Breves

  • Nelson Lourenço sucede a Jorge Godinho no comando técnico do HC Turquel

    A Direção do H.C. Turquel confirmou esta terça-feira, após a saída de Jorge Godinho, que Nelson Lourenço (48 anos) assumirá o comando técnico dos Seniores Masculinos do Hóquei Clube de Turquel, até ao final da temporada 2017/18, sucedendo ao técnico nabantino no cargo. A solução para o vazio que se criou, foi colmatada pela Direção do clube de forma interna, com o experiente treinador alvinegro a assumir funções, mantendo a coadjuvação de André Luís (treinador-adjunto) e de João Guerra (Fisioterapeuta), eles que transitam ambos da equipa técnica anterior.

    Tendo iniciado o seu percurso como jogador no H.C. Turquel (até aos Sub-17), ainda jovem jogou no H.C. Leiria (duas épocas nos Sub-20), terminando a sua carreira por essa altura. Como treinador, Nelson Lourenço destacou-se nos escalões jovens do HCT em meados dos anos 90, tendo ascendido aos Seniores Masculinos, como técnico principal, no início do milénio, logrando a subida à 1ª Divisão em 2001/2002, para descer novamente no ano seguinte. Posteriormente reformulou e iniciou um projeto enriquecedor na formação do S.L. Benfica (2003/2004 a 2009/2010), dando “corpo” ao que o clube encarnado ainda dispõe nos dias de hoje. Após a saída do clube da Luz esteve ainda em Almeirim (2011/2012), onde assumiu funções de treinador da equipa principal e dos Sub-20 dos Tigres, regressando depois ao HCT (2012/2013 em diante) onde se manteve, até hoje, nos escalões de formação, acumulando os cargos de treinador e de coordenador técnico. 

    Com esta decisão, a Direção do clube pretende dar tranquilidade ao grupo para poder trabalhar de forma focada, de modo a “atacar” os objetivos a que se propôs no início da época, desejando toda a sorte do mundo ao “novo” corpo técnico.

    Conheça, “à lupa”, o novo “timoneiro” alvinegro para o que resta da temporada 2017/2018:

    QUEM É QUEM?

    Nome Completo: NELSON Mendes LOURENÇO

    BI: Turquel (Portugal), 24-10-1969,48 anos

    Função: Treinador

    Clubes como Jogador: H.C. Turquel; H.C. Leiria.

    Clubes como Treinador: H.C. Turquel (Formação, Seniores Femininos e Seniores Masculinos); S.L. Benfica (Formação e Seniores Masculinos interinamente); H.C. Tigres de Almeirim (Seniores Masculinos e Sub-20)

    Contrato: Até Julho de 2018

    Fotos: Carmo Honório e Catarina Maria

    Jorge Godinho deixa comando técnico do H.C. Turquel

    Oito meses depois do seu ingresso no cargo de treinador principal dos Seniores Masculinos do Hóquei em Patins do Hóquei Clube de Turquel, e 20 jogos depois, o técnico Jorge António Esteves Godinho (43 anos), natural de Tomar, não será mais o treinador do HCT na temporada 2017/2018.

     

    Numa decisão pessoal, que teve relação intrínseca com os resultados que a equipa não conseguiu alcançar, Jorge Godinho, no final do jogo dos 16 Avos-de-Final da Taça de Portugal em Riba d’Ave (derrota por 6-1), colocou o seu lugar à disposição da Direção, optando por deixar o cargo de técnico do escalão mais alto do clube. A Direção alvinegra ponderou a situação e decidiu respeitar e aceitar a decisão do técnico. De resto, os responsáveis alvinegros estão já à procura de uma solução de sucessão para o cargo (será comunicada e confirmada em breve), pois a equipa defronta já no próximo sábado, 17 de fevereiro de 2018 em Turquel pelas 21 horas, o Breganze de Itália, em encontro a contar para os quartos-de-final da Taça CERS.

    Conheça a totalidade dos números de Jorge Godinho no HCT, enquanto treinador, na relação entre jogos, vitórias, empates, derrotas e pontos somados em partidas oficiais:

    Jorge Godinho (Treinador - HCT)

    Camp. Nac. 1ª Divisão

    Taça Portugal

    Taça CERS

    C

    J

    V

    E

    D

    P

    J

    Eliminatória

    J

    Eliminatória

     

    2017/2018

    10º

    15

    2

    6

    7

    12

    1

    16 Avos-Final

    4

    Oitavos-Final*

     

    Totais Acumulados

    20 jogos/5 Vitórias/6 Empates/9 Derrotas/12 Pontos Somados

     
                             

    Legenda: C = Classificação | J = Jogos | V = Vitórias | E = Empates | D = Derrotas | P = Pontos

    *Apurados para os quartos-de-final

    A direção do Hóquei Clube de Turquel, toda a sua estrutura, bem como o HCT.pt vêm, por este meio e de forma oficial, agradecer o esforço inexcedível e a dedicação sem precedentes demonstrados pelo treinador Jorge Godinho ao longo do seu percurso como treinador dos Seniores Masculinos do nosso clube, e vem também desejar-lhe as maiores felicidades para o seu futuro, com a certeza de que estará sempre bem perto de nós e que será sempre bem recebido em nossa casa.

    Obrigado por tudo Jorge Godinho, estarás sempre nos nossos corações!

    Fotos: Carmo Honório

  • Adeus prematuro à Taça de Portugal em Riba d’Ave

    Sem vencer desde 13 de janeiro último (3-5 em Saint Omer em jogo a contar para a Taça CERS) e após dois empates em casa (3-3 com o Braga e 5-5 com o Barcelos) e duas derrotas fora (5-1 com o Valongo e 5-3 com o Paço de Arcos), o H.C. Turquel viajou até Riba d’Ave para defrontar o líder da 2ª Divisão – Zona Norte nos 16 Avos-de-Final da Taça de Portugal e deu-se muito mal com os ares minhotos, ao sair derrotado de forma pesada, por esclarecedores 6-1. Perante uma equipa que desceu da 1ª Divisão no final de 2016/17, numa decisão polémica de “secretaria”, os alvinegros sabiam das dificuldades que poderiam ser apresentadas pela formação orientada pelo treinador/jogador, Hugo Azevedo. O Parque das Tílias (pavilhão do Riba d’Ave) foi mesmo um inferno para os comandados de Jorge Godinho, que voltaram a entrar mal no jogo, tal como em Paço de Arcos, chegando ao intervalo a perder por 3-0. No segundo tempo a equipa alvinegra subiu as suas linhas, como se impunha, mas destapou o último reduto e pagou bem cara a ousadia. Mais três golos visitados deram expressão impensável ao marcador e nem o tento de André Moreira a dois minutos do fim atenuou o “peso” da derrota e a consequente eliminação da Taça de Portugal.

    Primeiro tempo com entrada desastrada dos turquelenses, que logo aos três minutos viram o treinador/jogador, Hugo Azevedo, aproveitar uma defesa de Tuga para a frente, para fugir à oposição de Pedro Vaz, encostar fácil e inaugurar o marcador. Três minutos depois Bruno Pinto “Serôdio” fugiu a André Moreira pela direita e, já no interior da área turquelense caiu no chão, naquilo que pareceu uma queda bem forçada. A dupla de arbitragem acabou por ir na “cantiga” do camisola 55 do Riba d’Ave e apontou para a marca da grande penalidade. O mesmo Serôdio assumiu a conversão do castigo e bateu Tuga pela segunda vez no encontro, fazendo o momentâneo 2-0. O técnico Jorge Godinho pediu o seu timeout, fez alguns ajustes e alterações e a equipa teve então o seu melhor período no encontro. As oportunidades finalmente apareceram e a equipa do Riba d’Ave foi encostada ao seu último reduto. O jovem Tiago Mateus atirou à trave e Diogo Fernandes, guardião da formação minhota, foi tirando tudo o que lhe aparecia pela frente. Com quatro minutos para jogar na primeira metade Daniel Matias errou um passe na transição ofensiva quando era o último homem e colocou a bola nos patins do jovem Miguel Castro (ex-H.C. Braga), o camisola 3 visitado arrancou pela direita, ludibriou a oposição de Matias e stickou em zona frontal, colocando a bola no canto direito da baliza de Tuga. Estava feito o 3-0 com que se chegou ao descanso.                 

