e foi em busca de encurtar de novo as diferenças, conseguindo-o quatro minutos depois, num excelente contra-ataque 4x3 em que André Moreira assistiu de forma sublime Vasco Luís ao segundo poste e o capitão só teve de encostar para fazer o 3-2. Voltava a acreditar o conjunto orientado por Jorge Godinho, mas a equipa estava tapada por faltas, muito por força de uma arbitragem desconcentrada e implicativa de Paulo Almeida (Aveiro) e de Florindo Cardoso (Minho), que produziram erros primários e desconexões nas decisões em catadupa ao longo de toda a segunda parte. A 10ª falta de equipa dos alvinegros caiu a cerca de doze minutos do fim e, chamado à conversão do devido livre direto, Emanuel Garcia enganou Tuga, fazendo o seu “hat trick” com muita classe, mostrando (se dúvidas existissem!) ser reforço de peso para a formação orientada por Renato Garrido. Até final o HCT subiu as suas linhas e foi em busca de conseguir aproximar-se no resultado, sendo que as melhores oportunidades para reduzir surgiram num contra-ataque 3x2 conduzido por Pedro Vaz. O camisola 53 do HCT stickou forte da zona central, numa primeira instância Jorge Correia defendeu para a sua esquerda, Daniel Matias recargou à trave, Pedro Vaz fez uma segunda recarga para defesa de recurso do guarda-redes vianense e Luís Silva, solto no coração da área, atirou incrivelmente por cima na terceira recarga do lance. Na entrada do último minuto do encontro, livre direto da 10ª falta de equipa da Juventude e Janeka, que tinha saltado do banco dois minutos antes, permitiu a defesa a Jorge Correia na tentativa de transformação do castigo. O encontro terminou logo depois com o 4-2 para os da casa a prevalecer.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Municipal de Monserrate – Viana do Castelo

    Dia/Hora: 16 de dezembro de 2017, às 21:30H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (9ª jornada)

    Árbitros: Paulo Almeida (Aveiro), Florindo Cardoso (Minho), Sílvia Coelho [3º árbitro] (Porto), Bruno Antão [4º Árbitro] (Minho)

    A. Juventude Viana: [28] Jorge Correia (GR), [16] André Azevedo, [37] Nelson Pereira, [8] Tó Silva (C) (1), [6] Francisco “Chico” Silva, [84] Emanuel Garcia (3), [7] João Guimarães, [22] Nuno Santos e [2] Gustavo Lima. Não jogou: [3] Paulo Matos (GR).

    Treinador: Renato Garrido

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [4] Daniel Matias, [22] Luís Silva, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira (1), [24] André Pimenta, [53] Pedro Vaz e [57] João Silva “Janeka”. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 10-13

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao Intervalo: 0-0

    Resultado Final: 4-2

    No próximo fim-de-semana a competição sofre um interregno para as comemorações natalícias e a ação volta na semana seguinte, mais precisamente a 30 de dezembro de 2017 pelas 21 horas, com o HCT a receber a U.D. Oliveirense/Simoldes no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel, formação comandada por Tó Neves e que entra no lote das quatro melhores equipas do país. Um teste duríssimo para a equipa de Jorge Godinho, que terá de mostrar a sua “melhor cara” para poder pensar em “retirar” pontos deste encontro. O apoio de todos é fundamental!   

    Fotos: Catarina Maria

  • Clássico escaldante termina com divisão de pontos

    Clássico da Zona Centro a meio da semana no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel, depois de HCT e Tomar terem tido compromissos europeus no fim-de-semana. Ambiente escaldante nas bancadas com as respetivas claques, “Brutus 1964”, e “Legião Templária” a esgrimirem argumentos, transportando o ritmo imposto fora das quatro tabelas lá para dentro. O encontro marcou o regresso de Paulo Passos e de Alexandre Marques “Xanoca” a uma casa que já foi sua e mostrou duas equipas em contraciclo, os alvinegros à procura de estabilidade emocional para conseguirem alguns resultados positivos e os nabantinos, que nos últimos seis jogos apenas averbaram uma derrota (1-5 em casa frente à Oliveirense) a surgirem na aldeia do hóquei com a moral em alta. No primeiro tempo os da casa entraram com tudo, mostrando ao que vinham e tentaram rapidamente “virar” o momento menos bom que atravessam. No entanto, apesar de terem ido com um golo à maior para o descanso (1-0) e de não terem dado grandes veleidades defensivas ao adversário, os “brutos dos queixos” pecaram na finalização, desperdiçaram uma penalidade e um livre direto e atiraram duas bolas aos postes, deixando o Tomar acreditar que era possível dar a volta ao marcador. A segunda parte foi quezilenta, os forasteiros igualaram de livre direto, os da casa voltaram a desperdiçar duas bolas paradas, mas conseguiram adiantar-se por Luís Silva, ainda que um erro defensivo primário por parte dos alvinegros, bem perto do final, tenha dado um empate a duas bolas que serviu bem melhor os interesses dos tomarenses, num jogo com arbitragem complicativa (os atletas não facilitaram em nada o trabalho da equipa de arbitragem) e de “apito fácil” da dupla que viajou de Aveiro, composta por António Santos e Manuel Oliveira.

    Primeira parte com entrada fortíssima do HCT, mostrando desde cedo ao que vinha, pressionando a segunda linha ofensiva do Tomar e não dando hipóteses aos visitantes de chegarem perto de Tuga para finalizarem. Ainda assim, logo no segundo minuto de jogo, João Sardo caiu no chão num lance com Daniel Matias, numa ação em que o camisola cinco nabantino parece simular a queda, mas Manuel Oliveira, um dos árbitros do encontro, parece ter sido enganado e apontou de forma surpreendente para a marca de livre direto. Este foi um lance que marcou todo o cariz do encontro, com os jogadores, de parte a parte e até ao final da partida a caírem inúmeras vezes para tentarem “cavar” faltas ou cartões azuis. Na tentativa de transformação do respetivo “castigo”, Hernâni Diniz não conseguiu superar a excelente oposição de Tuga e estava dado o mote para uma noite de qualidade do guardião turquelense na guarda das suas redes. No mesmo minuto, André Moreira caiu na área contrária, depois de ligeiro toque de João Lomba, e penalty que o capitão turquelense, Vasco Luís, não conseguiu transformar em golo, permitindo boa intervenção ao guardião Diogo Fernandes. Na recarga, vindo lançado de trás e assistido por Vasco Luís, Daniel Matias atirou à trave. Aos dez minutos de jogo o marcador finalmente desbloqueou, com Daniel Matias em plano de evidência, num ataque rápido, a receber um passe de André Moreira e a disparar de meia-distância para inaugurar o marcador. A quatro minutos do intervalo, o mesmo Daniel Matias, na tentativa de transformação do livre direto a castigar a 10ª falta de equipa do Tomar não conseguiu ultrapassar Diogo Fernandes e ao intervalo a vantagem 1-0 era magra, para aquilo que os visitados tinham produzido. 

    No segundo tempo o Tomar cresceu no jogo e logo aos seis minutos Paulo Passos caiu na frente de André Pimenta, com a 10ª falta de equipa a surgir também para o lado alvinegro. Chamado à conversão do devido livre direto João Sardo, emprestado pelo Benfica ao Tomar, ultrapassou Tuga e igualou o marcador a uma bola, um resultado que, até então, os forasteiros não justificavam. A dez minutos do fim Pedro Martins viu a única cartolina azul do jogo, por derrube a Luís Silva, mas Vasco Luís, mais uma vez, não conseguiu ultrapassar a oposição de Diogo Fernandes na tentativa de transformação do livre direto, o guardião visitante que a dada altura parecia intransponível. No mesmo minuto, com os da casa a jogarem com mais um elemento em rinque, “caiu” a 15ª falta de equipa do Tomar e em novo livre direto, Luís Silva voltou a não conseguir “furar” a oposição de Diogo Fernandes, desperdiçando a quarta bola parada em quatro tentativas para os visitados. No entanto, na sequência do lance, o camisola 22 simulou um passe ao segundo poste para Daniel Matias e ludibriou o guardião nabantino, atirando para o primeiro poste, fazendo o 2-1. Foi a explosão de alegria no pavilhão, num momento de pura classe do atleta natural do Valado dos Frades. A partir de aqui o Tomar subiu as suas linhas defensivas, pressionou o primeiro momento de construção dos turquelenses, mas fê-lo muito mais com o coração do que com a cabeça. A equipa comandada por Jorge Godinho soube ter bola e em simultâneo continuou a procurar um terceiro golo, que lhe desse maior conforto para encarar os minutos finais do jogo. Contudo, a bola não entrou e a 15ª falta de equipa dos “brutos dos queixos” caiu a quatro minutos do fim, num lance em que mais uma vez João Sardo parece ele próprio fazer falta sobre André Moreira, lançando-se ao solo quase em simultâneo, queixando-se da face. O mesmo João Sardo avançou de novo para o frente a frente com Tuga no livre direto, mas desta vez não conseguiu ultrapassar o experiente guardião natural de Paço de Arcos, que defendeu a primeira e a segunda bola de forma fantástica, quando já estava deitado. Com menos de três minutos para jogar deu-se o momento do jogo, uma desatenção incrível da defesa turquelense, que colocou dois jogadores em cima de Ivo Silva, o portador da bola, e deixou João Sardo completamente solto dentro da área de Tuga. O capitão tomarense virou-se de frente para o jogo e só teve de assistir de forma fácil João Sardo que, de primeira, tal como mandam as regras, “bisou”, ultrapassou Tuga pela segunda vez no jogo, igualou o encontro a duas bolas e deu um valente “soco no estômago” no ânimo turquelense. Até final, Jorge Godinho lançou o jovem Tiago Mateus para a frente do guardião Diogo Fernandes e tentou de tudo para conseguir os três pontos, mas já não havia forças para lá chegar e no final foi a comitiva tomarense que festejou a igualdade.      

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 13 de dezembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (8ª jornada)

    Árbitros: António Santos (Aveiro), Manuel Oliveira (Aveiro), Vera Fernandes [3º árbitro] (Coimbra), Bernardo Alves [4º Árbitro] (Coimbra)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [4] Daniel Matias (1), [22] Luís Silva (1), [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta e [58] Tiago Mateus. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [57] João Silva “Janeka”.

    Treinador: Jorge Godinho

    S.C. Tomar/IPT: [47] Diogo Fernandes (GR), [4] João Lomba, [5] João Sardo (2), [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [9] Ivo Silva (C), [44] Hernâni Diniz, [20] Paulo Passos, [55] João Alves “Joka”, e [74] Pedro Martins. Não jogou: [10] Tiago Graça (GR).

    Treinador: Nuno “Manel” Domingues

    Faltas de Equipa: 18-19

    Disciplina: Cartão Azul a [74] Pedro Martins (SCT/IPT).

    Resultado ao intervalo: 1-0

    Resultado Final: 2-2

    No próximo sábado, 16 de dezembro de 2017 pelas 21:30 horas, o campeonato prossegue, com a 9ª jornada e com o HCT a deslocar-se ao reduto do 6º classificado, a Juventude Viana, equipa com a média de idades mais alta da 1ª Divisão e que faz da experiência a sua grande arma. Será um jogo intenso e difícil para os pupilos de Jorge Godinho, que terão de estar ao seu melhor nível no plano defensivo para levarem de vencida uma equipa “matreira” e com muita qualidade.  

    Fotos de Arquivo: Carmo Honório

    Vitória da consistência defensiva em dia de regresso a casa

    Encontro da 1ª Mão dos Oitavos-de-Final da Taça CERS e receção do HCT ao líder do campeonato francês, o SCRA Saint Omer, clube que conta nos seus quadros com os jovens Xavier Lourenço e Eduardo Leitão, formados no nosso clube e também com Pedro Chambell, filho da antiga glória alvinegra, António Chambell. Foi, portanto, um regresso a casa, principalmente para os dois primeiros, que foram muito acarinhados antes, durante e depois de um jogo que teve equilíbrio e nuances táticas bastante rígidas até ao 2-1 final. O resultado ficou mesmo feito no primeiro tempo, depois de uma entrada a prometer de ambos os conjuntos, com dois golos (um para cada lado) no primeiro terço da primeira metade e ainda uma penalidade desperdiçada por Vasco Luís. Mas foi “fogo de vista”, a partir daí a partida entrou numa toada tática rígida, com os franceses a defenderem a contento, não consentindo contra-ataques e com o HCT, depois de alguns jogos menos conseguidos, a mostrar solidez defensiva e muita competência a proteger a baliza de Tuga para levarem uma vantagem curta (2-1) mas real para a 2ª Mão em França em Janeiro.

    Primeiro tempo com os turquelenses a entrarem com duas alterações no cinco inicial habitual, depois de Jorge Godinho promover a titularidade a Daniel Matias e a Luís Silva na 2ª linha ofensiva alvinegra, em detrimento de Pedro Vaz e de André Pimenta, sendo que na frente de ataque Vasco Luís voltou a ter a companhia de André Moreira. Do lado francês os “turquelenses” Edu Leitão na baliza e Xavier Lourenço na frente tiveram lugar no cinco inicial escalonado pelo técnico Fabien Savreux, mas o jogo não começou bem para os forasteiros que logo aos quatro minutos viram Luís Silva fazer o 1-0 numa stickada enrolada ao primeiro poste, depois de uma boa assistência de Daniel Matias, num lance em que Edu Leitão não ficou bem na fotografia. O jogo ficou vivo e teve um período em que as equipas esticaram mais as suas linhas ofensivas, com contra-ataques sucessivos, sendo que numa dessas transições Vasco Luís surgiu no frente a frente com Edu Leitão, stickou forte e o guardião defendeu sem stique. Penalty assinalado pela dupla de arbitragem que viajou desde Espanha, mas que Vasco Luís não conseguiu converter em golo, permitindo boa intervenção ao guardião natural de Peniche, formado na “aldeia do hóquei”. Três minutos depois, na outra área, o galego Jacobo Mantiñan foi impedido de jogar a bola por Daniel Matias e novo penalty, desta feita para a equipa francesa. O “filho da terra”, Xavier Lourenço, foi para o “cara a cara” com o amigo de longa data, Tuga, e levou a melhor sobre o guardião alvinegro, igualando a partida a uma bola. Os da casa não sentiram o toque e mantiveram o ritmo forte que impuseram desde cedo, conseguindo reagir dois minutos depois, ao chegarem ao 2-1 num remate rasteiro de primeira no coração da área, por intermédio de André Moreira (excelente assistência desde trás da baliza do capitão Vasco Luís). Até ao intervalo não existiram mais alterações no marcador e no descanso a vantagem (2-1) era dos visitados.

    Na etapa complementar a equipa do Saint Omer “cerrou fileiras” à frente da baliza de Pedro Chambell (substituiu Edu Leitão ao intervalo) e foi sempre muito agressiva no ataque ao portador da bola, não dando grandes veleidades ao HCT para criar perigo. Do outro lado os turquelenses também mostraram qualidade no processo defensivo, protegeram quase sempre bem a baliza de Tuga e os visitantes apenas conseguiram criar perigo em meias-distâncias batidas ou bombeadas para tentativas de desvios, sempre sob a batuta do internacional francês Mathieu Le Roux (excelente jogo) e do seu capitão, o catalão Marçal Cuenca, que fez bom uso da sua poderosa meia-distância. O HCT mostrou argumentos para poder sair da letargia a que se encontrou sujeito nos últimos jogos disputados, tendo tido algumas oportunidades para aumentar a vantagem, mas Pedro Chambell respondeu muito bem na defesa da baliza francesa, com destaque para a uma defesa a sitckada de primeira de Vasco Luís na área. A três minutos do fim, oportunidade soberana para os forasteiros igualarem o jogo e levarem a eliminatória empatada para o encontro da 2ª Mão, no livre direto da 10ª falta de equipa do HCT. No entanto, Jacobo Mantiñan não conseguiu superar a oposição de Tuga, que desviou de forma subtil a bola para a trave da sua baliza, assegurando a primeira vitória (2-1) turquelense, após seis jogos sem vencer (4 derrotas e 2 empates) e mais de um mês depois do último triunfo (3-5 em Genève na 1ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Taça CERS, a 4 de novembro de 2017).