    Na etapa complementar a equipa do HCT teria forçosamente de alterar a sua atitude e o seu padrão de jogo e foi o que fez, o conjunto alvinegro subiu linhas e conseguiu recuperar muitas bolas em zona subida, no entanto nunca conseguiu superar a oposição dos defensores contrários e principalmente de Diogo Fernandes, o guarda-redes minhoto, que teve uma tarde inspirada q.b. e sempre que foi chamado a intervir disse…presente. Aos nove minutos Serôdio fugiu a Janeka pelo meio da defensiva turquelense e tentou assistir um colega, mas Luís Silva, “de carrinho”, fez um corte à margem da lei, no interior da área de Tuga e levou Serôdio de novo para a marca da grande penalidade, sendo que desta vez o experiente jogador do Riba d’Ave teve pela frente o recém-entrado Samuel Santos, que também não conseguiu parar a eficácia de Serôdio e o 4-0 foi mesmo uma realidade difícil de digerir. Seis minutos volvidos, e depois de mais algumas oportunidades desperdiçadas, Raul Meca passou por trás da baliza e quando tentava passar para a frente da mesma, foi derrubado por Tuga no interior da área alvinegra. O guarda-redes turquelense viu a cartolina azul e Samuel Santos voltou a entrar para novo frente a frente com Serôdio e, infelizmente para os visitantes, a história voltou a repetir-se, com Serôdio a completar o seu “hat trick” (três golos de penalty) e a colocar o marcador nos 5-0. No minuto seguinte caiu a 10ª falta de equipa do Riba d’Ave e, na tentativa de conversão do respetivo livre direto, Vasco Luís permitiu boa intervenção a Diogo Fernandes. Não marcou Vasco Luís e o Riba d’Ave aproveitou para voltar a crescer no jogo e a atuar como bem gosta, com espaço e em vantagem no marcador. Foi sem surpresa que chegou o 6-0, numa transição rápida 2x2 com Hugo Azevedo a assistir Raul Meca e o capitão visitado a encostar de primeira, perante um Samuel Santos completamente desamparado. A dois minutos do fim, num contra-ataque 2x1 muito bem gizado, Vasco Luís assistiu André Moreira e o atleta natural de Vila Franca de Xira passou por Diogo Fernandes e fez o tento de honra dos da “aldeia do hóquei”, tento esse que fixou o resultado final em 6-1 e que soube a muito pouco, naquela que foi uma exibição bastante “cinzenta” e que marcou a eliminação do HCT da edição 2017/2018 da Taça de Portugal.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão do Parque das Tílias – Riba de Ave

    Dia/Hora: 10 de fevereiro de 2018, às 16H

    Competição: Taça de Portugal de Hóquei em Patins 2017/18 (16 Avos-de-Final)

    Árbitros: Florindo Cardoso (Minho), Jerónimo Moura (Porto) e Domingos Carvalho (3º Árbitro) (Porto)

    Riba d’Ave H.C.: [10] Diogo Fernandes (GR), [55] Bruno Pinto “Serôdio” (3), [5] Raul Meca Lopes (C) (1), [4] Vítor “Viti” Oliveira, [33] Hugo Azevedo (1), [44] Daniel Pinheiro, [3] Miguel Castro (1) e [7] João Abreu. Não jogaram: [29] João Ferreira (GR) e [2] João Campos “TT”.

    Treinador/Jogador: Hugo Azevedo

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [4] Daniel Matias, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira (1), [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [58] Tiago Mateus, [24] André Pimenta e [57] João Silva “Janeka”.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 12-8

    Disciplina: Cartão Azul a [13] Marco Barros “Tuga” (GR) [HCT].

    Resultado ao intervalo: 3-0

    Resultado Final: 6-1

    No próximo sábado, dia 17 de fevereiro de 2018 pelas 21 horas (22 horas em Itália), o HCT joga em casa a 1ª Mão dos quartos-de-final da Taça CERS, frente ao atual quarto classificado da Série A1 italiana, o Faizane Lanaro Hockey Breganze. Um triunfo turquelense trará um aporte importante de confiança e permitirá ir a Itália em março discutir a passagem à Final Four da competição. Perante um conjunto transalpino com executantes de “primeira água” do hóquei internacional, como são os casos do italo-argentino, Federico Ambrosio (internacional por Itália), do capitão Mattia Cocco (também internacional por Itália), do guarda-redes, Bruno Sgaria (internacional Sub-20 italiano), do espanhol, Alvaro Borja Gimenez, do internacional argentino, Franco Platero (irmão de Matias Platero do Sporting C.P.) e ainda do bem conhecido dos portugueses, Cláudio Filho, mais conhecido por “Cacau”, ele que é internacional Brasileiro e jogou, entre outros, no Sporting e no Benfica. A equipa orientada pelo argentino Diego Mir (substituiu no início de janeiro o italiano Massimo Belligio) forma um conjunto muito forte e, desde que Mir assumiu o comando, soma por vitórias os sete jogos que disputou, entre Série A1 e Taça CERS. O apoio de todos é fundamental e só um Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel muito bem composto, e a “puxar” pelo HCT ao longo dos cinquenta minutos, poderá levar a nossa equipa a um bom resultado. Unidos nos momentos mais delicados seremos sempre mais fortes!

    Foto: Dinis Vicente

    Início desastrado hipoteca hipóteses turquelenses

    Primeiro jogo fora de portas na segunda volta para o HCT e a deslocação a Paço de Arcos revestia-se de importância extrema para ambos os conjuntos, mas principalmente para os visitados, que pretendiam distanciar-se do trio de baixo da classificação, composto pelos recém-promovidos Grândola, Infante Sagres e Braga e em simultâneo colocarem-se a apenas um ponto dos alvinegros. Por seu lado os turquelenses queriam evitar essa aproximação, tentando os seus primeiros três pontos fora de portas. O encontro foi ritmado desde o início, mas os visitantes rubricaram um primeiro tempo muito abaixo das suas possibilidades, dando sempre de barato a meia-distância ao Paço de Arcos, principalmente ao seu “bombardeiro”, Gonçalo Nunes, indo para o intervalo com uma desvantagem impensável de 4-1. No segundo tempo os comandados de Jorge Godinho tiveram de subir as suas linhas defensivas, encostaram o PA às “cordas” e ao seu último reduto defensivo, mas o melhor que conseguiram foi reduzir diferenças até ao 5-3 final, não levando qualquer ponto do “Casablanca”.

    Primeira parte atípica por parte dos de Turquel, que entraram de forma muito apática no jogo e permitiram que o Paço de Arcos impusesse um ritmo alto e principalmente que conseguisse stickar de média e longa distância com muita frequência, deixando Tuga em “xeque” na sua baliza. Logo aos dois minutos de jogo, Gonçalo Nunes recuperou uma bola a André Pimenta em zona subida, fletiu para o meio e disparou de forma indefensável, inaugurando o marcador perante a passividade da defesa alvinegra. Três minutos depois, o mesmo Gonçalo Nunes rasteirou André Pimenta de forma ostensiva no meio-campo e viu a cartolina azul. O capitão dos forasteiros, Vasco Luís, avançou para a tentativa de transformação do devido livre direto mas em duas tentativas não conseguiu fazer golo porque o guardião Diogo Almeida se mexeu em ambas as situações, tendo visto também ele a cartolina azul. O guarda-redes suplente, Diogo Rodrigues, conhecido na “gíria hoquista” por “Matraco”, entrou para o confronto com Vasco Luís e levou a melhor. Os turquelenses ficaram a jogar em dupla superioridade numérica de 5x3, mas demoraram a acertar com as redes do PA e apesar de terem conseguido a igualdade a uma bola (assistência aérea de André Pimenta e desvio oportuno ao segundo poste de André Moreira) ficaram com pouco tempo para atacarem a inferioridade numérica 5x4 e o empate não se desfez. Imediatamente após ficarem a jogar de novo em igualdade numérica os da casa conseguiram uma transição e Nelson Ribeiro “cavou” uma cartolina azul a Vasco Luís, sendo que na transformação do respetivo livre direto Gonçalo Nunes disparou um “míssil” para o ângulo superior esquerdo da baliza de Tuga, não dando qualquer hipótese de defesa ao guardião alvinegro. Sete minutos depois o mesmo Gonçalo Nunes, numa das suas especialidades, atirou muito forte desde o meio-campo, a bola, na confusão, bateu nas caneleiras de Daniel Matias e anichou-se no fundo da baliza de Tuga. Era o “hat-trick” do camisola 33 da equipa da linha e o terceiro golo sofrido pelos turquelenses de fora da área. Menos de dois minutos depois, André Centeno fez uma incursão pela direita do seu ataque, simulou a meia-distância e viu Tuga completamente fora da baliza, o guarda-redes do Turquel parece ter sido impedido de se deslocar por Nelson Ribeiro e Centeno atirou de forma enrolada para a baliza deserta, fazendo um golo que parece ter sido precedido de irregularidade, mas que a dupla de arbitragem decidiu validar. Com o impensável resultado de 4-1, favorável aos da casa, chegou o descanso, e havia muito a retificar para os da aldeia do hóquei.

    A entrada no segundo tempo, com toda a naturalidade, teve tendências diferentes, o Paço de Arcos alargou o seu jogo em ataque e tentou longas trocas de bola, gerindo a vantagem de três golos que trazia do intervalo e o HCT subiu as suas linhas defensivas e foi desde cedo em busca de algo mais no jogo. Consegui-o aos seis minutos, num ataque rápido conduzido por Vasco Luís, que assistiu o jovem Tiago Mateus nas costas da defesa contrária e este voltou a mostrar todo o seu instinto predador, ao anotar o 4-2, colocando a sua equipa de novo na discussão do jogo. Logo a seguir, Jorge Godinho lançou Janeka em rinque e a equipa ganhou maior profundidade, subiu ainda mais as suas linhas defensivas e conseguiu encostar o Paço de Arcos lá atrás. Os “brutos dos queixos” construíram nesta fase várias oportunidades, com Janeka por duas vezes e Daniel Matias por uma a estarem perto do golo, sendo que numa delas Janeka atirou uma “bomba” à trave da baliza de Matraco. Seria o 4-3, mas como a bola não entrou, foi o Paço de Arcos a aproveitar o desperdício forasteiro e, a nove minutos do final do encontro, numa transição em igualdade numérica, conseguiu soltar Rui Pereira em zona frontal, este stickou forte com a bola a bater na luva esquerda de Tuga e a ressaltar de forma caprichosa para dentro da baliza dos “brutos dos queixos”. Estava feito o 5-2 e o golpe foi demasiado duro para os de Turquel, que ainda se tentaram recompor, com alterações constantes no seu cinco, de forma a refrescar os jogadores para estarem mais aptos para a pressão a exercer, mas o melhor que conseguiram fazer foi reduzir para 5-3, numa recuperação em zona subida por parte de André Pimenta que voltou a assistir um colega seu neste jogo, desta feita Janeka, ele que contornou Matraco e encurtou distâncias. Faltavam cerca de seis minutos e a equipa e os muitos adeptos turquelenses presentes no Casablanca ainda acreditaram que seria possível chegar pelo menos ao empate, mas a formação alvinegra não mais encontrou o caminho da baliza contrária e poderia mesmo ter sofrido mais um tento, depois de Vasco Luís ter visto nova cartolina azul no jogo (enganchou André Centeno) e de Gonçalo Nunes ter desperdiçado a conversão do devido livre direto, enviando mais um “tiro” ao poste esquerdo da baliza de Tuga. No final, a derrota por 5-3 foi um castigo duro e pesado, que teve maior expressão pelo fraco desempenho da equipa orientada por Jorge Godinho nos primeiros vinte e cinco minutos.  

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão do Clube Desportivo de Paço de Arcos

    Dia/Hora: 3 de fevereiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (15ª jornada)

    Árbitros: Rui Torres (Minho), José Pinto (Porto), Nelson Melo [3º árbitro] (Lisboa), Marco Lopes [4º Árbitro] (Lisboa)

    C.D. Paço de Arcos: [10] Diogo Almeida (GR), [22] André Centeno (C) (1), [33] Gonçalo Nunes (3), [4] Rui Pereira (1), [5] Nelson Ribeiro, [1] Diogo Rodrigues “Matraco” (GR), [8] Diogo Silva e [2] Tiago Gouveia. Não jogaram: [14] Daniel Homem e [30] Bruno Frade.

    Treinador: Luís Duarte

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira (1), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [58] Tiago Mateus (1) e [57] João Silva “Janeka” (1). Não jogou: [10] Samuel Santos (GR).

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 8-8

    Disciplina: Cartão Azul a [33] Gonçalo Nunes (CDPA), [10] Diogo Almeida (GR) (CDPA) [9] Vasco Luís (HCT) [2X].

    Resultado ao intervalo: 4-1

    Resultado Final: 5-3

    No próximo sábado, 10 de fevereiro de 2018, o campeonato parará para dar lugar aos 16 Avos-de-Final da Taça de Portugal. Em sábado de “Entrudo”, os turquelenses deslocam-se ao terreno do líder da 2ª Divisão – Zona Norte, o Riba d’Ave H.C., formação que desceu à 2ª Divisão em 2016/2017, descida essa que se consumou apenas na secretaria, por irregularidades dos minhotos na inscrição de um elemento em várias fichas de jogo ao longo da época que prescreveu. O embate jogar-se-á a partir das 16 horas, no Parque das Tílias em Riba d’Ave, e será com toda a certeza mais uma partida de grau de dificuldade muito elevado para os turquelenses.

    Foto de Arquivo: Carmo Honório

  • Zonas e adversários das equipas turquelenses nos Nacionais já são conhecidos

    Depois dos Sub-20 terem conhecido a sua série e os adversários a defrontar na Prova 1 do Campeonato Nacional do Escalão no início da semana, eis que Sub-13, Sub-15 e Sub-17, todas as formações apuradas para os respetivos Nacionais, também ficaram a saber com que “linhas se vão coser” nos próximos meses.

    Os sorteios que foram realizados na sede da Federação de Patinagem de Portugal deixaram todas as equipas alvinegras inseridas na Zona C, tendo pela frente adversários diversificados, nos diferentes escalões. De referir ainda que, em todos os escalões, apenas se apuram para a fase seguinte os dois primeiros classificados de cada Zona, sendo que os Sub-20 têm uma competição a funcionar em moldes diferentes das restantes três faixas etárias.

    As datas oficiais para o início das provas são 11 de fevereiro para os Sub-20, 17 de fevereiro para os Sub-13 e Sub-17 e 18 de fevereiro para os Sub-15.  

    Confira em baixo as Zonas e os adversários das jovens formações turquelenses nos respetivos Nacionais:

    Fonte: Federação de Patinagem de Portugal

    Fotos: Carmo Honório e Federação de Patinagem de Portugal

    Começar a segunda volta como acabou a primeira

    Início da segunda volta do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e o “filme” a repetir-se de forma inequívoca aquando da receção ao Braga no último jogo da primeira volta. Desta feita o HCT recebeu no seu reduto outra equipa minhota, o OC Barcelos SAD, e voltou a empatar (sexto empate em catorze jogos e a quinta igualdade intramuros). O encontro teve de tudo e apresentou contornos muito idênticos com aquele que foi disputado frente aos bracarenses, pois a equipa turquelense esteve a vencer por 2-0, deixou o adversário virar e apesar de mais à frente no jogo ter passado para a frente, nunca conseguiu gerir as emoções a contento para ficar com a vitória do seu lado, isto a juntar a algumas decisões dúbias da equipa de arbitragem de Aveiro, que acabou por ter dificuldades em segurar um jogo muito quezilento, dentro e fora de rinque, com as duas claques (Brutus 1964 e Kaos Barcelense) também a esgrimirem argumentos pouco válidos nas bancadas e com o resultado final a cifrar-se num empate a cinco bolas, que não agradou a qualquer um dos lados.