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 9 de dezembro de 2017, às 21H locais (22H em Saint Omer, França)

    Competição:  Oitavos-de-Final da Taça CERS (1ª Mão)

    Árbitros: Sergi Mayor (Espanha), Alberto Lopez (Espanha), Orlando Ramos (3º Árbitro) [Portugal] e António Peça (4º Árbitro) [Portugal]

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [4] Daniel Matias, [22] Luís Silva (1), [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira (1), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta e [57] João Silva “Janeka”. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    S.C.R.A. Saint Omer.: [10] Eduardo “Edu” Leitão (GR), [6] Marçal Cuenca (C), [41] Xavier “Xavi” Lourenço (1), [4] Mathieu Le Roux, [9] Jacobo Mantiñan, [1] Pedro Chambell (GR), [5] Ronan Ricaille, [7] Tom Mfuekani e [2] Quentin Podevin. Não jogou: [8] Givency Tshilombo. 

    Treinador: Fabien Savreux

    Faltas de Equipa: 10-8

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 2-1

    Resultado Final: 2-1

    Será só no próximo ano civil, mais precisamente no dia 13 de janeiro de 2018, às 20:30h locais (menos uma hora em Portugal Continental), que o HCT jogará em Saint Omer a 2ª Mão destes oitavos-de-final da Taça CERS, com vantagem de um golo no intervalo da eliminatória. Prevê-se, tal como nesta 1ª Mão em Turquel, uma partida dura e equilibrada em que o pormenor fará a diferença, sabendo de antemão que o ambiente que o HCT irá encontrar em França será frenético e a Salle du Brockus deverá ter lotação esgotada.

    Nesta quarta-feira, 13 de dezembro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, recebendo no Gimnodesportivo Turquelense o Sporting Clube de Tomar/IPT, no clássico da Zona Centro. Os nabantinos somam sete pontos no campeonato, mais dois que o HCT, sendo que um triunfo dos alvinegros permitirá dar um grande salto na tabela classificativa. As duas equipas defrontaram-se por duas vezes na pré-temporada, com o HCT a vencer nas duas ocasiões, a primeira na final do Torneio Cidade de Tomar por 0-1, e a segunda no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel por 2-1. Perspetiva-se mais um jogo com equilíbrio, emoção e incerteza no marcador…não falte!

    Fotos: Carmo Honório

  • Turquel volta a apurar todas as equipas para os Nacionais

    Todos os escalões de competição do Hóquei Clube de Turquel estão, mais uma vez e em mais uma época, apurados para os Campeonatos Nacionais das respetivas faixas etárias, com os Sub-17, os Sub-15 e os Sub-13 ainda na luta pelo título de Campeões Regionais e com os Sub-20 a alcançarem o Nacional bem cedo na época. O grande objetivo da Coordenação da Formação do clube para os escalões de competição é sem dúvida alguma chegar à maior prova nacional e a partir daí realizar boas campanhas frente às melhores equipas do país, e esse facto tem vindo a ser uma realidade, ano após ano, nos últimos 15 anos, com exceção da temporada 2015/2016, época em que os Sub-20 não conseguiram lá chegar. Em 2017/2018 a qualidade do trabalho desenvolvido pelos responsáveis e atletas do clube alvinegro foi mais uma vez recompensada e mesmo jogando frente a formações tão competitivas como as que gravitam nos quadros competitivos da Associação de Patinagem de Lisboa, os resultados estão à vista.

    Os Sub-20, orientados por Nuno Maurício, com coadjuvação de Nelson Lourenço, conseguiram o apuramento logo no final da 1ª Fase, ao vencerem a Série A com os mesmos 15 pontos que o S.C. Torres, mas com vantagem no confronto direto, e desde muito cedo tiveram a tranquilidade que lhes faltou nos últimos anos para poderem fazer uma 2ª Fase (3º classificado na Série J com 5 pontos) e 3ª Fase (apuramento do 5º ao 8º lugar na Série R ainda por começar) tranquila e a ganhar andamento. O plantel é relativamente curto no que à quantidade diz respeito (apenas cinco atletas Sub-20 de idade), mas a ajuda dos atletas dos Sub-17 tem permitido diminuir diferenças em relação aos outros clubes e um dos maiores feitos até à data desta jovem equipa foi o empate em casa a três bolas na 2ª Fase frente ao atual Campeão Nacional, o S.L. Benfica, que ainda não tinha perdido pontos na temporada. A “viagem” até à consumação do primeiro objetivo da época foi curta e pouco sinuosa, mas a equipa respondeu bem e estão reunidas as condições para a estabilidade, a desinibição e a evolução.

    Já os Sub-17, comandados por Nelson Lourenço, lograram percurso idêntico nas duas Fases em que estiveram envolvidos no caminho para o apuramento para o Nacional, tendo terminado a 1ª Fase em primeiro na Série D, com cinco vitórias e um empate, somando 16 pontos, mais 3 que o Alenquer que foi segundo. De igual modo, na 2ª Fase, Série G, os alvinegros alcançaram os mesmo 16 pontos, também fruto das cinco vitórias e apenas um empate, terminando três pontos à frente da formação do Stuart Massamá. A equipa turquelense segue agora para uma 3ª Fase, em que irá disputar o apuramento de Campeão Regional na Série K, frente a Sporting C.P., S.L. Benfica e A. Stuart H.C. Massamá. Esta fase da época dá-se já com o objetivo primário de apuramento para o Campeonato Nacional assegurado.

    Os Sub-15, H.C. Turquel “A”, orientados por Vasco Luís tiveram uma 1ª Fase na Série A imaculada, conseguindo 10 triunfos em 10 jogos e 30 pontos somados (mais 6 que o segundo classificado, G.C.C. “Os Corujas”). Na 2ª Fase, na Série G, a equipa venceu quatro jogos e empatou outros dois, somando 14 pontos, mais 3 que o segundo classificado, o Alenquer e parte para a 3ª Fase, incluída na Série O, para disputar o título de Campeão Regional com os “históricos” C.D. Paço de Arcos, Sporting C.P. e S.L. Benfica.Existe potencial para se poder almejar um Nacional de bom nível, assim os processos e a humildade se mantenham.

    Por fim, os Sub-13, H.C. Turquel “A”, comandados por Hélio Gonçalves, terminaram a 1ª Fase na Série D com os mesmos 27 pontos que a formação do Tojal (nove vitórias e uma derrota), mas com vantagem no confronto direto e seguiram para a 2ª Fase inseridos na Série G, onde lograram terminar a prova com 13 pontos, um a mais que a equipa do Stuart Massamá “A”, fruto de quatro triunfos, um empate e uma derrota. Apesar de sofrida, a garantia do apuramento para o Nacional é definitiva e a equipa tem ainda o “bónus”, ainda que não seja o mais importante, de poder lutar pelo apuramento de Campeão Regional, ao disputar a Série P, da 3ª Fase da competição organizada pela Associação de Patinagem de Lisboa, frente a A.E. Física D. “A”, Sporting C.P. e S.L. Benfica “A”. 

    O clube, a sua direção, os responsáveis, os seccionistas, os treinadores, os atletas, os pais e toda a comunidade HCT está mais uma vez de parabéns, pelo feito e pelo excelente trabalho desenvolvido em prol da terra, do concelho e até da modalidade. Esta é, sem dúvida alguma, mais uma vitória do bem, em detrimento dos detratores e dos “profetas da desgraça”, que gravitam no quotidiano da nossa agremiação.

    Parceria entre HCT e ECB permitirá a alunos da escola desconto nas entradas nos jogos de Seniores

    A partir do próximo sábado, 9 de dezembro de 2017, e até ao final da época, todos os alunos do Externato Cooperativo da Benedita poderão usufruir de 50% de desconto na compra do seu bilhete, em qualquer jogo dos Seniores Masculinos do Hóquei Clube de Turquel, mediante a apresentação do Cartão de Estudante na bilheteira, aquando da aquisição do ingresso. Esta ideia surgiu da parceria formulada no início desta semana entre o clube alvinegro e a instituição beneditense e terá início já na 1ª Mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, frente aos franceses do SCRA Saint Omer.

    Desta forma, a direção do clube pretende facilitar aos jovens da região o acesso a um espetáculo de alto nível e ao mesmo tempo preencher permanentemente as suas bancadas com a figura indelével da juventude, dando continuidade à tradição vigente dos últimos anos.

    Se és aluno do ECB e gostas do HCT, não podes perder esta grande oportunidade!

  • Nova repartição de pontos ao cair do pano

    Depois de cinco resultados menos positivos, que culminaram com o empate desolador a oito bolas em casa frente ao Infante Sagres, o HCT deslocou-se a casa de outro clube recém-promovido à 1ª Divisão, o H.C.P. Grândola, primeira equipa alentejana a conseguir tal feito. Frente a um conjunto que tinha somado apenas um ponto (1-1 em casa frente ao Tomar) nas seis jornadas anteriores, os turquelenses estiveram na frente por três ocasiões (0-1, 1-2 e 2-3), mas nunca conseguiram segurar as vantagens alcançadas ou mesmo “disparar” no marcador e empataram (3-3) de novo, voltando a ser penalizados por erros defensivos primários e pela eficácia adversária nas bolas paradas. O momento menos positivo da equipa, que redundou na pouca confiança revelada em certos momentos chave do jogo, fizeram com que os comandados de Jorge Godinho regressassem a casa apenas com um ponto na bagagem e com o seu sexto jogo consecutivo sem vencer.

    Primeira parte com entrada cautelosa de ambos os conjuntos, entrada essa que marcou a tendência durante todo o encontro, um hóquei lento e previsível de parte a parte e que só foi quebrado pelos rasgos individuais de alguns jogadores. Com pouco mais de três minutos jogados o HCT inaugurou o marcador, parecendo querer dar uma “stickada na crise”, por intermédio de André Moreira, que num momento individual, rompeu pela direita do seu ataque, disparou forte e a bola caprichosamente bateu no guardião contrário, Ricardo Piteira, para se anichar no fundo da baliza do Grândola. Melhor início Jorge Godinho não poderia querer. A equipa da casa, orientada por Nelson Mateus, mostrou sempre organização defensiva e muitas cautelas em ataque, nunca se desequilibrando quando tinha a bola. As oportunidades foram sendo escassas, mas lá apareciam, com Piteira a mostrar que está num bom momento na baliza dos alentejanos e com Tuga a ver uma bola embater na trave e passar por cima da linha de golo no maior susto que teve no terço inicial do primeiro tempo. Depois de algumas mexidas nos cincos e num lance confuso, Filipe Bernardino, o mais fantasista dos da casa, rompeu pelo meio do bloco defensivo alvinegro desde trás da baliza e, à meia volta, disparou para o golo, numa bola em que Tuga ainda tocou antes de entrar. Estava feito o 1-1 e esta foi a primeira explosão de alegria para os muitos adeptos presentes no Complexo Desportivo “Zeca Afonso”. Essa alegria desvaneceu-se quatro minutos depois quando Luís Silva, em mais uma jogada individual, rompeu pela esquerda do seu ataque e surpreendeu tudo e todos, incluindo Piteira, deixando a bola ao primeiro poste, no único espaço onde esta podia passar, fazendo o 1-2. O mesmo Luís Silva, um minuto volvido, teve oportunidade soberana para dilatar a vantagem visitante, mas na tentativa de transformação de uma grande penalidade, permitiu uma excelente intervenção a Piteira, ainda que ao intervalo prevalecesse a vantagem alvinegra.            

    O segundo tempo teve os mesmos moldes, o HCT não quis forçar em demasia em busca do terceiro golo e cometeu o “pecado capital” de recuar em demasia as suas linhas. O Grândola, sem conseguir criar muito perigo junto da baliza de Tuga, foi-se acercando com um pouco mais de intensidade do último terço defensivo dos turquelenses e igualou a duas bolas aos oito minutos, num penalty convertido por Rúben Silva (Tuga voltou a tocar na bola), depois de um derrube de Vasco Luís a Filipe Bernardino no interior da área forasteira. O Turquel sentiu então que tinha de ir em busca de algo mais, mas foi sempre uma equipa muito previsível no seu ataque organizado, com a agravante de não ter conseguido sair em contra-ataque (mérito do Grândola). Foi em nova jogada individual que Vasco Luís rompeu pelo meio da defensiva grandolense e conquistou nova penalidade. O mesmo jogador assumiu então a responsabilidade na conversão do castigo e não vacilou perante Piteira, fazendo o 2-3 quando faltavam onze minutos para o final do encontro. A partir daqui os pupilos de Jorge Godinho tentaram controlar as incidências com longas trocas de bola, dando largura ao seu jogo, conseguiram os seus intentos, mas não tiveram arte nem engenho para dar uma “machadada” no jogo, alcançando um possível quarto golo. O Grândola cresceu, criou algum perigo de longa e meia distância, e, a cinco minutos do fim do encontro, numa segunda bola após defesa de Tuga, o jovem Tanaka domina a mesma com o pé e na sequência é derrubado por Vasco Luís à entrada da área alvinegra. A dupla de arbitragem não assinalou a primeira infração do jogador visitado e, pior do que isso, decidiu mostrar a cartolina azul ao capitão turquelense, perante a estupefação geral. Os protestos visitantes não tiraram Zezinho da marca do livre direto e o camisola 3 dos da casa mostrou frieza perante Tuga, fazendo o 3-3 final, em mais um empate desolador para os “brutos dos queixos”.   

    Ficha Técnica:

    Local: Complexo Desportivo Municipal José Afonso

    Dia/Hora: 2 de dezembro de 2017, às 18H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (7ª jornada)

    Árbitros: Jaime Vieira (Alentejo), Joaquim Sequeira (Lisboa), Helena Fresco [3º árbitro] (Alentejo), João Martins [4º Árbitro] (Alentejo)

    H.C.P. Grândola: [88] Ricardo Costa “Piteira” (GR), [2] António Pereira “Tójó” (C), [39] Rúben Silva “Algarvio“ (1), [8] Filipe Bernardino (1), [3] José Gonçalves “Zezinho” (1), [7] José Bernardo “Tanaka”, [4] Hugo Santos “Carinhas” e [5] Márcio Rosa. Não jogaram: [10] Tiago “Titi” Pereira (GR) e [6] João Ferro.

    Treinador: Nelson Mateus

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira (1), [22] Luís Silva (1) e [4] Daniel Matias. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 8-9

    Disciplina: Cartão Azul a [9] Vasco Luís (C) (HCT).

    Resultado ao intervalo: 1-2

    Resultado Final: 3-3

    No próximo sábado, 9 de dezembro de 2017 pelas 21 horas, regressam as provas europeias, com o HCT a defrontar no Gimnodesportivo de Turquel o S.C.R.A. Saint Omer, atual líder do campeonato francês, clube onde atua o turquelense Xavier Lourenço, o guardião natural de Peniche Eduardo “Edu” Leitão, ele que fez grande parte da sua formação enquanto atleta no H.C. Turquel e ainda o outro guardião da equipa, Pedro Chambell, natural de Torres Vedras, filho da antiga glória nacional e também guardião do HCT, António Chambell. Será um jogo de grau de dificuldade muito elevado para os comandados de Jorge Godinho, que terão de colocar tudo em rinque para poderem alcançar um resultado que lhes permita discutir a eliminatória na 2ª mão em França em Janeiro de 2018.   

    Fotos: HCTv

    Empate com sabor a derrota em jogo frenético

    Jogo em casa a meio da semana depois do desaire (1-2) inesperado na 2ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Taça CERS frente ao Genève R.H.C. Essa derrota, ainda assim não impediu o apuramento para os oitavos (6-5 para o HCT no agregado das duas mãos), mas receção à recém promovida equipa do Infante Sagres na 6ª ronda do Campeonato Nacional da 1ª Divisão tinha importância acrescida para “mudar o momento”. Esperava-se uma noite mais tranquila que a do sábado anterior e o 3-1 inicial parecia confirmar esse prognóstico. Pura ilusão, antes do intervalo o Infante empatou a três bolas e a equipa comandada por Jorge Godinho intranquilizou-se de tal maneira que na etapa complementar andou sempre atrás do resultado até um minuto do fim, altura em que passou para a frente do marcador com uns impensáveis 8-7. Ainda dentro desse último minuto, com livre direto a seu favor os turquelenses, por intermédio de Janeka, desperdiçaram a oportunidade e no momento imediato o camisola 57 alvinegro cometeu a 10ª falta de equipa dos visitados, com o inspirado João Candeias a fazer o 8-8 final na conversão do devido livre direto, naquele que foi um autêntico balde de água fria para todos os turquelenses.

    Primeiro tempo atípico, com o Infante a colocar-se na frente do marcador aos dez minutos por intermédio de João Candeias, ele que aproveitou dois ressaltos na área e com apenas uma mão no stique fez o 0-1, perante a apatia dos atletas da casa, que não foram lestos a tirarem a bola da zona de perigo. O HCT sentiu o toque e foi atrás do prejuízo, materializando em golo a reação com Pedro Vaz a disparar e André Moreira (primeira parte inspirada) a desviar de forma sublime para o 1-1. Menos de um minuto depois o mesmo André Moreira ludibriou a oposição de Celso Silva na tabela de fundo, fletiu para dentro e bateu Joka Ferreira pela segunda vez, colocando em êxtase os adeptos nas bancadas. O reforço turquelense André Moreira estava mesmo endiabrado e dois minutos depois, num lance de contra-ataque 2x1, recebeu uma assistência de Vasco Luís e passou por Joka para fazer o seu “hat-trick”, colocando o score em 3-1, em três minutos completamente frenéticos por parte dos “brutos dos queixos”. A partir daqui pensou-se que a equipa iria estabilizar e avançar para uma exibição tranquila e consentânea com o real valor do conjunto de jogadores que o plantel ostenta. Puro engano, pois o grande momento no jogo foi “sol de pouca dura”. A seis minutos do descanso Pedro Vaz perdeu a bola no meio-campo para Tiago Pinheiro, este enrolou-se com ela, com Pedro Vaz e com Daniel Matias e conseguiu assistir Carlos André no segundo poste, completamente solto, que só teve de encostar para fazer o 3-2. Um golo incrivelmente consentido e que só deu força aos forasteiros. Nos últimos segundos da primeira parte, lance polémico na área turquelense, com a bola a ficar presa na camisola de Tuga, Paulo Baião assinalou golpe duplo, mas José Nave desfez a primeira sinalética do seu colega e apontou para a marca de grande penalidade, perante a incredulidade de todos os presentes. Quem não se importou com o barulho e com o alarido vindo das bancadas foi Tiago Ferraz que, com muita sorte à mistura, permitiu uma primeira defesa a Tuga e na recarga acertou nas “orelhas da bola”, com esta caprichosamente a bater no poste e a entrar. Ao intervalo o 3-3 penalizava a pouca estabilidade emocional dos turquelenses.          

    A etapa complementar foi completamente atípica, logo nos primeiros segundos de jogo o Infante colocou-se na frente (3-4), num lance de ataque rápido em que Bruno Fernandes na esquerda assistiu Carlos André no meio, que só teve de encostar para fazer o seu “bis” e o 3-4, depois de Luís Silva e de Daniel Matias terem ido os dois à bola num momento inicial. Um erro primário que trouxe ainda mais inquietação a uma equipa desde logo nervosa e intranquila. Os visitados demoraram a reagir e só sete minutos depois, num fantástico contra-ataque 4x3, Daniel Matias e Luís Silva redimiram-se do erro anterior, com o primeiro a assistir de forma primorosa o segundo e o camisola 22 alvinegro a encostar fácil para um golo de belo efeito. No entanto, o empate durou apenas alguns segundos, já que logo depois João Candeias “bombeou” uma bola desde o meio-campo para o interior da área e Bruno Fernandes (não há certezas se desviou a bola) a tocar de forma subtil para fazer o 4-5. O jogo estava em toada de parada e resposta e dois minutos depois, novamente Luís Silva, num penalty a castigar falta de Celso Silva sobre o capitão Vasco Luís, a “bisar” com um remate seco e rasteiro. Não havia tempo para “respirar“ e um minuto volvido já o Infante se voltava a colocar na frente por 5-6, depois de nova grande penalidade, desta feita cometida por André Moreira (jogou a bola no chão junto a Tuga), que João Candeias não desperdiçou para poder “bisar” e voltar a pôr os nortenhos na frente do marcador. Como “não há duas sem três”, no mesmo minuto em nova penalidade (“agarrão” de João Candeias a Vasco Luís) Luís Silva completou o seu “hat-trick” e devolveu a esperança ao público da casa no 6-6. A partir daqui o encontro acalmou um pouco, mas o HCT teve uma fase no jogo de pouca sobriedade, com ataques muito curtos e abuso da meia-distância, o que não ajudou em nada a estabilizar as emoções e a trazer ao de cima a racionalidade. Aproveitou o Infante, que a oito minutos do fim, num lance em que Tiago Ferraz fugiu ao jovem Tiago Mateus e, assistido por Carlos André, não perdoou no “cara a cara” com Tuga, “bisando” e colocando o score nuns incríveis 6-7. Num jogo de contornos imprevisíveis e sem nada a perder, era hora de apostar tudo e Jorge Godinho lançou Vasco Luís e Janeka na partida, com resultados quase imediatos. A dois minutos do fim Vasco Luís em excelente jogada individual, tirou um adversário do caminho com uma simulação e disparou mais à frente para o 7-7 e, pouco depois, já dentro do último minuto, novo penalty por novo “agarrão”, desta feita de João Pinheiro a André Moreira, e Vasco Luís a fuzilar Joka para o “bis” do capitão alvinegro e para uma vantagem inédita (8-7) no marcador na segunda metade. No entanto a ação não ficou por aqui, pois ambas as equipas estavam “à bica” com nove faltas e a décima caiu primeiro para o lado do Infante. Na transformação do respetivo livre direto, Janeka acertou mal na bola e permitiu a defesa de Joka e na sequência deu um toque involuntário em João Pinheiro, que aproveitou bem o momento para fazer a sua parte e cair com “estrondo” no solo, levando a dupla de arbitragem a assinalar a 10ª falta de equipa dos turquelenses. O desespero e a ansiedade apoderaram-se de todos os presentes, assim que João Candeias foi para a marca do livre direto no frente a frente com Tuga. O jovem avançado formado no Paço de Arcos não tremeu, ludibriou o guardião turquelense e fez o 8-8 final para desilusão completa de todo um pavilhão incrédulo por um empate que teve sabor claro de derrota, frente a uma equipa visitante com argumentos notoriamente inferiores aos do HCT.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 29 de novembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (6ª jornada)

    Árbitros: José Nave (Lisboa), Paulo Baião (Lisboa), Paulo Silva [3º árbitro] (Leiria), Paulo Carvalho [4º Árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [7] André Moreira (3), [22] Luís Silva (3), [57] João Silva “Janeka”, [4] Daniel Matias e [58] Tiago Mateus. Não jogou: [10] Samuel Santos (GR).

    Treinador: Jorge Godinho

    C. Infante Sagres: [92] Bruno “Joka“ Ferreira (GR), [2] João Pinheiro (C), [7] Tiago Ferraz (2), [8] Celso Silva, [23] João Candeias (3), [88] Bruno Fernandes (1), [27] Carlos André Rodrigues (2) e [4] Tiago Pinheiro “Pinhas”. Não jogaram: [13] Pedro Magalhães (GR) e [77] João Rodrigo Campelo.

    Treinador: Fernando Almeida

    Faltas de Equipa: 11-11

    Disciplina: Cartão Azul a [88] Bruno Fernandes (CIS).

    Resultado ao intervalo: 3-3

    Resultado Final: 8-8

    No próximo sábado, 2 de dezembro de 2017 pelas 18 horas, o campeonato prossegue, com a 7ª jornada e com o HCT a deslocar-se ao reduto de mais um clube recém promovido, os alentejanos do H.C.P. Grândola, clube que fez história no final de 2016/2017, ao sagrar-se no único clube Alentejano a subir à 1ª Divisão Nacional na história do Hóquei em Patins. Será um jogo intenso e difícil para os pupilos de Jorge Godinho, que terão de estar ao seu melhor nível para levarem de vencida uma formação com menos atributos individuais, mas com uma boa organização coletiva.  

    Fotos: Carmo Honório

  • Equipa “tremeu”…mas cumpriu objetivo principal

    Depois da vitória por 3-5 na 1ª Mão na Suíça no início de novembro frente ao Geneve R.H.C., e do ciclo de jogos e derrotas frente aos três grandes, os turquelenses viam o regresso das competições europeias a Turquel no jogo de volta, como uma oportunidade para poderem rubricar uma boa exibição e conseguir golos, algo que tinham conseguido apenas por uma vez nos três encontros já referidos. No entanto, este encontro da 2ª Mão foi tudo menos um conto de fadas para os alvinegros, que tiveram de sofrer a bom sofrer para ficarem com a eliminatória favorável. O Genève apresentou-se em Turquel muito bem organizado e apesar de André Moreira ter dado vantagem ao HCT, os suíços mostraram inteligência, protegeram-se muito bem do ritmo de jogo que os da casa tentaram impor em ataque e conseguiram ter muita bola para passarem para a frente do marcador (1-2) e deixarem em suspenso, até aos segundos finais, o desfecho da eliminatória. O “susto” para os visitados foi grande, mas o objetivo primordial (passar aos oitavos-de-final) foi cumprido, apesar de esta ter sido a exibição mais “descolorida” da temporada.

    Primeiro tempo com entrada sagaz dos forasteiros, que mostraram competência e qualidade naquilo que melhor sabem fazer, usando e abusando da boa longa e meia-distância que alguns dos seus atletas possuem e do jogo interior, com destaque para o catalão Guillem Coll Ramada e para o português Flávio Silva, este último que conseguiu desequilibrar muitas vezes o jogo a favor da sua equipa, com excelentes entradas pelos corredores laterais e assistências de qualidade para o interior da área. Ainda assim, aos sete minutos de jogo e um pouco contra a corrente do mesmo, foi o HCT a marcar primeiro, numa boa transição ofensiva 2x1, com o capitão Vasco Luís a assistir André Moreira para este passar pelo outro português da equipa do Genève, o guardião Sebastian Silva, e fazer o 0-1. A equipa turquelense tinha estado por baixo no jogo até então, mas conseguira o mais difícil e colocou-se na frente com três golos à maior na eliminatória. No entanto, a equipa comandada por Jorge Godinho nunca pareceu confortável no jogo e sofreu o empate logo a seguir, num lance típico dos suíços, com Flávio Silva a assistir o italo-argentino Juan Cerezo e com este, no interior da área de Tuga, a rodar sobre Pedro Vaz e a fazer o 1-1. Depois deste tento os “brutos dos queixos” não mais fizeram jus à sua alcunha e não mais se encontraram no encontro, tendo permitido ascendente ao adversário até ao intervalo. No entanto, a dois minutos do descanso Flávio Silva viu a cartolina azul por derrube a Luís Silva, sendo que Daniel Matias não conseguiu transformar o devido livre direto em golo. Ao intervalo prevalecia o empate a uma bola.

    Na segunda metade os da casa tentaram alterar a sua atitude passiva, demonstrada até então, conseguiram ter supremacia nos minutos iniciais, mas foram desperdiçando algumas oportunidades para passarem de novo para a frente do marcador, começando a criar um clima de intranquilidade em si próprios, que passou também para as bancadas e que fez com que a equipa defendesse recuada em demasia, permitindo aos visitantes criarem muito perigo junto da baliza de Tuga. Aos oito minutos desta etapa complementar Daniel Matias foi derrubado no interior da área suíça por Sebastian Silva, mas o capitão Vasco Luís, na tentativa de transformação da grande penalidade, permitiu a defesa ao guardião português, ele que nesta altura já se cotava como um dos melhores homens em rinque. Quatro minutos depois Luís Silva disparou contra as caneleiras de Flávio Silva e colocou este no “cara a cara” com Tuga, com o camisola 28 suíço a não desperdiçar a oportunidade para fazer o 1-2 e colocar ainda mais incerteza quanto ao desfecho da eliminatória. Os alvinegros não estavam contentes com o resultado e principalmente com a sua performance e tiveram um período em que carregaram sobre o último reduto helvético, tendo tido oportunidades para “acabar” com o adversário, mas nem depois de outro azul a Flávio Silva por protestos (Janeka permitiu nova boa intervenção a Sebastian Silva na conversão do respetivo livre direto), nem em superioridade numérica, os visitados lograram pelo menos empatar o jogo. Com três minutos para jogar e com nove faltas acumuladas os da casa viram Juan Cerezo isolar-se incrivelmente quando o Genève jogava em inferioridade numérica e sofrer penalty por um toque no stique de André Moreira. O mesmo Juan Cerezo não conseguiu passar a barreira chamada Tuga na conversão do castigo e os adeptos da casa respiraram de alívio. Com pouco tempo para a jogar e com a equipa a “segurar a derrota”, tendo em atenção que um golo de diferença à menor chegava para passar aos oitavos-de-final, ainda houve tempo para Janeka sofrer um penalty por derrube inequívoco de Flávio Silva, mas André Moreira, mais uma vez, não conseguiu fazer o golo do empate, atirando ao lado e rejeitando a recarga, em função dos escassos segundos que faltavam para o apito final. O jogo chegou ao fim com o resultado inesperado de 1-2 e apesar de uma exibição bastante “cinzenta”, a equipa está na próxima fase da Taça CERS.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 25 de novembro de 2017, às 21H locais (22H em Geneve, Suíça)

    Competição: 16 Avos-de-Final da Taça CERS (2ª Mão) [3-5 na 1ª Mão]

    Árbitros: Ulderico Barbarisi (Itália), Claudio Ferraro (Itália), Orlando Ramos (3º Árbitro) [Portugal] e António Peça (4º Árbitro) [Portugal]

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira (1), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [58] Tiago Mateus e [57] João Silva “Janeka”. Não jogou: [10] Samuel Santos (GR)

    Treinador: Jorge Godinho

    Genève R.H.C.: [23] Sebastian Silva (GR), [28] Flávio Silva (1), [33] Guillem Coll Ramada, [7] Justin Duverney, [31] Louis Forel (C), [8] Juan Cerezo (1) e [19] Fabien Waridel. Não jogaram: [13] David Cosme (GR), [99] Jonathan Waridel e [15] Matteo Tercier.  