     

    Primeiros minutos do primeiro tempo fortes de parte a parte, com o HCT a querer limpar a imagem deixada no último jogo em casa frente ao Braga e o Barcelos a demonstrar vontade para conseguir chegar-se à frente no marcador logo desde cedo. O rapidíssimo Rúben Sousa e o astuto Hugo Costa iam dando “água pela barba” aos defesas turquelenses e do outro lado as ações coletivas dos da casa tiveram expressão aos dez minutos, com lance de entendimento entre André Moreira e o capitão Vasco Luís, com o primeiro a assistir o segundo de forma aérea e o melhor marcador do HCT a conseguir ultrapassar a oposição do experiente guardião, Ricardo Silva, com um remate de primeira de belo efeito. Estava feito o 1-0 para gáudio dos muitos adeptos presentes. O ambiente estava infernal, com as claques de ambos os conjuntos a entoarem cada uma delas os cânticos de apoio às respetivas equipas e com sete minutos para jogar no primeiro tempo Pedro Vaz “bombeou” uma bola para a área do Barcelos no limite dos 45 segundos do tempo de ataque e Daniel Matias surgiu oportuno para desviar e fazer o 2-0. O tento estava consumado, mas António Santos, um dos árbitros da partida acabou por se equivocar e atribuiu o golo a Luís Silva, que se encontrava por perto. Com o 2-0 no marcador tudo parecia encaminhar-se para o HCT chegar na frente no descanso. No entanto, tal como frente ao Braga no fim-de-semana anterior, a equipa alvinegra perdeu a vantagem que tinha e em menos de dois minutos deixou que o Barcelos conseguisse a igualdade. Primeiro num livre à entrada da área em que Marinho assistiu Rúben Sousa, sendo que o camisola 66 minhoto “furou” a barreira e deu “vida” (2-1) aos de Barcelos. Um minuto depois, o mesmo Rúben Sousa bombeou uma bola para o interior da área visitada e o oportunismo de Hugo Costa fez o resto, desviando subtilmente a bola de Tuga e fazendo o 2-2 com que se chegou ao descanso.

    No segundo tempo os de Barcelos entraram com mais vontade que o seu adversário e os alvinegros, tal como com o Braga, no início da segunda metade, mostraram alguma apatia. Aos quatro minutos caiu a 10ª falta de equipa dos de Turquel e José Pedro, chamado à conversão do devido livre direto permitiu o desarme de Tuga. No entanto, uns segundos depois, num lance precedido de falta sobre Daniel Matias (Hugo Costa levantou-lhe ostensivamente o stique quando este se preparava para rematar), Hugo Costa combinou com Marinho e este último, perante a oposição de Luís Silva, assistiu de forma primorosa o primeiro que encostou de primeira, fazendo o seu “bis” no encontro e o momentâneo 2-3. Foi um “balde de água fria” para jogadores e adeptos da casa, que viam o “filme” do jogo com o Braga reeditar-se. No entanto a equipa reagiu de forma positiva e no imediato, sendo que um minuto depois do terceiro golo barcelense, Vasco Luís recebeu uma bola de Daniel Matias na direita do ataque, passou a oposição de José Pedro, e isolado perante Ricardo Silva permitiu uma excelente intervenção ao guardião minhoto, mas pegou o ressalto e assistiu André Pimenta de forma simples, com o camisola 24 a atirar de primeira para restabelecer a igualdade (3-3) e anotar o seu terceiro golo em apenas dois jogos. Este foi um lance muito contestado pelo Barcelos, principalmente por Rúben Sousa, que num momento anterior caiu desamparado no meio rinque, tendo pedido falta, mas as imagens documentam que este caiu completamente sozinho, sem ação de qualquer jogador do HCT, pelo que o seu protesto não teve razão de ser, nem qualquer tipo de fundamento. A partir daqui o cariz do encontro alterou-se, os turquelenses passaram a estar por cima e foram em busca dos três pontos de forma decidida. Com treze minutos para jogar Joca Guimarães prensou Luís Silva na tabela e viu a consequente cartolina azul, sendo que o mesmo Luís Silva assumiu a responsabilidade de converter o livre direto e não falhou, colocando o HCT novamente em vantagem (4-3). O jogo estava em toada de parada e resposta, mas o Barcelos estava tapado com faltas de equipa e quando caiu a 10ª, Luís Silva teve oportunidade para recolocar os turquelenses com nova vantagem de dois golos, tal como no início da primeira metade, no entanto o atleta natural de Valado dos Frades atirou um autêntico “míssil” que só foi travado pela trave da baliza de Ricardo Silva, num momento de infortúnio para os da casa. Dois minutos depois, num lance completamente “cavado” por Afonso Lima no confronto sem bola com Pedro Vaz no interior da área visitada, o árbitro Manuel Oliveira descortinou uma infração do camisola 53 alvinegro e levou Rúben Sousa para a marca de penalty, para o frente a frente com o recém-entrado Samuel Santos. O guardião natural de Turquel tentou tudo, mas não conseguiu parar o “bis” de Rubinho e o consequente 4-4. O técnico Jorge Godinho pediu então o seu timeout e a equipa retificou posições e melhorou a saída em transição ofensiva, sendo que numa dessas saídas Vasco Luís foi rasteirado de forma negligente por João Almeida, tendo o camisola 6 minhoto visto a cartolina azul. Na conversão do respetivo livre direto Vasco Luís “fuzilou” Ricardo Silva, “bisou” também ele no encontro e fez o 5-4, resultado que dava nova vantagem à equipa da casa. Os “brutos dos queixos” tinham agora de gerir as emoções, defender de forma aguerrida, mas em simultâneo conter ímpetos pois estavam tapados com faltas de equipa. Contudo, a equipa teve dificuldades em gerir emoções e fez faltas desnecessárias, algumas delas logo após a perca de bola em posição ofensiva e a 15ª falta de equipa caiu a seis minutos do fim. Chamado à conversão do devido livre direto Marinho, tal como José Pedro no início desta etapa complementar, não conseguiu também ele ultrapassar a oposição de Tuga. Tudo parecia encaminhado e a equipa turquelense aparentava segurança, mas novo penalty, desta feita conquistado por Hugo Costa, após ligeiro toque de Vasco Luís, levou de novo Rúben Sousa para a marca de penalidade e, desta feita frente a Tuga, Rubinho voltou a não desperdiçar, anotando o seu “hat trick”, igualando o jogo a cinco bolas e cotando-se como o homem do jogo. Até final ambas as equipas tentaram tudo para levarem os três pontos para o seu lado, mas não conseguiram, sendo que as melhores oportunidades pertenceram aos da casa, com três ocasiões soberanas para fazerem o 6-5. Primeiro foi André Pimenta a desenvencilhar-se de dois jogadores e a surgir no “cara a cara” com Ricardo Silva, mas a não arriscar o remate e a preferir assistir Vasco Luís que, ao segundo poste, não acertou na bola. Em seguida foi o mesmo Vasco Luís que surgiu isolado após excelente combinação com Pedro Vaz num 2x1, mas não conseguiu passar pelo experiente Ricardo Silva, este último que assumiu protagonismo nos minutos finais. Por fim o mesmo Vasco Luís, em jogada de laboratório nas costas da baliza, teve o golo escancarado, mas precipitou-se na finalização e permitiu nova dupla intervenção ao guardião minhoto. O resultado final cifrou-se mesmo na igualdade a cinco bolas, sendo que no final existiram algumas “escaramuças” entre atletas dos dois conjuntos, que foram rapidamente sanadas por colegas, responsáveis e força policial, tendo tudo acabado em bem.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 27 de janeiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (14ª jornada)

    Árbitros: António Santos (Aveiro), Manuel Oliveira (Aveiro), António Peça [3º Árbitro] (Leiria), Vítor Roxo [4º Árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [24] André Pimenta (1), [53] Pedro Vaz, [9] Vasco Luís (C) (2), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva (2) e [4] Daniel Matias. Não jogaram: [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    O.C. Barcelos SAD: [01] Ricardo Silva (GR) (C), [4] José Pedro Pereira, [66] Rúben Sousa “Rubinho” (3), [6] João Almeida, [9] Hugo Costa (2), [77] Mário Rodrigues “Marinho”, [64] Afonso Lima e [7] João “Joca” Guimarães. Não jogaram: [29] André Almeida (GR) e [8] Pedro Silva.

    Treinador: Paulo Pereira

    Faltas de Equipa: 18-12

    Disciplina: Cartão Azul a [7] João “Joca” Guimarães (OCB) e [6] João Almeida (OCB).

    Resultado ao intervalo: 2-2

    Resultado Final: 5-5

    No próximo sábado, 3 de fevereiro de 2018 pelas 21 horas, o HCT desloca-se até ao mítico “Casablanca”, pavilhão do C.D. Paço de Arcos, equipa que tem sido uma das desilusões da prova, tendo em conta a qualidade dos jogadores que o seu plantel apresenta e que somou apenas oito pontos em catorze jogos já disputados. Na primeira volta em Turquel a vitória sorriu aos pupilos de Jorge Godinho por esclarecedores 8-3. Os comandados de Luís Duarte serão certamente um adversário bem difícil de ultrapassar e só um HCT muito sólido defensivamente poderá transpor mais este obstáculo. Será com toda a certeza um encontro emotivo e interessante, com muito público nas bancadas, sendo que a deslocação dos turquelenses para apoiarem a sua equipa será fundamental para a equipa atingir o sucesso. Todos a Paço de Arcos!

    Fotos: Carmo Honório

  • Sub-20 já têm adversários para a Prova 1 do Nacional

    Depois de apurados para o Nacional da categoria, os Sub-20 do H.C. Turquel ficaram a conhecer nesta segunda-feira, 29 de janeiro, os adversários na Prova 1 do Campeonato Nacional do respetivo escalão, prova essa que se divide em quatro zonas (A, B, C e D).

    O sorteio que foi realizado na sede da Federação de Patinagem de Portugal deixou os alvinegros inseridos na Zona C, tendo pela frente adversários como, ACR Santa Cita, AE Física D, FC Alverca, HC Sintra e SC Tomar. Na 1ª jornada, a 11 de fevereiro, os turquelenses iniciam a competição com uma deslocação a Tomar, para jogar o clássico da Zona Centro.

    De referir ainda que os dois primeiros classificados seguem para a Prova 2 inseridos no lote dos oito primeiros e disputam o Apuramento de Campeão com os dois primeiros das Zonas A, B e D, sendo que um dos outros lugares dará direito a jogar a Taça Nacional – Região Sul, com os quatro últimos da Zona D.

    Além da definição das Zonas da Prova 1, foi também sorteado e projetado o calendário da Prova 2 (Apuramento de Campeão e Taça Nacional) do Campeonato Nacional da categoria.

    Os clubes envolvidos terão até à próxima sexta-feira, 2 de fevereiro, para definirem os horários dos jogos na condição de visitado e procederem a eventuais alterações de datas nesta Prova 1.

    Fonte: Federação de Patinagem de Portugal

    Foto de Arquivo: Carmo Honório

    OIST da Associação de Patinagem de Leiria realizou-se em Turquel

    O Programa de “Observação, Identificação e Seleção de Talentos” (OIST) para os atletas da Associação de Patinagem de Leiria (APL), que é promovido pela Federação de Patinagem de Portugal (FPP) por todo o país, incluindo ilhas, teve lugar no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel durante o dia desta 2ª Feira, 29 de janeiro de 2018, com dois treinos realizados, um no período da manhã e outro no período da tarde.

    Vários atletas tiveram a oportunidade de mostrar o seu valor aos responsáveis federativos, num programa (OIST) suportado estrategicamente nas realidades locais, de modo a gerar sinergias para promover e incentivar o desenvolvimento individual e coletivo dos jovens atletas. Em conjunto com as Associações de Patinagem Regionais a FPP, desenvolve um trabalho de prospeção, fomento e desenvolvimento do Hóquei em Patins, com objetivo principal de abastecer as diversas Seleções Nacionais.

    O dia no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel foi preenchido por dois treinos ministrados pelos responsáveis federativos, Nuno Ferrão e Carlos Pires e foi direcionado para atletas masculinos de último ano de Sub-13 (nascidos em 2005) e primeiro de Sub-15 (nascidos em 2004).

    Refira-se que com a escassez de atletas em outros clubes representativos do distrito, todos os 12 atletas convocados fazem parte dos quadros do Hóquei Clube de Turquel, sendo essa realidade preocupante no que ao desenvolvimento da modalidade na nossa região diz respeito, mas que deve ser motivo de regozijo para os responsáveis do clube, nos mais variados quadrantes.

    Confira os convocados e o Planeamento das Unidades de Treino que se desenrolaram à porta aberta:

    Sub-13 e Sub-15 Masculinos:

    Nome

    Clube

    Categoria

    Data Nasc.

    Posição

             

    Afonso Joina Guilherme

    H.C. Turquel

    Sub-15

    06-08-2004

    JR

    Afonso José Neto Cristóvão

    H.C. Turquel

    Sub-13

    01-03-2005

    JR

    Guilherme da Silva Duro

    H.C. Turquel

    Sub-15

    11-05-2004

    GR

    Guilherme Paciência Luís

    H.C. Turquel

    Sub-15

    25-05-2004

    JR

    José Eduardo Mateus Tiago

    H.C. Turquel

    Sub-15

    13-01-2004

    JR

    José Miguel Antunes Moreira

    H.C. Turquel

    Sub-13

    17-07-2005

    JR

    Lucas Bento Coelho

    H.C. Turquel

    Sub-15

    12-05-2004

    JR

    Lucas Graça Serrazina

    H.C. Turquel

    Sub-13

    11-10-2005

    JR

    Lucas Marques Gonçalves

    H.C. Turquel

    Sub-15

    30-08-2004

    JR

    Martim Ferreira Vicente

    H.C. Turquel

    Sub-13

    25-01-2005

    JR

    Martim Raimundo Pereira

    H.C. Turquel

    Sub-13

    06-11-2005

    GR

    Miguel Filipe Sousa Graça

    H.C. Turquel

    Sub-15

    25-05-2004

    GR

    Legenda: GR = Guarda-Redes; JR = Jogador de Rinque.

    Planeamento das Unidades de Treino:

    09:30h – Concentração;

    10:00h – Início do Treino da Manhã;

    12:15h – Almoço na Cave do Pavilhão;

    15:00h – Início do Treino da Tarde.

    Foto: André Luís

  • Primeira volta termina com mais um empate

    Fecho da primeira volta com o HCT a receber o Braga na 13ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e a consentir mais um empate (3-3) frente a uma equipa que se encontra abaixo de si na classificação. Os turquelenses acabaram mesmo o primeiro turno como os “reis dos empates”, somando cinco igualdades (Infante Sagres, Grândola, Tomar, Oliveirense e Braga) em 13 jogos, uma delas fora de portas (3-3 em Grândola) e outras quatro em casa. Os clubes que mais se aproximaram dos “brutos dos queixos” neste “campeonato da partilha de pontos” foram Grândola, Tomar, Juventude Viana e Oliveirense, cada um deles com três empates. Os comandados de Jorge Godinho entraram neste jogo frente ao Braga com pouco dinâmica, mas conseguiram chegar-se à frente com dois golos à maior (André Pimenta e Vasco Luís respetivamente) e mostraram de novo uma faceta que vem marcando a temporada 2017/2018, com os adversários recuperarem as desvantagens, e a equipa a não conseguir “disparar” no marcador, principalmente nos jogos em casa. O Braga empatou o jogo a duas bolas antes do intervalo e no segundo tempo colocou-se em vantagem (2-3), depois de uma má entrada em “cena” da formação alvinegra. O defesa/médio André Pimenta (o melhor dos turquelenses) empatou de novo o jogo, “bisando” no encontro com uma longa distância surpreendente e até final os da casa dominaram, carregaram sobre o adversário, atiraram bolas ao ferro (a incrível soma de sete durante todo o jogo) da baliza do guardião bracarense, Xico Veludo, ele que tirou um livre direto e um penalty a Vasco Luís já perto do fim, sendo que posteriormente Samuel Santos e Tuga também negaram um penalty e um livre direto respetivamente a Ângelo Fernandes e a Bekas, deixando tudo empatado a três bolas.