    Treinador: Jerôme Desponds

    Faltas de Equipa: 9-13

    Disciplina: Cartão Azul a [28] Flávio Silva (GRHC) [2X].

    Resultado ao intervalo: 1-1

    Resultado Final: 1-2

    Resultado Agregado da Eliminatória: 6-5

    No próximo dia 9 de dezembro de 2017, às 21 horas, o HCT joga em casa a 1ª Mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, defrontando os franceses do SCRA Saint Omer, equipa que lidera o campeonato francês e que conta nas suas fileiras com os “turquelenses” Xavier Lourenço e Eduardo “Edu” Leitão, o primeiro integralmente formado no HCT e o segundo completando grande parte do seu crescimento enquanto guarda-redes também em Turquel. Será uma eliminatória ainda mais dura que a anterior e será importante uma boa 1ª Mão para podermos sonhar.

    Nesta quarta-feira, 29 de novembro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, recebendo no Gimnodesportivo Turquelense o recém-promovido Clube Infante Sagres, agremiação da freguesia de Lordelo do Ouro (Porto). Ambas as equipas somam apenas três pontos e será um jogo importante para qualquer um dos lados. O apoio de todos os turquelenses será fundamental.

    Fotos: HCTV

    Festa Final de Escolares em Turquel

    É já no próximo domingo, 26 de novembro de 2017 durante grande parte do dia (entre as 10H e as 17H), que decorrerá em Turquel a Festa Final de Escolares – Grupo 2, inserida no “Torneio Educar, Formar Jogar”. Esta é uma prova organizada pela Associação de Patinagem de Lisboa e que conta com eventos finais que promovem encontros de todas as equipas dos diferentes grupos de nível competitivo, sendo que o grupo 2 jogará no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel.

    Ao todo estarão presentes nesta “Festa Final” em Turquel oito equipas do escalão de Escolares, sendo elas H.C. Turquel “A” e “B”, S.L. Benfica “B”, Parede F.C. “A”, A.E. Física D. “A”, F.C. Alverca “A” e A.P.A.C. Tojal “A” e “B”. Serão entre cinco a seis dezenas de atletas em “evolução” no rinque turquelense e espera-se que o evento possa trazer ao de cima o que de melhor o Hóquei em Patins proporciona a atletas destas idades, ou seja, a competição saudável, o convívio, o intercâmbio de experiências e a realização de novas amizades.

    Confira o calendário da “Festa Final – Grupo 2” e venha apoiar e assistir ao Hóquei em Patins no seu estado mais puro:

    PAVILHÃO GIMNODESPORTIVO DE TURQUEL

    Nº JOGO

    DATA

    ESCALÃO

    VISITADO

    VISITANTE

    HORA

    1325

    26/11/2017

    ESCOLARES

    HC TURQUEL “B”

    SL BENFICA “B”

    10h00m

    1326

    26/11/2017

    ESCOLARES

    AE FISICA “A”

    PAREDE FC “A”

    10h50m

    1327

    26/11/2017

    ESCOLARES

    HC TURQUEL “A”

    FC ALVERCA “A”

    11h40m

    1328

    26/11/2017

    ESCOLARES

    APAC TOJAL “A”

    APAC TOJAL “B”

    12h30m

    1329

    26/11/2017

    ESCOLARES

    VENCEDOR JOGO Nº1325

    VENCEDOR JOGO Nº1327

    14h00m

    1330

    26/11/2017

    ESCOLARES

    VENCEDOR JOGO Nº1326

    VENCEDOR JOGO Nº1328

    14h50m

    1331

    26/11/2017

    ESCOLARES

    VENCEDOR JOGO Nº1329

    VENCEDOR JOGO Nº1330

    16h10m

    -

    26/11/2017

    ESCOLARES

    CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO

    17h00m

     

    Foto: Carmo Honório

  • Sub-20 alvinegros “empatam“ Benfica a caminho do Nacional

    Depois de apurados para o Nacional da categoria, os Sub-20 do H.C. Turquel disputam ainda a fase de apuramento de Campeão Regional, competindo na 2ª Fase do Campeonato Bestravel, organizado pela Associação de Patinagem de Lisboa. A equipa orientada por Nuno Maurício, com coadjuvação de Nelson Lourenço, está inserida na Série J, onde defronta equipas como A.J. Salesiana, Sporting C.P. e S.L. Benfica. Foram precisamente os encarnados que se deslocaram a Turquel esta quarta-feira, 22 de novembro, à noite (21:30h), para defrontarem os alvinegros na 4ª jornada da prova, numa partida que marcou o regresso dos atletas Xavier Duro e Francisco Santos à casa que os viu nascer e que os formou para o Hóquei em Patins. A equipa encarnada defende o título de campeã nacional, conquistado em 2016/2017, e esta época ainda não tinha perdido pontos em qualquer jogo disputado. O que é certo é que os perdeu em Turquel, fruto do empate (3-3) imposto pelos “brutos dos queixos”, numa exibição de gala e num jogo que foi um espetáculo formidável, apitado pelo árbitro de Leiria, Paulo Carvalho e que encheu de emoção o Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel (bancada central cheia a uma quarta-feira à noite num jogo de Sub-20).

    Primeiro tempo com entrada de rompante dos comandados de Hugo Lourenço “Caleta“, que logo no primeiro minuto fizeram o 0-1 num desvio oportuno a uma mão de Filipe “Bala” Fernandes. O Turquel sentiu o golo em demasia e demorou algum tempo a recompor-se, mas a pressão exercida pelos forasteiros ia sendo desmanchada pela excelente estratégia montada pela equipa técnica alvinegra. A meio do primeiro tempo Miguel Vicente libertou Tiago Mateus (noite para mais tarde recordar) num dos cantos superiores da área e o jovem que faz parte integrante do plantel sénior dos “brutos dos queixos” disparou de forma certeira para o empate a uma bola. O Benfica sentiu-se acossado pelo golo e subiu ainda mais as linhas, tendo chegado ao 1-2 num momento de pressão em que Miguel Vicente não conseguiu definir bem a transição ofensiva, tendo perdido uma bola que deu em golo do “artilheiro” Hugo Santos. Ao intervalo a desvantagem visitada era recuperável.   

    Na entrada do segundo tempo Caleta fez alinhar o seu melhor cinco, mas a equipa encarnada não se encontrou e deu-se mal com a pressão feita ao homem da bola, colocando muitas vezes dois jogadores a pressionarem o portador, libertando espaços que lhe foram fatais. Este facto deveu-se, entre outras coisas, ao virtuosismo técnico dos atletas da casa, como são os casos dos “franzinos” Lucas e Miguel Vicente (grande exibições individuais), que fizeram “gato sapato” da pressão exacerbada das águias. Num contra-ataque fantástico a equipa turquelense acabou mesmo por empatar, com Tiago Mateus a “bisar”, e o jogo ficou partido. Uns minutos mais tarde, num penalty contra o Benfica Tiago Mateus não conseguiu furar a resistência do guardião Frederico Lourenço, mas na recarga, novamente libertado por um bloqueio direto de Miguel Vicente, o capitão de equipa completou o seu “hat trick” à bomba, levando ao delírio a excelente moldura humana presente no pavilhão. A partir daqui o Benfica subiu ainda mais as suas linhas, sempre mais com o coração do que com a cabeça e tentou ir em busca de outro resultado. Contudo foi o HCT que teve excelente oportunidade para conseguir dois golos de diferença no marcador, mas Tiago Mateus desperdiçou um livre direto no cara a cara com Frederico Lourenço. As grandes emoções estavam guardadas para os derradeiros três minutos, que foram de loucos e não deixaram ninguém pregado aos seus assentos. Primeiro foi Tiago Mateus a atirar à trave da baliza encarnada e na resposta imediata Hugo Santos confirmou os seus créditos de goleador ao “bisar” com uma excelente meia-distância no 3-3. A equipa turquelense desencontrou-se momentaneamente após o empate encarnado e foi o guardião Gonçalo Duarte a brilhar nesta fase, realizando duas defesas espetaculares, uma delas tirando a bola mesmo em cima da linha de golo e segurando a equipa no jogo. Os visitados reencontraram o seu rumo e poderiam ter vencido o encontro, mas David Santos (grande performance defensiva) atirou ao poste e Tiago Mateus, nos últimos segundos de jogo, efetuou um remate que bateu de forma caprichosa no poste e na trave da baliza dos visitantes, saindo para fora e não desfazendo o empate a três bolas com que se chegou ao final da partida. Foram os primeiros pontos perdidos pelos Sub-20 do Benfica esta temporada e uma exibição fantástica dos nossos atletas, que fizeram por merecer esta igualdade. Na classificação o HCT é terceiro com quatro pontos, o Benfica é primeiro com dez pontos.    

    Na próxima sexta-feira, 24 de novembro de 2017 pelas 22h, os Sub-20 deslocam-se ao Estoril, para defrontarem a A.J. Salesiana na 5ª jornada da competição, sendo que na primeira volta em Turquel as duas equipas mostraram equilíbrio de forças até ao intervalo (0-0 no descanso) e no segundo tempo a “balança pendeu” para o lado alvinegro, com a equipa turquelenses a vencer por claros 5-1.

    Fotos: Carmo Honório

    Ineficácia inicial ditou desfecho por números imerecidos

    Deslocação do HCT ao “moderníssimo” Pavilhão João Rocha, nova casa do Sporting C.P., para a disputa da 5ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Os turquelenses entraram muito bem no jogo, tendo mesmo tido ascendente inicial sobre os leões de Paulo Freitas e criaram boas oportunidades para inaugurarem o marcador nos primeiros dez minutos. A equipa orientada por Jorge Godinho não marcou e o Sporting apareceu a meio do primeiro tempo, conseguindo dois golos contra a corrente, em dois erros de principiantes dos alvinegros, tendo depois gerido as incidências a seu belo prazer até ao intervalo. A entrada na segunda metade foi desastrada para os visitantes, que sofreram golo logo a abrir e mais quatro em catadupa até ao 7-0. O jovem turquelense Tiago Mateus saiu do banco para fazer o tento de honra dos alvinegros numa fantástica meia-distância, mas esse golo não serviu para amenizar uma derrota pesada, ainda que por números imerecidos.

    Os primeiros minutos da etapa inicial, contrariamente ao que se fazia prever, foram de ascendente turquelense, com a equipa de Jorge Godinho a entrar em rinque de forma personalizada, a fechar bem as suas linhas defensivas e a contra-atacar a contento, colocando Ângelo Girão em sentido na baliza verde e branca. No entanto, os “brutos dos queixos” não conseguiram materializar em golos as oportunidades criadas por André Moreira (atirou ao lado quando estava completamente solto ao segundo poste e com a baliza deserta), André Pimenta (“picadinha” falhada no 1x1 frente a Girão) e Vasco Luís (slalom frontal com defesa de Girão). Nesta fase, o Sporting não se conseguia encontrar e praticava um hóquei aos repelões, com a “batuta” de Pedro Gil a não estar calibrada. O mau momento leonino no jogo obrigou o seu treinador, Paulo Freitas, a pedir um timeout quando estavam decorridos apenas quatro minutos e a verdade é que os visitados retificaram o que de menos bom estavam a fazer. Aos sete minutos a equipa de arbitragem assinalou penalty de Pedro Vaz sobre Matias Platero, mas Caio não conseguiu ultrapassar a intuição de Tuga e quatro minutos depois Platero tocou a bola com o patim na sua área para nova penalidade, desta vez no lado contrário, ainda que o desfecho tenha sido o mesmo, já que Vasco Luís não conseguiu evitar que Girão adivinhasse o lado e defendesse também ele o castigo máximo. No mesmo minuto, uma stickada de Pedro Gil para boa intervenção de Tuga deixou Vasco Luís só para dominar a bola em condições no interior da sua área, mas o capitão alvinegro falhou a receção e João Pinto nas suas costas inaugurou o marcador. Dois minutos volvidos, Vasco Luís atirou ao poste numa poderosa meia-distância, sendo que André Moreira na recarga atirou contra Girão e na resposta imediata Henrique Magalhães aproveitou um desentendimento defensivo entre Vasco Luís e Pedro Vaz para descobrir Vítor Hugo, completamente solto ao segundo poste, para este último fazer o 2-0. O HCT sentiu o toque do segundo golo e até ao descanso permitiu domínio completo ao Sporting, sendo que o único momento de “frisson” junto da baliza de Girão se deu numa perca de bola de Caio no meio-campo, com Janeka isolado a atirar ao poste. Ao intervalo o resultado cifrava-se nos 2-0.  

    Para a segunda parte esperava-se equilíbrio e disputa do resultado, mas a entrada desconcentrada dos turquelenses e a eficácia dos sportinguistas deitou por terra qualquer tipo de ambição alvinegra. Logo aos dez segundos o argentino Matias Platero aproveitou uma sobra na área de Tuga e bateu o guardião turquelense pela terceira vez. Três minutos depois foi a vez de Henrique Magalhães fugir a Vasco Luís para receber uma fantástica assistência de Pedro Gil e fazer o 4-0 bem no coração da área forasteira. A entrada na etapa complementar “matou” por completo as aspirações dos comandados de Jorge Godinho e acabou também com o espetáculo, que até então, diga-se em abono da verdade, também não tinha sido muito entusiasmante. Aos sete minutos Pedro Gil aproveitou uma transição falhada do HCT para simular e deitar Tuga, picando também ele o ponto já dentro da área no 5-0. Aos doze minutos foi a vez de Vítor Hugo aproveitar a passividade latente da defesa turquelense e mais uma segunda bola para fazer o 6-0. Sete minutos volvidos, para fechar as contas leoninas, o capitão João Pinto “bisou” num ataque rápido em que passou a oposição de Daniel Matias e atirou rasteiro, por entre as pernas de Tuga. O 7-0 era um resultado extremamente pesado, que castigava a ineficácia inicial dos forasteiros, mas que foi atenuado pelo jovem Tiago Mateus, ele que tinha saído do banco dois minutos antes, para assinar um grande golo, numa transição rápida de 4x3, em que o camisola 58 turquelense stickou forte e muito bem colocado, não dando hipóteses de defesa a Ângelo Girão. Até final destaque ainda para uma penalidade desperdiçada por André Moreira, ele que tentou ludibriar o recém-entrado guardião, José Diogo Macedo, mas permitiu primeiro uma defesa guardião leonino e na repetição do castigo (jogadores do Sporting saíram antes da área contrária) atirou ao lado. No final o 7-1 “espelhado” no marcador revelou-se um castigo demasiado duro para os turquelenses, ainda que esta tenha sido, sem margem para grandes dúvidas, a sua exibição menos conseguida na temporada.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão João Rocha - Lisboa

    Dia/Hora: 18 de novembro de 2017, às 19H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (5ª jornada)

    Árbitros: Rui Torres (Minho), José Pinto (Porto), Vera Fernandes [3º árbitro] (Coimbra) e Bernardo Alves [4º árbitro] (Coimbra)

    Sporting C.P.: [61] Ângelo Girão (GR), [17] Matias Platero (1), [9] Pedro Gil (1), [16] João Pinto “Mustang” (C) (2), [57] Toni Pérez, [91] José Diogo Macedo (GR), [8] Ricardo Oliveira “Caio”, [30] Vítor Hugo (2), [4] Ferran Font e [88] Henrique Magalhães (1).