    Primeira metade pouco entusiasmante dentro e fora de rinque, com a equipa alvinegra a entrar de forma pouco segura e confiante, apresentando uma circulação de bola em ataque organizado pouco convicta e as bancadas, apesar de bem compostas, a mostrarem pouco fulgor no apoio à equipa. O Braga apareceu a jogar no erro adversário, mas mostrou bastantes debilidades defensivas e só o guarda-redes Veludo ia chegando para as encomendas. Um pouco contra o marasmo que se verificava no jogo o HCT chegou à vantagem, foi aos nove minutos que André Pimenta recebeu um passe de Pedro Vaz no corredor esquerdo e surpreendeu tudo e todos com uma meia-distância forte e colocada ao primeiro poste, batendo Veludo pela primeira vez. O camisola 24 turquelense estreou-se a marcar esta época em jogos oficiais, ele que era o único jogador de rinque do plantel que ainda não tinha marcado qualquer golo em 2017/2018. Um minuto depois, foi a vez do capitão Vasco Luís aproveitar uma sobra à frente da área dos minhotos, passar por Tomás Castanheira e deitar Veludo para fazer o 2-0. Tudo parecia encaminhado para uma grande noite, com contornos de maior tranquilidade do que em partidas anteriores. No entanto foi pura ilusão, pois a equipa visitada, apesar de ter estabilizado o seu jogo e de ter mantido o Braga longe da sua baliza, acusou alguma intranquilidade pouco explicável e deixou o Braga reduzir a três minutos do intervalo, num lance difícil de digerir, com Daniel Matias a perder a bola para o jovem internacional António Trabulo quando já estava em processo de transição ofensiva e este último a assistir Bekas no interior da área de Tuga, que só teve de encostar para fazer o 2-1. Sem estar decorrido ainda um minuto, o mesmo Bekas ludibriou a marcação de Daniel Matias e a movimentação entre postes de Tuga e colocou a bola no “buraco da agulha”, “bisando” e levando o jogo incrivelmente e imerecidamente igualado (2-2) para o descanso.                      

    Após o intervalo esperava-se uma reação forte e decidida por parte dos jogadores da casa, mas a equipa entrou “amorfa” e com pouco sentido prático no segundo tempo, privilegiando a condução de bola ao invés da circulação rápida em ataque e defensivamente mostrou pouco rigor individual. O Braga aproveitou o momento para crescer no jogo e aos nove minutos António Trabulo, um dos melhores jogadores em rinque do lado minhoto, recebeu a bola na esquerda do seu ataque e com um remate de pulso de fora da área venceu a oposição da marcação individual de André Moreira e do posicionamento de Tuga para fazer o impensável e colocar os visitantes em vantagem por 2-3. O “murro no estômago” foi grande e a equipa demorou a reagir, mas Jorge Godinho mostrou-se inconformado e fez saltar do banco Tiago Mateus e Janeka, a equipa perdeu alguma organização, mas ganhou claramente mais raça, poder de choque e sangue novo para poder lutar por todas as bolas. A “dupla cartada” jogada pelo treinador dos da casa revelou-se frutífera e André Pimenta igualou a três bolas sete minutos depois do golo do Braga, com uma longa distância fantástica que levou ao delírio todos os presentes. Foi o “bis” de Pimenta ele que anotou dois golos de belíssimo efeito no jogo, os dois primeiros da sua conta pessoal na temporada. Estavam lançados os últimos nove minutos, que foram de total “assalto” à baliza do Braga. A cerca de seis minutos do fim caiu a 10ª falta de equipa do Braga e Vasco Luís, chamado à conversão do respetivo livre direto, permitiu uma primeira intervenção a Veludo e na recarga atirou uma das sete bolas que os da casa enviaram aos ferros da baliza minhota, em noite de desperdício. Dois minutos depois o mesmo Vasco Luís foi carregado na área bracarense por Márcio Rodrigues quando se preparava para fazer o golo, a cartolina azul foi mostrada ao camisola sete visitante e Vasco Luís avançou para a marca da grande penalidade, mas mais uma vez não conseguiu desfeitear Xico Veludo, ele que parecia estar intransponível. Em Power-Play os turquelenses forçaram a nota, mas o melhor que conseguiram foi mais uma bola no ferro por intermédio do jovem Tiago Mateus e a superioridade numérica esfumou-se rapidamente. Na entrada dos últimos dois minutos, o Braga, sem ter feito muito por isso, poderia ter levado os três pontos para casa, imagine-se. A equipa comandada por Vítor Silva dispôs de duas ocasiões soberanas para o conseguir, primeiro num penalty discutível, cometido por Daniel Matias sobre Gonçalo Meira, que o recém-entrado Samuel Santos conseguiu parar (primeiro remate e a recarga) a Ângelo Fernandes e já nos segundos finais foi Bekas a ser desarmado por Tuga, num livre direto a castigar azul a Vasco Luís por rasteira a Ângelo Fernandes. Prevaleceu o empate a três bolas, num jogo em que claramente e mais uma vez o HCT tinha de ficar com os três pontos.  

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 20 de janeiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (113 jornada)

    Árbitros: Júlio Teixeira (Minho), Paulo Almeida (Aveiro), Orlando Ramos [3º Árbitro] (Leiria) e António Peça [4º Árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta (2), [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [58] Tiago Mateus e [57] João Silva “Janeka”.

    Treinador: Jorge Godinho

    H.C. Braga SAD: [1] Francisco “Xico” Veludo (GR), [9] Carlos Loureiro, [6] Ângelo Fernandes (C), [87] Tomás Castanheira, [17] Gonçalo Suíssas, [4] António Trabulo (1), [7] Márcio Rodrigues, [16] Gonçalo Meira e [73] Pedro Delgado “Bekas” (2). Não jogou: [10] Gabriel Costa (GR).

    Treinador: Vítor Silva

    Faltas de Equipa: 5-13

    Disciplina: Cartão Azul a [7] Márcio Rodrigues (HCB) e [9] Vasco Luís (C) (HCT).

    Resultado ao intervalo: 2-2

    Resultado Final: 3-3

    No próximo sábado, dia 27 de janeiro de 2018 pelas 21h, o HCT inicia a segunda volta com novo jogo em casa, recebendo mais uma equipa minhota, o O.C. Barcelos SAD, bi-campeão da Taça CERS. As duas equipas já se defrontaram por duas vezes na presente temporada, a primeira no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel na pré-temporada, com os alvinegros a vencerem por 3-2 e o segundo jogo na 1ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão em Barcelos, com os minhotos a vencerem por 2-1. Espera-se, portanto, mais um jogo de equilíbrio e de resultado incerto até ao fim, com muito em bom público nas bancadas do Gimnodesportivo de Turquel. Não falte! 

    Fotos: Carmo Honório

    Derrota em Valongo antecede ciclo importante

    Depois da passagem aos quartos-de-final da Taça CERS em França e com pouco tempo para respirar, o HCT viajou esta quarta-feira até Valongo para defrontar a agremiação local na 11ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão e saiu derrotado por claros 5-1. O resultado é algo exagerado, tendo em conta aquilo que a equipa produziu, principalmente nos primeiros vinte e cinco minutos. Nessa fase os turquelenses foram surpreendentemente mais perigosos que os visitados e tiveram oportunidades claras para se chegarem à frente no marcador, mas foram sempre inconsequentes no momento de atirarem à baliza de Leonardo Pais, tendo sido duramente castigados pela inoperância no final da primeira parte e no início da segunda, com quatro golos do Valongo sem resposta. A reação teve o condão de trazer o melhor Turquel do jogo, mas o “combustível” terminou cedo, tendo apenas dado para reduzir para 4-1, por intermédio do capitão Vasco Luís, ele que acabou por ser o atleta turquelense que mais remou contra a maré. O Valongo viria a fechar as contas já dentro dos cinco minutos finais, fixando o marcador em 5-1, mas este desaire alvinegro não tirará com toda a certeza a moral a uma equipa que vem em crescendo e que terá um ciclo de três jogos muito importantes nas próximas duas semanas (Braga e Barcelos em casa e Paço de Arcos fora).