    Treinador: Paulo Freitas

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus (1).

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 6-6

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 2-0

    Resultado Final: 7-1

    No próximo sábado, 25 de novembro de 2017 pelas 21h, regresso das competições europeias a Turquel, com a disputa da 2ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Taça CERS entre o HCT e os suíços do Genève RHC. Na 1ª Mão em terras helvéticas os turquelenses, apoiados por quase três dezenas de emigrantes, venceram por 3-5 e a eliminatória decide-se em Turquel, perante um conjunto de valor, que tentará surpreender os comandados de Jorge Godinho no próximo sábado. Será um jogo a não perder, que marca o início de um novo ciclo “pós-grandes”.

    Fotos: Carmo Honório

  • Caminhos fechados frente aos azuis e brancos

    Receção do HCT a um F.C. Porto muito forte no início de 2017/2018, embalado moralmente pelo título de campeão nacional conquistado na última jornada de 2016/2017 e que, mesmo com as lesões de início de temporada contraídas pelo guardião Nelson Filipe e pelo defesa/médio Telmo Pinto, contou por vitórias todos os jogos disputados, incluindo a conquista de um título, a Supertaça António Livramento frente ao Tomar. O HCT vinha de uma semana com viagem à Suíça e deslocação à Luz na quarta-feira (derrota por 0-4), mas com o seu pavilhão quase cheio e com a força que possui nos jogos em casa, queria roubar pontos à equipa de do catalão Guillem Cabestany. O jogo foi “rasgadinho” e sempre muito disputado, com os atletas de ambos os conjuntos a darem tudo, mas com os forasteiros a adiantarem-se cedo por intermédio de Gonçalo Alves, ele que foi a figura do encontro. Apesar das tentativas, de duas bolas paradas a seu favor e de um golo mal anulado pela equipa de arbitragem, o HCT não conseguiu encurtar distâncias, muito também por culpa de Carles Grau, o guardião catalão ao serviço dos azuis e brancos, que mostrou excelentes argumentos para as investidas dos visitados e levou a sua equipa para os balneários a vencer por 0-1. O segundo tempo teve de novo equilíbrio, mas em pouco mais de um minuto o Porto fez três golos (dois de Gonçalo Alves e um grande golo de Reinaldo Garcia) que deixaram os alvinegros no “tapete” e que fixaram o resultado num 0-4 muito enganador. Do lado turquelense os guarda-redes Tuga (em grande momento) e Samuel Santos (entrou muito bem nos derradeiros nove minutos do encontro) brilharam a grande nível.

    Primeira parte com entrada forte do Porto que ia marcando logo na jogada de saída e que não demorou muito tempo para inaugurar o marcador. O génio de Gonçalo Alves soltou-se na aldeia do hóquei logo aos três minutos, com o camisola 77 dos dragões a aproveitar uma má transição ofensiva entre André Moreira e o capitão Vasco Luís, para “partir os rins” ao segundo e passar por Tuga com a maior facilidade do mundo, fazendo o 0-1. Este golo marcou a tendência do primeiro tempo, o Porto procurou sempre chegar-se mais à frente, mas apenas conseguiu criar perigo de meia-distância, sendo que Tuga mostrou muita competência nesse campo. Por seu turno o HCT manteve a toada de jogar em transições rápidas, e teve as suas chances para deixar tudo nivelado à saída para o intervalo, incluindo uma penalidade (falta de Hélder Nunes sobre Vasco Luís) e um livre direto (azul a Jorge Silva por entrar em rinque de forma irregular, com o Porto a ter momentaneamente seis atletas em rinque com o jogo em andamento), as quais Vasco Luís e Janeka, respetivamente, não conseguiram transformar em golo (mérito total para as boas intervenções de Carles Grau). Antes do descanso, destaque ainda para um lance polémico na área do Porto, depois de um primeiro remate defendido por Grau (cotou-se como um dos melhores homens em rinque), a bola acabou mesmo por entrar na baliza visitante na recarga, introduzida pelo capitão Vasco Luís. Um dos árbitros da partida, João Duarte, anulou o golo assinalando golpe duplo, quando a bola nunca esteve presa ou “escondida” em parte alguma, tendo o juiz da partida apitado já depois de a bola ter entrado, num momento inequívoco de precipitação. No final dos primeiros vinte e cinco minutos o Porto estava em vantagem por “magro” 0-1.

    No segundo tempo nada mudou em termos de atitude, o HCT estava bem no jogo e manteve a postura, com uma defesa sólida e rápidas transições que punham em sentido os portistas. Com sete minutos jogados o HCT teve um contra-ataque de 2x1 em que Vasco Luís assistiu Daniel Matias e se desmarcou ao segundo poste, ficando completamente só para encostar, mas o camisola quatro alvinegro preferiu não endossar a bola, stickando para excelente defesa de Grau e na resposta Gonçalo Alves revelou-se mortífero, rematando seco e rasteiro ao primeiro poste, ludibriando Tuga por completo. Foi o “bis” do camisola 77 e o 0-2 no marcador. Sem tempo para respirar e acusando claramente o toque, a equipa comandada por Jorge Godinho desconcentrou-se e apenas vinte segundos depois sofreu o 0-3, num lance de pura “magia” do argentino Reinaldo Garcia, ele que ludibriou a marcação de André Moreira e a ajuda de Daniel Matias para entrar na área e colocar a bola no ângulo superior direito da baliza de Tuga. Como um azar nunca vem só, este decidiu aparecer em “dose tripla”, pois no minuto seguinte, Hélder Nunes, com uma assistência magnífica, descobriu um Gonçalo Alves fugido à marcação de Vasco Luís no primeiro poste e que só teve de encostar para o fundo da baliza de um Tuga completamente desamparado, completando o seu “hat trick”. Faltavam dezassete minutos para o fim e os forasteiros tinham dado uma “machadada” grande no jogo e nas aspirações visitadas, conseguindo um 0-4 que não espelhava em nada aquilo que se tinha passado em rinque até então. A nove minutos do fim, penalidade para o Porto, após Pedro Vaz ter dado um toque no stique de Ton Baliu às margens da lei no interior da área alvinegra, com Gonçalo Alves a ter a hipótese de completar o seu “poker”. No entanto, o avançado azul e branc atirou ao lado da baliza do recém entrado Samuel Santos, para na recarga permitir uma excelente intervenção ao guardião turquelense. Até final o resultado (0-4) não se alterou, e Samuel Santos e Carles Grau foram mesmo os elementos que mais brilharam, cada um deles na respetiva baliza, com destaque para o catalão do Porto, que nos últimos segundos de jogo ainda parou novo livre direto, desta feita ao jovem Tiago Mateus, ele que entrou para atuar os últimos minutos do encontro.                 

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 11 de novembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (4ª jornada)

    Árbitros: Luís Peixoto (Lisboa), João Duarte (Lisboa), Gisela Infante [3º árbitro] (Lisboa) e Pedro Sousa [4º árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    F.C. Porto/Fidelidade: [1] Carles Grau (GR), [78] Hélder Nunes (C), [57] Reinaldo “Nalo” Garcia (1), [77] Gonçalo Alves (3), [9] José “Rafa” Costa, [15] Jorge Silva, [88] Anton “Ton” Baliu, [47] Álvaro “Alvarinho” Morais e [5] Telmo Pinto. Não jogou:. [10] Nelson Filipe (GR)

    Treinador: Guillem Cabestany

    Faltas de Equipa: 8-10

    Disciplina: Cartão Azul a [15] Jorge Silva (FCP) e [9] Vasco Luís (C) (HCT).

    Resultado ao intervalo: 0-1

    Resultado Final: 0-4

    No próximo sábado, dia 18 de novembro de 2017 pelas 19 horas, o HCT desloca-se ao novíssimo Pavilhão João Rocha, nova casa das modalidades do Sporting C.P., fechando o ciclo com os três grandes. Os leões de alvalade fizeram mais um investimento avultado no início da temporada, com a entrada de quatro novos jogadores, todos eles internacionais pelos seus países, a saber, Matias Platero (Argentina, ex-Reus de Espanha), Toni Pérez (Espanha, ex-Liceo da Corunha), Henrique Magalhães (Portugal, ex- Liceo da Corunha de Espanha) e Vítor Hugo (Portugal, ex-Porto). O técnico Paulo Freitas, que assumiu os destinos da equipa a meio da temporada passada, conta ainda com mais algumas das maiores estrelas mundiais da modalidade, como são os casos do guardião Ângelo Girão, do catalão Pedro Gil, do luso-angolano João Pinto, de Caio, entre outros. Será um encontro de grau de dificuldade máximo para os turquelenses, mas a equipa orientada por Jorge Godinho irá esgrimir os seus argumentos e tentar trazer pontos para Turquel.

    Fotos: Carmo Honório

    Luta desigual na Luz dita derrota

    Acerto de calendário após compromissos europeus nos quais Benfica e Turquel triunfaram frente a equipas Suíças, respetivamente 14-2 ao Montreux na Luz e 3-5 ao Genève na Suíça. Tradicionalmente, na Luz, o HCT consegue colocar algumas dificuldades aos encarnados e o jogo desta quarta-feira não foi exceção. A equipa comandada por Jorge Godinho teve uma atitude defensiva irrepreensível, contando com um Tuga muito inspirado na defesa da sua baliza e sempre que pôde, no primeiro tempo, colocou à prova o “gigante” guardião encarnado, Pedro Henriques, que mostrou porque neste momento é um dos melhores do mundo. Perante um Benfica com pressa em marcar, para poder controlar as operações a seu gosto, o golo teimou em não aparecer durante os primeiros vinte e cinco minutos (0-0 ao intervalo) e durante mais sete minutos do segundo tempo. Quando os da casa já mostravam alguma ansiedade, voltaram a surgir as tendências de um passado recente, que desequilibraram por completo os “pratos da balança” e que em pequenos pormenores foram “pondo o pé em cima da cabeça” dos “pequeninos”. Uma luta desigual, sem precedentes e à qual ninguém responsável consegue “meter mão”. No final, 4-0 favorável aos visitados.

    Primeiro tempo, tal como esperado, com ascendente inicial por parte do Benfica, que entrou com tudo para poder resolver as coisas logo nos primeiros minutos. Os encarnados pressionaram sempre com propósito a saída de bola do HCT, obrigando as suas linhas recuadas a bombearem bolas ou a errarem passes em zonas proibidas. Ainda assim Tuga foi dando excelentes indicações logo desde início e travou o ímpeto primário dos da casa, parando inclusive, com uma defesa do outro mundo, uma penalidade ao argentino Carlos Nicolia, a castigar toque de Daniel Matias no stique de um contrário. Os sete minutos finais deste primeiro período tiveram claro ascendente turquelense, que conseguiu tapar todos os caminhos para a sua baliza e sair várias vezes em transições que deram constantes situações de 2x1 e inclusivamente duas situações de 1xGR que Luís Silva (permitiu a defesa a Pedro Henriques) e André Pimenta (atirou ao poste) não conseguiram aproveitar. Antes do descanso destaque para uma penalidade claríssima sobre Pedro Vaz (foi agarrado ostensivamente) que não foi assinalada e no outro lado para uma longa distância fortíssima de Miguel Rocha que só o travessão da baliza de Tuga evitou que o marcador mexesse. Ao intervalo o resultado cifrava-se num “estranho” 0-0.                 

    No segundo tempo a tendência manteve-se e as nuances táticas impostas por Jorge Godinho logo no início da etapa complementar criaram instabilidade nos visitados, o que deixou alguma margem de manobra aos jogadores alvinegros para se poderem aclimatar ao que a partida lhes ia trazendo. Contudo, depois de se ter verificado uma igualdade (3-3) em faltas de equipa ao intervalo, a dupla de arbitragem de Lisboa, Miguel Guilherme e Ricardo Leão, começou a carregar o HCT com faltas nas mais variadas formas, sendo por toques mínimos nas tabelas ou por supostas simulações (três no espaço de três minutos) e a “balança” começou a desequilibrar. Com sete minutos jogados no segundo tempo, e com o Benfica a mostrar algum desespero por a bola não entrar, Miguel Rocha leva um ligeiro toque de Daniel Matias, traçando um cenário de falta dura que não correspondeu à realidade. No entanto, o juiz principal, Miguel Guilherme, correspondeu ao espalhafato da queda do camisola 44 encarnado e admoestou Daniel Matias com uma cartolina azul “mentirosa”. Na conversão de respetivo livre direto o especialista catalão, Jordi Adroher, não conseguiu levar a melhor perante um Tuga a realizar uma exibição de sonho. Em inferioridade numérica os forasteiros aguentaram-se como puderam, mas não conseguiram evitar o primeiro golo do jogo, da autoria de Carlos Nicolia que, com um remate seco e rasteiro, enganou um Tuga até então intransponível. O HCT tentou reagir, mas foi sempre uma equipa muito “curta” neste segundo tempo e acusou um pouco o cansaço do jogo frente ao Genève e da viagem à Suíça. A cerca de onze minutos do fim caiu a 10ª falta de equipa do Turquel e Jordi Adroher, na cobrança do devido livre direto, mostrou habilidade, num lance de beleza rara, mas que deveria ter sido invalidado por Ricardo Leão, tendo em conta que o camisola 7 dos encarnados subiu o stique acima do que a lei permite (tal como a foto em cima documenta), finalizando com a bola na linha da sua própria cabeça. Mais uma vez a situação passou incólume e os protestos dos jogadores visitantes de nada valeram. Cinco minutos depois, numa fase em que os jogadores do HCT procuravam tirar algo mais deste jogo, surge o 3-0, depois de Tuga ter aliviado uma bola para a frente que foi intercetada no meio-campo por Nicolia. O argentino avançou com ela e assistiu Jordi Adroher ao segundo poste para este “bisar” e dar uma “machadada” no encontro. Nos últimos segundos novo cartão azul, desta feita mostrado a Janeka depois de um encosto em Diogo Rafael, ao qual Ricardo Leão respondeu de forma exacerbada. Na conversão do devido livre direto Vieirinha, mais uma vez, não conseguiu bater Tuga, mas o camisola 74 encarnado não deu o lance como perdido e assistiu de forma primorosa João Rodrigues que, de primeira, “picou o ponto” fechando as contas em 4-0, num resultado tão enganador quanto injusto. Realce final para o número de faltas de equipa dos dois conjuntos, depois do 3-3 em faltas ao intervalo, o jogo terminou com 5-11, naquele que é um excelente indicador de como as coisas correram na segunda metade da partida.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Fidelidade, Estádio da Luz - Lisboa

    Dia/Hora: 8 de novembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (3ª jornada)

    Árbitros: Miguel Guilherme (Lisboa), Ricardo Leão (Lisboa), Rui Nave [3º árbitro] (Lisboa) e Fernando Cabaço [4º Árbitro] (Lisboa)

    S.L. Benfica: [1] Pedro Henriques (GR), [2] Valter Neves (C), [4] Diogo Rafael “Chiquinho”, [5] Carlos Nicolia (1), [7] Jordi Adroher (2), [9] João Rodrigues (1), [44] Miguel Rocha, [14] Tiago Rafael e [74] Miguel Vieira “Vieirinha”. Não jogou: [10] Guillem Trabal (GR).

    Treinador: Pedro Nunes

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus. Não jogou: [10] Samuel Santos (GR)

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 5-11

    Disciplina: Cartão Azul a [4] Daniel Matias (HCT) e [57] João Silva “Janeka” (HCT).