    Primeiro tempo com entrada algo apática por parte da equipa da casa, que estranhamente apareceu com pouca dinâmica em ataque organizado e viu o HCT mostrar força no ataque à baliza de Leonardo Pais, o guardião visitado que se cotou como um dos melhores homens em rinque nesta fase. Até bem perto do final da primeira etapa André Moreira esteve três vezes no frente a frente com o guarda-redes do Valongo, tendo permitido duas boas intervenções ao camisola dez valonguense e numa outra atirou ao lado com a baliza escancarada. Realce ainda para um “tiro” cruzado da direita do ataque desferido por Luís Silva que embateu no poste. Com pouco mais de seis minutos para jogar na primeira metade o irrequieto Luís Melo fugiu a Daniel Matias por trás da baliza, tentou uma picadinha perante Tuga e na recarga conseguiu mesmo inaugurar o marcador, para gáudio do muito público presente nas bancadas do Municipal de Valongo, onde se incluíam os quatro fervorosos adeptos turquelenses, que não pararam de apoiar a sua equipa, do princípio ao fim do jogo. O técnico Jorge Godinho pediu de imediato o seu desconto de tempo, acertou agulhas e na jogada de saída André Pimenta atirou à trave da baliza de Leonardo Pais, com a bola ainda a desviar no stique de Poka. Um minuto depois Ruben Pereira surgiu solto na cabeça da área de Tuga, stickou para defesa do guardião turquelense, mas a bola caprichosamente sobrou para Guilherme Silva que só teve de encostar para a baliza deserta, fazendo o 2-0 e levando o jogo para o descanso.  

    No início do segundo tempo o Valongo retificou a má entrada da primeira metade, invertendo mesmo o processo, sendo que aos quatro minutos já vencia por 4-0. O 3-0 surge num lance precedido de falta sobre Vasco Luís (Orlando Panza, um dos árbitros da partida, fez vista grossa ao lance) que Poka e Xavi Cardoso aproveitaram para transformar em golo, com o primeiro a assistir de forma primorosa o segundo, num excelente contra-ataque de 2x1. O 4-0, que veio logo de seguida, teve o mesmo assistente, Poka, mas um finalizador diferente, o pequenino Luís Melo que fugiu à marcação de Luís Silva e desviou de forma convicta para o seu “bis“. As hipóteses dos alvinegros levarem pontos de Valongo tornaram-se remotas, mas ainda assim a equipa reagiu de forma positiva e teve um dos seus melhores momentos no jogo. Dois minutos depois do quarto golo dos da casa o capitão alvinegro, Vasco Luís, reduziu para 4-1 na transformação do livre direto da 10ª falta de equipa do Valongo e com quinze minutos para jogar Diogo Fernandes viu a cartolina azul por enganchamento a André Moreira. Na tentativa de transformação do respetivo livre direto Vasco Luís desta feita atirou ao lado e a oportunidade de aproximação no marcador esfumou-se, sendo que com um elemento a mais em rinque os turquelenses não lograram marcar, apesar de terem tido três oportunidades claras para tal, duas por André Moreira e uma por Vasco Luís, mas Leonardo Pais respondeu sempre de forma assertiva na defesa das suas redes. Na entrada dos últimos oito minutos os jogadores do HCT intensificaram a sua pressão, mas quebraram fisicamente e o Valongo jogou como bem gosta, alargando as suas linhas e circulando a bola para poder gerir de forma inteligente os acontecimentos. Nesta fase Poka teve duas hipóteses soberanas para alargar a vantagem visitada em dois livres diretos quase consecutivos, mas o recém-entrado Samuel Santos na baliza turquelense mostrou argumentos e parou as tentativas do camisola dezoito dos da casa, apesar de não ter conseguido parar o remate seco e de primeira de Diogo Fernandes poucos minutos depois, com nova assistência de Poka, naquele que foi o golo que fechou as contas num “pesado” 5-1.   

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Municipal de Valongo

    Dia/Hora: 17 de janeiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (12ª jornada)

    Árbitros: Paulo Santos (Porto), Orlando Panza (Porto), Sílvia Coelho [3º Árbitro] (Porto) e Bruno Antão [4º Árbitro] (Porto)

    A.D. Valongo: [10] Leonardo Pais (GR), [39] Xavier “Xavi” Cardoso, [18] Daniel Oliveira “Poka”, [49] Pedro Mendes, [7] Diogo Fernandes (1), [57] Rúben Pereira, [9] Guilherme Silva (1) e [20] Luís Melo (3). Não jogaram: [12] Bernardo Mendes (GR) e [8] João Pedro.

    Treinador: Miguel Viterbo

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira, [10] Samuel Santos (GR), [22] Luís Silva, [4] Daniel Matias, [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 12-10

    Disciplina: Cartão azul a [7] Diogo Fernandes (ADV).

    Resultado ao intervalo: 2-0

    Resultado Final: 5-1

    No próximo sábado, 20 de janeiro de 2018 pelas 21 horas, jogo importante para as aspirações turquelenses, que recebem o H.C. Braga SAD no Gimnodesportivo de Turquel. A equipa orientada pelo experiente técnico Vítor Silva está no primeiro lugar abaixo da linha de água, com sete pontos averbados, menos três que o HCT, e uma vitória alvinegra será fundamental para poder criar um fosso de seis pontos para a linha de água. Mais um encontro a não perder, não falte pois o seu apoio é fundamental.

     

    Fotos de Arquivo: Carmo Honório

  • Exibição de luxo em França transporta equipa para os quartos-de-final da CERS

    Foi uma resposta cabal aquela que a equipa sénior do HCT deu no encontro da 2ª Mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, na visita ao terreno do líder do campeonato francês, o SCRA Saint Omer, onde atuam Xavier Lourenço e Eduardo Leitão (formados no nosso clube) e também Pedro Chambell, filho da antiga glória alvinegra, António Chambell. Os comandados de Jorge Godinho provaram a sua qualidade por terras gaulesas, mostraram inteligência na gestão do marcador, e estiveram sempre cientes que a vantagem de 2-1 trazida da 1ª Mão em Turquel (jogada no início de Dezembro de 2017) poderia jogar a seu favor e no subconsciente dos jogadores da equipa do Norte de França. O “Complexe Sceneo”, casa emprestada do Saint Omer com capacidade para albergar cerca de 1500 espetadores, foi a “pedra de toque” que traçou um cenário magnífico, engalanado por cheerleaders vindas diretamente da Bélgica, transmissão televisiva em canal regional, cobertura mediática da imprensa local e um espetáculo impar de luz e cor, relativamente a tudo o que se faz em Portugal para promoção da modalidade. O exemplo a seguir foi também dado dentro das quatro tabelas pelas três equipas em rinque, com o HCT a mostrar qualidade para controlar as incidências, para não se deixar abater com o 1-0 dos franceses e para conseguir virar os acontecimentos ainda antes do intervalo (1-2). No segundo tempo a formação alvinegra soube sofrer, esteve mesmo encostada lá atrás, mas foi tremendamente eficaz no contra-ataque, com André Moreira e o capitão Vasco Luís em plano de evidência na finalização, e com Tuga a revelar-se um autêntico muro na defesa da sua baliza. O resultado final cifrou-se em 3-5 (agregado de 4-7 no conjunto das duas mãos) e os quartos-de-final são uma realidade.

    Primeira parte rasgadinha, com o HCT a entrar em rinque com uma postura assertiva, procurando não dar espaço ao adversário para sequer ver a sua baliza e com o Saint Omer a procurar o golo de forma algo desenfreada. As oportunidades foram escassas de parte a parte, mas o que apareceu foi resolvido ora por Tuga ora por Chambell e ambos os conjuntos acertaram no poste por uma vez no primeiro tempo. Do lado alvinegro foi André Moreira e do lado gaulês foi o franco-congolês Tom Mfuekani, com Tuga a tirar o ressalto de forma quase impossível em cima da linha de golo. Destaque para a cartolina azul (protestos) vista por André Moreira a meio do primeiro tempo, com o castigo a levar Xavier Lourenço para o cara a cara com Tuga na tentativa de transformação do livre direto, mas o atleta da equipa francesa, natural de Turquel, atirou ao lado. Em under-play os alvinegros aguentaram de forma estoica e passou o perigo em dois minutos. Os golos surgiram antes do intervalo, já dentro dos cinco minutos finais desta etapa inicial, e foram os franceses a inaugurarem o marcador, num lance infeliz de Luís Silva, que arriscou um passe em zona proibida e viu Ronan Ricaille intercetar a bola para a endossar a Mathieu Le Roux, um dos melhores jogadores franceses da atualidade, com este a dominar o esférico e a encostar para bater Tuga pela primeira vez e levar ao delírio um Sceneo ávido de sucessos. Os franceses tinham a eliminatória empatada e acreditavam que era possível chegar aos quartos-de-final, mas a equipa de Jorge Godinho reagiu de pronto, com André Pimenta no minuto seguinte a stickar de longe e André Moreira a desviar de forma oportuna para o 1-1, perante a impotência de Chambell. Os da casa sentiram o toque e dois minutos depois Le Roux perdeu uma bola em zona proibida para André Moreira e acabou por enganchar o camisola sete turquelense. Cartão azul para o camisola quatro francês e livre direto para Vasco Luís tentar converter. O capitão turquelense não se fez rogado e “disparou um míssil” para o ângulo superior direito da baliza de Chambell, levando a sua equipa em vantagem (1-2) para o descanso.  