    Resultado ao intervalo: 0-0

    Resultado Final: 4-0

    No próximo sábado, dia 11 de novembro de 2017 pelas 21 horas, o HCT recebe o campeão nacional, F.C. Porto/Fidelidade, um conjunto que soma por vitórias os jogos oficiais realizados esta época e que vem de um concludente triunfo (13-2) em casa para a Liga Europeia frente aos catalães do C.P. Vic. A equipa orientada por Guillem Cabestany é das mais intensas do mundo e o ritmo que impõem em cada lance é avassalador para os adversários, sendo que na quarta-feira não jogou, pois adiou o seu jogo em casa com a Juventude Viana para o próximo dia 21 de novembro. Espera-se casa muito bem composta, tal como é hábito nos jogos grandes em Turquel, e perspetiva-se um excelente encontro, com os “brutos dos queixos” a poderem ter uma palavra a dizer na disputa dos pontos.

    Foto: HCTv

  • Ganhar Margem em Terras Suíças

    A 1ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Taça CERS ditou que o HCT fizesse uma viagem até terras helvéticas, mais precisamente até à cidade de Genève, para defrontar a agremiação local, o Genève R.H.C., ex-clube do turquelense Luís Coelho (terminou a carreira). Frente a um conjunto da casa que perdeu a hegemonia que tinha tido nos últimos anos no Hóquei em Patins suíço, os turquelenses passaram dificuldades inesperadas, principalmente no segundo tempo, mas mostraram seriedade, conseguindo uma vantagem de dois golos (3-5) para o jogo da 2ª Mão em Turquel. Colocando-se em vantagem no marcador por duas bolas de diferença (0-2) ao intervalo, a equipa orientada por Jorge Godinho ganhou tranquilidade, mas baixou a guarda e acabou por sofrer em demasia no segundo tempo, ainda que tenha tido sempre um a dois golos de vantagem no marcador até ao 3-5 final. O reforço André Moreira brilhou, ao anotar um fantástico “hat trick” na sua estreia europeia com as cores do Hóquei Clube de Turquel. Destaque final para a presença nas bancadas de cerca de três dezenas de emigrantes, provenientes dos arredores de Genève e de outros pontos da Suíça bem longínquos que deixaram a sua marca além fronteiras e apoiaram a nossa equipa do princípio ao fim. Um bem-haja para todos eles…sem exceção.

    Primeira parte com entrada forte dos visitantes, que logo na jogada de saída lograram inaugurar o marcador por intermédio de Vasco Luís, com assistência de Pedro Vaz, num lance de laboratório. Uns minutos mais tarde Vasco Luís foi claramente agarrado na área contrária pelo irrequieto Robin Simons e a dupla de arbitragem espanhola apontou para a marca de grande penalidade. O mesmo Vasco Luís, na conversão do castigo, não conseguiu bater o guardião espanhol, proveniente das Astúrias, David Cosme (excelente exibição). A poucos minutos do intervalo e já com a rotação completa dos jogadores de rinque feita pelo técnico Jorge Godinho, Janeka “partiu os rins” a Guillem Coll Ramada e ultrapassou a oposição de Cosme na baliza visitada para colocar as contas em 0-2 na saída para os balneários.      

    No segundo tempo a equipa alvinegra entrou mal, concedeu muitos espaços para o adversário criar perigo logo nos momentos iniciais e permitiu que o “gigante” Juan Cerezo “atirasse” várias vezes de longa distância, com uma delas a enganar um Tuga completamente encoberto por uma “floresta” de atletas bem à sua frente. O 1-2 fez acreditar os atletas e o público local, mas poucos minutos depois André Moreira “colocou água na fervura” ao recargar com êxito uma stickada da meia esquerda do capitão Vasco Luís. A partir deste momento pensou-se que o HCT iria conseguir estabilizar o seu jogo e avançar para um resultado mais avolumado, ainda para mais com o livre direto da 10ª falta de equipa dos visitados a cair logo a seguir. Contudo, Janeka permitiu a defesa a David Cosme na tentativa de transformação do respetivo livre direto e poucos minutos depois o Genève reduziu mesmo para 2-3, em mais um livre direto, desta vez convertido por Juan Cerezo (“bisou”), que disparou forte, impossibilitando a defesa de Tuga. O encontro estava dividido e em toada de parada e resposta e disso se aproveitou o HCT que volvidos pouco mais de três minutos voltou a colocar uma diferença de dois golos no marcador, com André Moreira a aproveitar uma excelente assistência de Luís Silva para “bisar” com remate seco e colocado à entrada da área contrária. Ainda assim, os da casa não desistiram e no minuto seguinte voltaram a repor um golo de diferença no marcador (3-4), depois de Jonathan Waridel ter desviado oportunamente um remate de longa distância de Guillem Coll Ramada. O empate esteve perto depois de Óscar Valverde, um dos árbitros da partida, ter descortinado um agarrão de Pedro Vaz ao capitão do Genève, Louis Forel, na área turquelense, só que Tuga esteve intransponível na devida penalidade perante o conterrâneo Flávio Silva, negando o golo ao português que atua no clube suíço à primeira e também à segunda. Não marcaram os helvéticos marcaram os portugueses, também de grande penalidade a castigar um patim na bola do capitão Louis Forel (viu a cartolina azul por protestos na sequência do lance), e André Moreira mostrou atributos também na bola parada para fazer o seu “hat trick” e o consequente 3-5. Logo depois, na área contrária, André Pimenta também incorreu num patim na bola, sendo que Valverde seguiu o mesmo critério adotado segundos antes e foi perentório a apontar para a marca de penalidade. No frente a frente com Guillem Coll Ramada, Tuga voltou a levar a melhor e segurou a sua equipa no jogo com dois golos à maior. Até final destaque para dois livres diretos a favor do HCT (15ª falta de equipa do Genève e azul a Juan Cerezo por derrube ostensivo a Luís Silva), que em caso de golo poderiam dar uma “almofada de conforto” ainda maior para o jogo da 2ª Mão em Turquel, mas Luís Silva primeiro e Vasco Luís depois permitiram duas excelentes intervenções de David Cosme, ainda que o guardião do Genève, em ambas as situações, tenha claramente saído da baliza uns bons segundos antes do previsto na lei, sendo que nos dois momentos os árbitros da partida fizeram “vista grossa” ao sucedido. A partida chegou ao fim e o resultado de 3-5 traduz na perfeição o que se passou em rinque, foi uma vitória justa dos alvinegros, que apenas pecaram por não terem trazido um outro diferencial para o embate entre os dois conjuntos em Turquel.

    Ficha Técnica:

    Local: Centre Sportif La Queue d’Arve – Genève (Suíça)

    Dia/Hora: 4 de novembro de 2017, às 17:30H locais (16:30H em Portugal Continental)

    Competição: 16 Avos-de-Final da Taça CERS (1ª Mão)

    Árbitros: Óscar Valverde (Espanha), Ivan Gonzalez (Espanha)

    Genève R.H.C.: [23] David Cosme (GR), [28] Flávio Silva, [33] Guillem Coll Ramada, [6] Robin Simons, [31] Louis Forel (C), [8] Juan Cerezo (2), [99] Jonathan Waridel (1), [17] Sylvain Rossel e [19] Fabien Waridel. Não jogou: [13] Timothé Riotton (GR).  

    Treinador: Jerôme Desponds

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira (3), [22] Luís Silva, [57] João Silva “Janeka” (1), [4] Daniel Matias e [58] Tiago Mateus. Não jogou: [10] Samuel Santos (GR)

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 8-8

    Disciplina: Cartão Azul a [31] Louis Forel (C) (GRHC) e [8] Juan Cerezo (GRHC).

    Resultado ao intervalo: 0-2

    Resultado Final: 3-5

    No próximo dia 25 de novembro de 2017, às 21 horas, o HCT joga em casa a 2ª Mão destes 16 Avos-de-Final e partirá para o jogo de volta com dois golos à maior que os suíços, um adversário de valor, que vendeu cara a derrota na 1ª Mão e que trouxe dificuldades já esperadas pelos responsáveis turquelenses.

    Nesta quarta-feira, 8 de novembro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, deslocando-se até ao pavilhão da Luz para defrontarem o vice-campeão nacional, S.L. Benfica, na terceira ronda da prova. Na pré-temporada as duas equipas defrontaram-se no jogo de apresentação dos alvinegros em Turquel e a vitória sorriu aos encarnados por 2-3. Vamos todos à Luz apoiar a nossa equipa, para que desta vez a história se possa escrever de maneira diferente.

    Fotos: Dinis Vicente

    Exibição de Gala Esmaga Paço de Arcos

    Estreia em casa em jogos oficiais na temporada 2017/2018 para o H.C. Turquel e, depois das excelentes indicações dadas na pré-época e em Barcelos na 1ª jornada do Nacional da 1ª Divisão, o conjunto orientado por Jorge Godinho tinha teste de fogo diante dos seus adeptos, antes de avançar para o ciclo de jogos frente aos três grandes. O encontro teve ascendente visitado em quase todos os momentos e os forasteiros apenas conseguiram desfeitear os guardiões turquelenses em situações de bola parada. Ao intervalo o HCT vencia por 3-1 e com uma segunda parte intensa, trucidou um adversário que mostrou ter mais argumentos que em anos anteriores, mas que não conseguiu contrariar a força dos “brutos dos queixos”, até ao 8-3 final. O capitão Vasco Luís brilhou ao anotar um fantástico “póker” e destaque também para o reforço André Moreira, que continua a mostrar credenciais, tendo “bisado” neste encontro.

    Primeiro tempo com entrada triunfante dos da casa, que aos dois minutos, num contra-ataque 4x3 bem delineado por Pedro Vaz e com definição de meia-distância de Vasco Luís, abriu as hostilidades e levou ao rubro um pavilhão ávido de sucessos. Passados nove minutos, Vasco Luís “bisou”, ao anotar uma penalidade por derrube de Diogo Silva (viu a cartolina azul neste lance) a André Moreira na área do Paço de Arcos. A cerca de quatro minutos do intervalo Daniel Matias disparou de longa distância e o reforço André Moreira mostrou instinto, desviando a bola vinda do stique do camisola quatro turquelense, fazendo um golo cheio de oportunismo no 3-0. Antes do descanso o PA reduziu, por intermédio do jovem emprestado pelo Sporting, Gonçalo Nunes, na conversão de um livre direto a castigar azul por falta dura de Daniel Matias sobre Nelson Ribeiro. O jovem Campeão do Mundo de Sub-20 “furou” a resistência de Tuga à “bomba”. Ao intervalo, 3-1.          

    A segunda parte manteve a mesma tendência, e logo aos quatro minutos André Moreira foi derrubado por Rui Pereira quando se isolava na cara de Diogo Almeida, sendo que o árbitro Joaquim Sequeira apontou para a marca de livre direto e Janeka anotou o castigo, ultrapassando o guardião visitante com categoria no 4-1. Sete minutos volvidos e Vasco Luís entendeu-se às “mil maravilhas” com André Moreira, tendo assistido de forma primorosa o camisola sete dos alvinegros que com um toque subtil tirou a bola fora do alcance de Diogo Almeida, fazendo o 5-1. Parecia tudo controlado para os turquelenses, mas os da Linha reagiram. Primeiro num penalty cometido por Luís Silva sobre Nelson Ribeiro, com Gonçalo Nunes a “bisar” perante Tuga no 5-2. Logo a seguir caiu a 10ª falta dos visitantes, mas Janeka desta feita não conseguiu transformar o devido livre direto em golo. A quatro minutos do fim também caiu a 10ª falta de equipa do Turquel e Gonçalo Nunes, desta feita frente ao recém entrado Samuel Santos, não se fez rogado, anotando o seu terceiro golo no jogo e o terceiro de bola parada. O 5-3 fez acreditar os de Paço de Arcos, mas um minuto depois a crença desvaneceu-se, num penalty sofrido por Vasco Luís (derrube e azul para Losna), com o mesmo jogador a assumir a marcação da penalidade e a fazer o seu “hat trick” no 6-3. No minuto seguinte chegou o momento do jogo, uma fantástica triangulação num contra-ataque 3x2 entre Vasco Luís, André Moreira e Pedro Vaz, com o segundo a assistir o terceiro para um golo de belo efeito, que levantou por completo o muito público presente dos seus assentos. Antes do final destaque para a 15ª falta do PA (Janeka permitiu nova defesa a Diogo Almeida no livre direto) e para mais um golo de Vasco Luís, o quarto neste encontro, depois de fantástica assistência à meia volta de Janeka e quando a equipa jogava com um elemento a mais por azul por protestos mostrado a André Centeno. O 8-3 final espelha as diferenças patentes neste jogo entre os dois conjuntos, mas revelou-se um resultado bem pesado para os forasteiros, que mostraram argumentos para poderem equilibrar mais o encontro.  

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 28 de outubro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (2ª jornada)

    Árbitros: Jaime Vieira (Alentejo), Joaquim Sequeira (Lisboa), Paulo Silva [3º árbitro] (Leiria), David Barros [4º Árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz (1), [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (4), [7] André Moreira (2), [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [57] João Silva “Janeka” (1), [4] Daniel Matias e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    C.D. Paço de Arcos: [10] Diogo Almeida (GR), [8] Diogo Silva, [6] André Centeno, [3] Gonçalo Nunes (3), [12] Tiago Losna, [4] Rui Pereira (C), [5] Nelson Ribeiro, [7] Daniel Homem e [2] Tiago Gouveia. Não jogou: [1] Diogo Rodrigues “Matraco” (GR)

    Treinador: Luís Duarte

    Faltas de Equipa: 10-15

    Disciplina: Cartão Azul a [8] Diogo Silva (CDPA), [4] Daniel Matias (HCT), [12] Tiago Losna (CDPA) e [6] André Centeno (CDPA).

    Resultado ao intervalo: 3-1

    Resultado Final: 8-3

    No próximo sábado, 4 de novembro de 2017, o campeonato parará, para dar lugar ao regresso das competições europeias, com a equipa turquelense a defrontar os suíços do Genève R.H.C. na 1ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Taça CERS. O jogo disputa-se no Centre Sportif La Queue d’Arve em Genève pelas 17:30h locais, menos uma hora em Portugal Continental, e será um teste interessante para aferir o momento de forma dos alvinegros.

Seniores Masculinos

Depois da passagem aos quartos-de-final da Taça CERS em França e com pouco tempo para respirar, o HCT viajou esta quarta-feira até Valongo para defrontar a agremiação local na 11ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e saiu derrotado por claros 5-1. O resultado é algo exagerado, tendo em conta aquilo que a equipa produziu, principalmente nos primeiros vinte e cinco minutos. Nessa fase os turquelenses foram surpreendentemente mais perigosos que os visitados e tiveram oportunidades claras para se chegarem à frente no marcador, mas foram sempre inconsequentes no momento de atirarem à baliza de Leonardo Pais, tendo sido duramente castigados pela inoperância no final da primeira parte e no início da segunda, com quatro golos do Valongo sem resposta. A reação teve o condão de trazer o melhor Turquel do jogo, mas o “combustível” terminou cedo, tendo apenas dado para reduzir para 4-1, por intermédio do capitão Vasco Luís, ele que acabou por ser o atleta turquelense que mais remou contra a maré. O Valongo viria a fechar as contas já dentro dos cinco minutos finais, fixando o marcador em 5-1, mas este desaire alvinegro não tirará com toda a certeza a moral a uma equipa que vem em crescendo e que terá um ciclo de três jogos muito importantes nas próximas duas semanas (Braga e Barcelos em casa e Paço de Arcos fora).

Primeiro tempo com entrada algo apática por parte da equipa da casa, que estranhamente apareceu com pouca dinâmica em ataque organizado e viu o HCT mostrar força no ataque à baliza de Leonardo Pais, o guardião visitado que se cotou como um dos melhores homens em rinque nesta fase. Até bem perto do final da primeira etapa André Moreira esteve três vezes no frente a frente com o guarda-redes do Valongo, tendo permitido duas boas intervenções ao camisola dez valonguense e numa outra atirou ao lado com a baliza escancarada. Realce ainda para um “tiro” cruzado da direita do ataque desferido por Luís Silva que embateu no poste. Com pouco mais de seis minutos para jogar na primeira metade o irrequieto Luís Melo fugiu a Daniel Matias por trás da baliza, tentou uma picadinha perante Tuga e na recarga conseguiu mesmo inaugurar o marcador, para gáudio do muito público presente nas bancadas do Municipal de Valongo, onde se incluíam os quatro fervorosos adeptos turquelenses, que não pararam de apoiar a sua equipa, do princípio ao fim do jogo. O técnico Jorge Godinho pediu de imediato o seu desconto de tempo, acertou agulhas e na jogada de saída André Pimenta atirou à trave da baliza de Leonardo Pais, com a bola ainda a desviar no stique de Poka. Um minuto depois Ruben Pereira surgiu solto na cabeça da área de Tuga, stickou para defesa do guardião turquelense, mas a bola caprichosamente sobrou para Guilherme Silva que só teve de encostar para a baliza deserta, fazendo o 2-0 e levando o jogo para o descanso.  

No início do segundo tempo o Valongo retificou a má entrada da primeira metade, invertendo mesmo o processo, sendo que aos quatro minutos já vencia por 4-0. O 3-0 surge num lance precedido de falta sobre Vasco Luís (Orlando Panza, um dos árbitros da partida, fez vista grossa ao lance) que Poka e Xavi Cardoso aproveitaram para transformar em golo, com o primeiro a assistir de forma primorosa o segundo, num excelente contra-ataque de 2x1. O 4-0, que veio logo de seguida, teve o mesmo assistente, Poka, mas um finalizador diferente, o pequenino Luís Melo que fugiu à marcação de Luís Silva e desviou de forma convicta para o seu “bis“. As hipóteses dos alvinegros levarem pontos de Valongo tornaram-se remotas, mas ainda assim a equipa reagiu de forma positiva e teve um dos seus melhores momentos no jogo. Dois minutos depois do quarto golo dos da casa o capitão alvinegro, Vasco Luís, reduziu para 4-1 na transformação do livre direto da 10ª falta de equipa do Valongo e com quinze minutos para jogar Diogo Fernandes viu a cartolina azul por enganchamento a André Moreira. Na tentativa de transformação do respetivo livre direto Vasco Luís desta feita atirou ao lado e a oportunidade de aproximação no marcador esfumou-se, sendo que com um elemento a mais em rinque os turquelenses não lograram marcar, apesar de terem tido três oportunidades claras para tal, duas por André Moreira e uma por Vasco Luís, mas Leonardo Pais respondeu sempre de forma assertiva na defesa das suas redes. Na entrada dos últimos oito minutos os jogadores do HCT intensificaram a sua pressão, mas quebraram fisicamente e o Valongo jogou como bem gosta, alargando as suas linhas e circulando a bola para poder gerir de forma inteligente os acontecimentos. Nesta fase Poka teve duas hipóteses soberanas para alargar a vantagem visitada em dois livres diretos quase consecutivos, mas o recém-entrado Samuel Santos na baliza turquelense mostrou argumentos e parou as tentativas do camisola dezoito dos da casa, apesar de não ter conseguido parar o remate seco e de primeira de Diogo Fernandes poucos minutos depois, com nova assistência de Poka, naquele que foi o golo que fechou as contas num “pesado” 5-1.   

Ficha Técnica:

Local: Pavilhão Municipal de Valongo

Dia/Hora: 17 de janeiro de 2018, às 21H

Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (12ª jornada)

Árbitros: Paulo Santos (Porto), Orlando Panza (Porto), Sílvia Coelho [3º Árbitro] (Porto) e Bruno Antão [4º Árbitro] (Porto)

A.D. Valongo: [10] Leonardo Pais (GR), [39] Xavier “Xavi” Cardoso, [18] Daniel Oliveira “Poka”, [49] Pedro Mendes, [7] Diogo Fernandes (1), [57] Rúben Pereira, [9] Guilherme Silva (1) e [20] Luís Melo (3). Não jogaram: [12] Bernardo Mendes (GR) e [8] João Pedro.

Treinador: Miguel Viterbo

H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

Treinador: Jorge Godinho

Faltas de Equipa: 12-10

Disciplina: Cartão azul a [7] Diogo Fernandes (ADV).

Resultado ao intervalo: 2-0

Resultado Final: 5-1

No próximo sábado, 20 de janeiro de 2018 pelas 21 horas, jogo importante para as aspirações turquelenses, que recebem o H.C. Braga SAD no Gimnodesportivo de Turquel. A equipa orientada pelo experiente técnico Vítor Silva está no primeiro lugar abaixo da linha de água, com sete pontos averbados, menos três que o HCT, e uma vitória alvinegra será fundamental para poder criar um fosso de seis pontos para a linha de água. Mais um encontro a não perder, não falte pois o seu apoio é fundamental.

 

Fotos de Arquivo: Carmo Honório

Foi uma resposta cabal aquela que a equipa sénior do HCT deu no encontro da 2ª Mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, na visita ao terreno do líder do campeonato francês, o SCRA Saint Omer, onde atuam Xavier Lourenço e Eduardo Leitão (formados no nosso clube) e também Pedro Chambell, filho da antiga glória alvinegra, António Chambell. Os comandados de Jorge Godinho provaram a sua qualidade por terras gaulesas, mostraram inteligência na gestão do marcador, e estiveram sempre cientes que a vantagem de 2-1 trazida da 1ª Mão em Turquel (jogada no início de Dezembro de 2017) poderia jogar a seu favor e no subconsciente dos jogadores da equipa do Norte de França. O “Complexe Sceneo”, casa emprestada do Saint Omer com capacidade para albergar cerca de 1500 espetadores, foi a “pedra de toque” que traçou um cenário magnífico, engalanado por cheerleaders vindas diretamente da Bélgica, transmissão televisiva em canal regional, cobertura mediática da imprensa local e um espetáculo impar de luz e cor, relativamente a tudo o que se faz em Portugal para promoção da modalidade. O exemplo a seguir foi também dado dentro das quatro tabelas pelas três equipas em rinque, com o HCT a mostrar qualidade para controlar as incidências, para não se deixar abater com o 1-0 dos franceses e para conseguir virar os acontecimentos ainda antes do intervalo (1-2). No segundo tempo a formação alvinegra soube sofrer, esteve mesmo encostada lá atrás, mas foi tremendamente eficaz no contra-ataque, com André Moreira e o capitão Vasco Luís em plano de evidência na finalização, e com Tuga a revelar-se um autêntico muro na defesa da sua baliza. O resultado final cifrou-se em 3-5 (agregado de 4-7 no conjunto das duas mãos) e os quartos-de-final são uma realidade.

Primeira parte rasgadinha, com o HCT a entrar em rinque com uma postura assertiva, procurando não dar espaço ao adversário para sequer ver a sua baliza e com o Saint Omer a procurar o golo de forma algo desenfreada. As oportunidades foram escassas de parte a parte, mas o que apareceu foi resolvido ora por Tuga ora por Chambell e ambos os conjuntos acertaram no poste por uma vez no primeiro tempo. Do lado alvinegro foi André Moreira e do lado gaulês foi o franco-congolês Tom Mfuekani, com Tuga a tirar o ressalto de forma quase impossível em cima da linha de golo. Destaque para a cartolina azul (protestos) vista por André Moreira a meio do primeiro tempo, com o castigo a levar Xavier Lourenço para o cara a cara com Tuga na tentativa de transformação do livre direto, mas o atleta da equipa francesa, natural de Turquel, atirou ao lado. Em under-play os alvinegros aguentaram de forma estoica e passou o perigo em dois minutos. Os golos surgiram antes do intervalo, já dentro dos cinco minutos finais desta etapa inicial, e foram os franceses a inaugurarem o marcador, num lance infeliz de Luís Silva, que arriscou um passe em zona proibida e viu Ronan Ricaille intercetar a bola para a endossar a Mathieu Le Roux, um dos melhores jogadores franceses da atualidade, com este a dominar o esférico e a encostar para bater Tuga pela primeira vez e levar ao delírio um Sceneo ávido de sucessos. Os franceses tinham a eliminatória empatada e acreditavam que era possível chegar aos quartos-de-final, mas a equipa de Jorge Godinho reagiu de pronto, com André Pimenta no minuto seguinte a stickar de longe e André Moreira a desviar de forma oportuna para o 1-1, perante a impotência de Chambell. Os da casa sentiram o toque e dois minutos depois Le Roux perdeu uma bola em zona proibida para André Moreira e acabou por enganchar o camisola sete turquelense. Cartão azul para o camisola quatro francês e livre direto para Vasco Luís tentar converter. O capitão turquelense não se fez rogado e “disparou um míssil” para o ângulo superior direito da baliza de Chambell, levando a sua equipa em vantagem (1-2) para o descanso.  

No segundo tempo os da casa entraram com tudo e encostaram os “brutos dos queixos” às cordas, numa fase de grande ascendente francês, fase essa que a equipa que viajou de Turquel teve de superar com muita união e sacrifício. Um pouco contra a corrente do jogo, e num contra-ataque fulminante por parte dos visitantes, Daniel Matias descobriu André Moreira ao segundo poste e o atleta natural de Vila Franca de Xira atirou a contar para o seu “bis” e para fazer o 1-3, desferindo um rude golpe nas aspirações gaulesas. O ambiente na bancada acabou por esfriar e só voltaria a aquecer alguns minutos depois quando Vasco Luís atirou ao poste da baliza do recém-entrado Edu Leitão na tentativa de conversão de novo livre direto, desta feita a castigar a 10ª falta de equipa do Saint Omer. Na sequência imediata do lance, na transição rápida, o capitão dos da casa, o catalão Marçal Cuenca, atirou de meia distância de forma violenta e fez o 2-3, que voltava a dar alento aos visitados. Mas mais um erro de transição de Mathieu Le Roux, que colocou a bola de forma inadvertida no stique de Luís Silva, levou a que este último assistisse Vasco Luís ao segundo poste para o capitão alvinegro bater Edu Leitão com um remate seco de primeira, “bisando” e fazendo o momentâneo 2-4. O Saint Omer caiu de forma abrupta no encontro e começou a procurar a baliza de Tuga de forma incessante, demonstrando alguma ansiedade. Esse momento do jogo levou a que o HCT, em mais um grande contra-ataque, conseguisse fazer o 2-5, novamente com Luís Silva na assistência, desta vez para André Moreira, que com um movimento de classe fez um pequeno “chapéu” a Edu Leitão, completando o seu “hat trick”, dando um verdadeiro “golpe de misericórdia” nas crenças gaulesas. Até final o Saint Omer ainda reduziu para 3-5, por intermédio da jovem promessa francesa Quentin Podevin, após assistência de Xavier Lourenço, mas o terceiro golo dos visitados apenas serviu para atenuar a diferença no marcador e no final quem festejou foi a estrutura alvinegra, incluindo os cerca de 30 adeptos turquelenses presentes no Complexe Sceneo, entre emigrantes e pessoas que viajaram desde Turquel. Noite épica e histórica para o Hóquei Clube de Turquel, num cenário magistral, com um suporte organizacional sem precedentes a nível mundial no panorama do Hóquei em Patins.

Ficha Técnica:

Local: Complexe Sceneo, Saint Omer (França)

Dia/Hora: 13 de janeiro de 2018, às 20:30H locais (19:30H em Portugal Continental)

Competição: Oitavos-de-Final da Taça CERS (2ª Mão) [2-1 na 1ª Mão]

Árbitros: Miguel Diaz (Espanha), Alvaro De La Hera (Espanha)

S.C.R.A. Saint Omer: [1] Pedro Chambell (GR), [6] Marçal Cuenca (C) (1), [41] Xavier “Xavi” Lourenço, [4] Mathieu Le Roux (1), [9] Jacobo Mantiñan, [10] Eduardo “Edu” Leitão (GR), [5] Ronan Ricaille, [7] Tom Mfuekani, [2] Quentin Podevin (1) e [8] Givency Tshilombo. 

Treinador: Fabien Savreux

H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [7] André Moreira (3), [4] Daniel Matias e [22] Luís Silva. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

Treinador: Jorge Godinho

Faltas de Equipa: 6-12

Disciplina: Cartão azul a [7] André Moreira (HCT) e [4] Mathieu Le Roux (SCRASO).

Resultado ao intervalo: 1-2

Resultado Final: 3-5

Resultado Agregado da Eliminatória: 4-7

No próximo mês de fevereiro, mais precisamente no dia 17 pelas 21h (mais uma hora em Itália), o HCT disputará a 1ª Mão dos quartos-de-final da Taça CERS, frente aos italianos dos Faizane Lanaro Breganze de Itália, equipa recheada de jogadores internacionais, contando nas suas fileiras com um argentino, um espanhol, um italo-argentino, um brasileiro e alguns internacionais italianos. A equipa orientada pelo também argentino Diego Mir (chegou ao clube há uma semana atrás) está na 4ª posição na Série A1 italiana, com 28 pontos somados, menos dez que o líder Forte dei Marmi. Na Taça CERS, a equipa da região de Vicenza, eliminou Nantes de França (16 Avos-de-Final) e Dornbirn da Áustria (Oitavos-de-Final). A 2ª Mão joga-se no Palaferrarin de Breganze em Itália a 10 de março, pelas 20h locais (menos uma hora em Portugal Continental).   

Nesta quarta-feira, 17 de janeiro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, fazendo mais uma viagem, desta feita até Valongo para defrontarem os comandados de Miguel Viterbo. Os valonguenses são uma equipa jovem e ambiciosa e no seu pavilhão não costumam dar tréguas aos seus adversários, pelo que será sempre um jogo muito complicado para os turquelenses. As duas equipas defrontaram-se por duas vezes na pré-temporada, o Valongo venceu o HCT por concludentes 10-3 na meia-final do Torneio Cidade de Valongo e duas semanas depois no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel o empate a três bolas foi o resultado final. Perspetiva-se um grande jogo, com equilíbrio, emoção e espera-se que desta feita o HCT saia por cima.

Fotos: Gordon Morrison

Entrada no novo ano de 2018, com o HCT a receber o Valença H.C., equipa com três pontos a mais na tabela classificativa. Depois de alguns empates menos conseguidos no Gimnodesportivo de Turquel, só uma vitória interessaria aos comandados de Jorge Godinho, diante dos seus adeptos, para saírem dos lugares de baixo da classificação. O jogo teve um início claudicante para os de Turquel, que entraram a medo e viram o adversário utilizar toda a sua matreirice, mas as mexidas a meio do primeiro tempo surtiram efeito e os alvinegros chegaram rapidamente ao 2-0, com que se atingiu o descanso. A entrada no segundo tempo foi desastrosa e os forasteiros igualaram em dois momentos quase consecutivos. Contudo, impulsionados pelos seus fantásticos adeptos, os “brutos dos queixos” foram em busca da vitória, colocaram-se na frente com dois golos à maior (4-2) e geriram os acontecimentos até final, apesar de ainda terem sofrido o 4-3 de penalty bem perto do fim.

Primeiro tempo com entrada muito “mole” por parte dos da casa, que apresentaram muito pouca dinâmica em ataque organizado e dificuldades em conseguir estancar o jogo direto do Valença. A equipa minhota tentou sempre pausar o jogo e levar a “água ao seu moinho” com o argentino Guido Pellizari à cabeça, assim como Zé Braga e o veterano, Luís Viana “Zorro” (41 anos de idade), a fazerem uso da sua experiência para retardarem ao máximo o golo turquelense. Com dez minutos jogados Vasco Luís caiu na entrada da área do Valença e, José Santos, um dos árbitros da partida, apontou para a marca da penalidade. O mesmo Vasco Luís perante a oposição do guardião canhoto dos minhotos, Rodolfo Sobral, atirou ao lado, gorando-se uma excelente oportunidade para se inaugurar o marcador. Sete minutos depois o capitão turquelense redimiu-se do desperdício e aproveitou uma recarga a remate de Daniel Matias para dar a primeira alegria da noite (1-0) ao povo turquelense. Um minuto volvido e Daniel Matias concluiu um contra-ataque 3x2, recargando com êxito um primeiro remate feito por si, deixando o marcador em 2-0. Até ao intervalo o ascendente foi dos visitantes, que forçaram o seu jogo interior e a meia-distância, mas o resultado não mais se alteraria nos primeiros vinte e cinco minutos.                     

Na segunda metade os da casa “adormeceram” sobre a vantagem de dois golos que traziam do primeiro tempo e entraram de forma desastrada. Logo aos quatro minutos o argentino Guido Pellizari reduziu num remate poderoso de meia-distância, num livre à entrada da área visitada, e menos de dois minutos depois foi o veterano Luís Viana, em jogada individual, a passar a oposição de André Moreira para igualar a duas bolas com remate enrolado à meia volta. Voltou tudo à forma inicial e a ansiedade apareceu nos rostos dos atletas da casa, assim como nos rostos dos adeptos nas bancadas. A equipa demorou a reagir, mas ao contrário do que se poderia esperar foi tranquila e paciente e conseguiu passar de novo para a frente a doze minutos do final do encontro, numa iniciativa individual de Pedro Vaz, que assistiu André Moreira no coração da área e o pivot turquelense “empurrou” para o 3-2. Dois minutos volvidos caiu a 10ª falta de equipa do Valença e Vasco Luís, na conversão do respetivo livre direto atirou ao lado numa primeira instância, mas Rodolfo Sobral mexeu-se bem antes da bola partir e na repetição da conversão, o capitão turquelense enviou um míssil para o fundo da baliza forasteira, colocando o resultado em 4-2. Até final os turquelenses controlaram as incidências, com longas trocas de bola e fizeram com que o adversário subisse as linhas, mas nunca conseguiram “disparar” no marcador, apesar de terem tido inúmeras oportunidades para o fazerem, sendo que Rodolfo Sobral, o guardião dos minhotos, se cotou como um dos melhores elementos em rinque, principalmente no duelo particular com André Moreira. Com menos de dois minutos para jogar, numa desatenção em transição, Pedro Vaz parece derrubar Luís Viana na área e o penalty foi assinalado. O mesmo Luís Viana, do alto dos seus 41 anos de idade, bateu Tuga na conversão do castigo máximo e colocou incerteza no marcador com o 4-3. Ambas as equipas estavam tapadas com faltas de equipa, o HCT com nove e o Valença com catorze, e caiu primeiro a dos forasteiros. Na conversão do devido livre direto, já bem dentro do último minuto do encontro, Luís Silva permitiu a defesa a Sobral, sendo que Guido Pellizari tinha visto a cartolina azul segundos antes por provocações ao camisola 22 alvinegro. Até final, com menos um elemento em rinque o Valença ainda tentou “cavar” a 10ª falta de equipa do Turquel, mas os seus intentos e as simulações de queda não surtiram efeito, sendo que os três pontos ficaram em casa, diga-se, com toda a justiça!

Ficha Técnica:

Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

Dia/Hora: 6 de janeiro de 2018, às 21H

Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (11ª jornada)

Árbitros: José Santos (Aveiro), Paulo Almeida (Aveiro), Orlando Ramos [3º Árbitro] (Leiria) e António Peça [4º Árbitro] (Leiria)

H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [79] André Moreira (1), [4] Daniel Matias (1), [57] João Silva “Janeka” e [22] Luís Silva. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

Treinador: Jorge Godinho

Valença H.C.: [10] Rodolfo Sobral (GR), [92] Guido Pellizari (1), [9] Nuno Pereira “Miccolli”, [44] José Campos “Ziga”, [7] José “Zé” Braga, [4] Luís Viana “Zorro” (2), [20] Miguel “Micha” Fernandes (C), [77] Hélder Martins e [54] Tiago Pereira “Bolinhas”. Não jogou: [23] Carlos “Carlitos” Silva (GR).

Treinador: Orlando Graça

Faltas de Equipa: 9-15

Disciplina: Cartão Azul a [92] Guido Pellizari (VHC).

Resultado ao intervalo: 2-0

Resultado Final: 4-3

No próximo sábado, dia 13 de janeiro de 2018 em França, pelas 20:30h locais, menos uma hora em Portugal Continental, o HCT joga a 2ª Mão dos Oitavos-de-Final da Taça CERS frente ao SCRA Saint Omer de Xavier Lourenço e do guarda-redes Edu Leitão, ambos produtos dos escalões de formação alvinegros. Na 1ª Mão em Turquel, no início de dezembro, os turquelenses venceram por 2-1, uma margem mínima que deixa tudo em aberto para o jogo decisivo em Saint Omer. Será certamente um jogo bem discutido entre duas equipas com bons valores individuais e com equilíbrio coletivo.

Fotos: Carmo Honório

Segundo alguma imprensa gaulesa e também pelas informações veiculadas em comunicado nas redes sociais do SCRA Saint Omer, problemas técnicos (sobredosagem e composição) nos trabalhos de pintura e assentamento de uma nova camada de verniz no piso do seu pavilhão, impossibilitam o SCRA Saint Omer de realizar o jogo da 2ª Mão (2-1 para os turquelenses na 1ª Mão na aldeia do hóquei) dos Oitavos-de-Final da Taça CERS frente ao H.C. Turquel no mítico pavilhão “Salle du Brockus” (18 anos sem fazer obras no piso). O fornecedor reconheceu inteira culpabilidade no processo, ainda que estes problemas impeçam a prática de todas as atividades na pista pelo menos até dia 15 de janeiro de 2018.

Assim sendo, o jogo entre o SCRA Saint Omer e o H.C. Turquel será jogado no “Complexe Sceneo”, um moderno Pavilhão Multiusos localizado também em Saint Omer, normalmente utilizado para dinamização de espetáculos de médio/grande calibre e que tem capacidade para albergar cerca de 1400 pessoas. Desde terça-feira, 2 de janeiro, membros do clube francês e funcionários do Município trabalharam em conjunto para encontrarem a melhor solução, sendo o Sceneo o lugar ideal para o grande espetáculo que se perspetiva.

O clube francês anunciou ainda no seu Facebook oficial que, para o jogo da Taça CERS frente ao HCT, a pré-venda de bilhetes será feita no “Club House” da “Salle du Brockus”, na quarta-feira (10/01) a partir das 18h. Os adeptos com bilhete de época no clube francês beneficiarão de entrada livre e lugar sentado no jogo, mas terão de retirar o seu bilhete de entrada na pré-venda. O preço dos bilhetes será o seguinte: 9€ (tarifa total) | 6€ (jovens dos 3 aos 18 anos de idade/estudantes) | 3€ (sócios SCRA Saint Omer sem bilhete de época).

No mesmo comunicado os responsáveis pelo clube francês deixam ainda algumas recomendações e avisos:

a) O acesso ao “Complexe Sceneo” é proibido a crianças com menos de 3 anos;

b) Uma bilheteira estará aberta no dia do jogo (sábado, 13/01) no “Complexe Sceneo”, a partir das 19h (aquisição sujeita às vagas disponíveis);

c) A abertura das portas do “Complexe Sceneo”, no dia do jogo, dar-se-á também às 19h.

Nota final para o facto de o clube francês ter anunciado recentemente, que cerca de 1300 bilhetes já foram vendidos e que a hipótese de casa cheia é uma realidade cada vez mais presente.

Fotos: Facebook Oficial SCRA Saint Omer

Último jogo do ano civil de 2017 para os Seniores Masculinos do H.C. Turquel e o fechar do ano com “chave de ouro” com a receção a uma das mais poderosas equipas do campeonato, a U.D. Oliveirense/Simoldes. A formação comandada por Tó Neves, apesar dos empates em Viana (5-5) e em casa com o Benfica (4-4) nos dois últimos jogos, tinha vencido os primeiros sete jogos do campeonato, sendo um dos plantéis no mundo com maior qualidade e orçamento. Falamos da estrutura mais profissional em Portugal, contando com 18 pessoas, entre atletas e staff, a trabalharem em exclusivo na secção de Hóquei em Patins do clube oliveirense. A possibilidade de ver evoluir no “anfiteatro turquelense” nomes como Xevi Puigbí, Jordi Bargalló, Ricardo Barreiros, Pedro Moreira, João Souto, Jepi Selva, Jordi Burgaya, entre outros, era interessante e os adeptos corresponderam. De Oliveira de Azeméis viajou também a “Charanga” (claque oficial oliveirense), que juntamente com os Brutus 1964 garantiram o espetáculo fora do rinque. O jogo foi surpreendentemente equilibrado, os alvinegros, privados de Daniel Matias (indisposição gástrica), tiveram uma atitude irrepreensível e apresentaram uma qualidade de jogo soberba em ataque organizado, esbatendo desde logo as diferenças individuais existentes entre os dois plantéis. Já os visitantes chegaram a uma vantagem de 0-2 já a meio do segundo tempo (0-1 ao intervalo), mas foram demasiado “gulosos” na procura do terceiro, tendo esbarrado na fantástica exibição individual de Tuga na baliza turquelense. O HCT reduziu diferenças (1-2) num livre direto de Luís Silva (grande exibição de raça e querer) e a seis minutos do fim alcançou mesmo o 2-2 com que se chegaria ao final do encontro, pelo herói improvável, o jovem Tiago Mateus, que saltou do banco para “vestir a armadura de David” e deitar abaixo “Golias”, num encontro épico de Hóquei em Patins no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel.

Primeira parte com entrada esperada, a Oliveirense a carregar sobre o último reduto turquelense e os comandados de Jorge Godinho a defenderem a contento, como tão bem têm feito ao longo da temporada. Aos dez minutos de jogo, João Souto descobriu Ricardo Barreiros fugido à marcação de André Moreira e o capitão oliveirense inaugurou o marcador, para gáudio da claque afeta aos forasteiros. Pensou-se que seria mais uma noite de desaire para os turquelenses, mas o que é certo é que até ao intervalo os comandados de Tó Neves não mais conseguiram ultrapassar a oposição de Tuga e foram mesmo os da casa a disporem das melhores ocasiões para empatarem, com o catalão Xevi Puigbí a cotar-se à altura, vendo também Pedro Vaz acertar na trave da sua baliza a poucos minutos do descanso. Ao intervalo o 0-1 era um resultado ajustado, mas que colocava os alvinegros dentro do jogo.

No segundo tempo pouco ou nada se alteraram as características do jogo, os visitantes com Jordi Bargalló e Ricardo Barreiros “à cabeça” iam tendo a despesas do jogo e assumiram desde cedo a busca pelo segundo golo. E o golo surgiu logo aos quatro minutos, num lance confuso na área turquelense, com Bargalló a stickar e a bola, após dois ressaltos, a sobrar para João Souto que desviou com êxito, fazendo o 0-2. Parecia que as contas estavam arrumadas e que mais tarde ou mais cedo a poderosa Oliveirense iria “disparar” no marcador. No entanto, apenas três minutos volvidos, caiu a 10ª falta de equipa dos visitantes e Luís Silva na conversão do respetivo livre direto “furou” a oposição de Puigbí, fazendo o Gimnodesportivo de Turquel acreditar. A equipa comandada por Tó Neves não estava satisfeita e cometeu um erro crasso na sua estratégia, ao ir desenfreadamente em busca do terceiro golo. Contudo, esbarrou sempre na excelente organização defensiva dos da casa, “embatendo” principalmente contra um “muro” chamado Tuga, que esteve em grande plano de evidência nesta fase do jogo, evitando por mais do que uma vez o golo dos forasteiros. Como “quem não mata…morre”, a seis muitos do fim, num lance de insistência de Vasco Luís, a bola ficou perdida à frente de Puigbí e o jovem Tiago Mateus, em “patinzinhos de lã”, surgiu de mansinho e empurrou a bola para o fundo da baliza, levando ao rubro todos os presentes. O jovem jogador formado em Turquel teve uma entrada fulgurante na partida e vestiu a pele de herói improvável. Até final, a Oliveirense meteu tudo no jogo em busca do triunfo, mas esbarrou na defesa sólida montada pelo técnico Jorge Godinho na frente de Tuga e foram mesmo os “brutos dos queixos” que tiveram as duas melhores oportunidades para vencerem o encontro, ambas por intermédio de André Moreira, a primeira após uma assistência de Pedro Vaz, com Puigbí a mostrar credenciais, efetuando uma enorme defesa no frente a frente com o camisola sete alvinegro e a segunda já nos segundos finais, quando a Oliveirense atuava com guarda-redes avançado, com Moreira a atirar contra Bargalló de muito longe, estando a baliza completamente deserta. No final prevaleceu o 2-2, um fantástico resultado para os da casa e o terceiro empate seguido para os de Oliveira de Azeméis, sendo que em todos os três empates os de Tó Neves dispuseram de vantagens de dois golos já nas segundas partes.

Ficha Técnica:

Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

Dia/Hora: 30 de dezembro de 2017, às 21H

Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (10ª jornada)

Árbitros: José Pinto (Porto), Rui Torres (Minho), Vera Fernandes [3º árbitro] (Coimbra), Bernardo Alves [4º Árbitro] (Coimbra)

H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [22] Luís Silva (1), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [5] David Santos.

Treinador: Jorge Godinho

U.D. Oliveirense/Simoldes: [88] ­Xavier “Xevi” Puigbí (GR), [9] Jordi Bargalló, [7] Pedro Moreira, [77] Ricardo Barreiros (C) (1), [44] João Souto (1), [74] Pablo Cancela, [29] Josep “Jepi” Selva e [84] Jordi Burgaya. Não jogaram: [26] Domingos Pinho (GR) e [4] Nuno Araújo.

Treinador: Tó Neves

Faltas de Equipa: 9-14

Disciplina: Nada a assinalar.

Resultado ao intervalo: 0-1

Resultado Final: 2-2

No próximo sábado, 6 de janeiro de 2018 pelas 21 horas, encontro de vital importância para os turquelenses, que recebem no seu reduto, na 11ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a formação do Valença H.C., que tem dez pontos, mais três que os alvinegros. Um triunfo turquelense será um “balão de oxigénio” muito grande, a certeza da subida de mais um lugar na tabela classificativa e um enorme aporte de confiança para os desafios que se avizinham. A não perder!

Fotos: Catarina Maria

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