    No segundo tempo os da casa entraram com tudo e encostaram os “brutos dos queixos” às cordas, numa fase de grande ascendente francês, fase essa que a equipa que viajou de Turquel teve de superar com muita união e sacrifício. Um pouco contra a corrente do jogo, e num contra-ataque fulminante por parte dos visitantes, Daniel Matias descobriu André Moreira ao segundo poste e o atleta natural de Vila Franca de Xira atirou a contar para o seu “bis” e para fazer o 1-3, desferindo um rude golpe nas aspirações gaulesas. O ambiente na bancada acabou por esfriar e só voltaria a aquecer alguns minutos depois quando Vasco Luís atirou ao poste da baliza do recém-entrado Edu Leitão na tentativa de conversão de novo livre direto, desta feita a castigar a 10ª falta de equipa do Saint Omer. Na sequência imediata do lance, na transição rápida, o capitão dos da casa, o catalão Marçal Cuenca, atirou de meia distância de forma violenta e fez o 2-3, que voltava a dar alento aos visitados. Mas mais um erro de transição de Mathieu Le Roux, que colocou a bola de forma inadvertida no stique de Luís Silva, levou a que este último assistisse Vasco Luís ao segundo poste para o capitão alvinegro bater Edu Leitão com um remate seco de primeira, “bisando” e fazendo o momentâneo 2-4. O Saint Omer caiu de forma abrupta no encontro e começou a procurar a baliza de Tuga de forma incessante, demonstrando alguma ansiedade. Esse momento do jogo levou a que o HCT, em mais um grande contra-ataque, conseguisse fazer o 2-5, novamente com Luís Silva na assistência, desta vez para André Moreira, que com um movimento de classe fez um pequeno “chapéu” a Edu Leitão, completando o seu “hat trick”, dando um verdadeiro “golpe de misericórdia” nas crenças gaulesas. Até final o Saint Omer ainda reduziu para 3-5, por intermédio da jovem promessa francesa Quentin Podevin, após assistência de Xavier Lourenço, mas o terceiro golo dos visitados apenas serviu para atenuar a diferença no marcador e no final quem festejou foi a estrutura alvinegra, incluindo os cerca de 30 adeptos turquelenses presentes no Complexe Sceneo, entre emigrantes e pessoas que viajaram desde Turquel. Noite épica e histórica para o Hóquei Clube de Turquel, num cenário magistral, com um suporte organizacional sem precedentes a nível mundial no panorama do Hóquei em Patins.

    Ficha Técnica:

    Local: Complexe Sceneo, Saint Omer (França)

    Dia/Hora: 13 de janeiro de 2018, às 20:30H locais (19:30H em Portugal Continental)

    Competição: Oitavos-de-Final da Taça CERS (2ª Mão) [2-1 na 1ª Mão]

    Árbitros: Miguel Diaz (Espanha), Alvaro De La Hera (Espanha)

    S.C.R.A. Saint Omer: [1] Pedro Chambell (GR), [6] Marçal Cuenca (C) (1), [41] Xavier “Xavi” Lourenço, [4] Mathieu Le Roux (1), [9] Jacobo Mantiñan, [10] Eduardo “Edu” Leitão (GR), [5] Ronan Ricaille, [7] Tom Mfuekani, [2] Quentin Podevin (1) e [8] Givency Tshilombo. 

    Treinador: Fabien Savreux

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [7] André Moreira (3), [4] Daniel Matias e [22] Luís Silva. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 6-12

    Disciplina: Cartão azul a [7] André Moreira (HCT) e [4] Mathieu Le Roux (SCRASO).

    Resultado ao intervalo: 1-2

    Resultado Final: 3-5

    Resultado Agregado da Eliminatória: 4-7

    No próximo mês de fevereiro, mais precisamente no dia 17 pelas 21h (mais uma hora em Itália), o HCT disputará a 1ª Mão dos quartos-de-final da Taça CERS, frente aos italianos dos Faizane Lanaro Breganze de Itália, equipa recheada de jogadores internacionais, contando nas suas fileiras com um argentino, um espanhol, um italo-argentino, um brasileiro e alguns internacionais italianos. A equipa orientada pelo também argentino Diego Mir (chegou ao clube há uma semana atrás) está na 4ª posição na Série A1 italiana, com 28 pontos somados, menos dez que o líder Forte dei Marmi. Na Taça CERS, a equipa da região de Vicenza, eliminou Nantes de França (16 Avos-de-Final) e Dornbirn da Áustria (Oitavos-de-Final). A 2ª Mão joga-se no Palaferrarin de Breganze em Itália a 10 de março, pelas 20h locais (menos uma hora em Portugal Continental).   

    Nesta quarta-feira, 17 de janeiro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, fazendo mais uma viagem, desta feita até Valongo para defrontarem os comandados de Miguel Viterbo. Os valonguenses são uma equipa jovem e ambiciosa e no seu pavilhão não costumam dar tréguas aos seus adversários, pelo que será sempre um jogo muito complicado para os turquelenses. As duas equipas defrontaram-se por duas vezes na pré-temporada, o Valongo venceu o HCT por concludentes 10-3 na meia-final do Torneio Cidade de Valongo e duas semanas depois no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel o empate a três bolas foi o resultado final. Perspetiva-se um grande jogo, com equilíbrio, emoção e espera-se que desta feita o HCT saia por cima.

    Fotos: Gordon Morrison

    Saint Omer vê-se forçado a trocar de pavilhão para o jogo frente ao HC Turquel

    Segundo alguma imprensa gaulesa e também pelas informações veiculadas em comunicado nas redes sociais do SCRA Saint Omer, problemas técnicos (sobredosagem e composição) nos trabalhos de pintura e assentamento de uma nova camada de verniz no piso do seu pavilhão, impossibilitam o SCRA Saint Omer de realizar o jogo da 2ª Mão (2-1 para os turquelenses na 1ª Mão na aldeia do hóquei) dos Oitavos-de-Final da Taça CERS frente ao H.C. Turquel no mítico pavilhão “Salle du Brockus” (18 anos sem fazer obras no piso). O fornecedor reconheceu inteira culpabilidade no processo, ainda que estes problemas impeçam a prática de todas as atividades na pista pelo menos até dia 15 de janeiro de 2018.

    Assim sendo, o jogo entre o SCRA Saint Omer e o H.C. Turquel será jogado no “Complexe Sceneo”, um moderno Pavilhão Multiusos localizado também em Saint Omer, normalmente utilizado para dinamização de espetáculos de médio/grande calibre e que tem capacidade para albergar cerca de 1400 pessoas. Desde terça-feira, 2 de janeiro, membros do clube francês e funcionários do Município trabalharam em conjunto para encontrarem a melhor solução, sendo o Sceneo o lugar ideal para o grande espetáculo que se perspetiva.

    O clube francês anunciou ainda no seu Facebook oficial que, para o jogo da Taça CERS frente ao HCT, a pré-venda de bilhetes será feita no “Club House” da “Salle du Brockus”, na quarta-feira (10/01) a partir das 18h. Os adeptos com bilhete de época no clube francês beneficiarão de entrada livre e lugar sentado no jogo, mas terão de retirar o seu bilhete de entrada na pré-venda. O preço dos bilhetes será o seguinte: 9€ (tarifa total) | 6€ (jovens dos 3 aos 18 anos de idade/estudantes) | 3€ (sócios SCRA Saint Omer sem bilhete de época).

    No mesmo comunicado os responsáveis pelo clube francês deixam ainda algumas recomendações e avisos:

    a) O acesso ao “Complexe Sceneo” é proibido a crianças com menos de 3 anos;

    b) Uma bilheteira estará aberta no dia do jogo (sábado, 13/01) no “Complexe Sceneo”, a partir das 19h (aquisição sujeita às vagas disponíveis);

    c) A abertura das portas do “Complexe Sceneo”, no dia do jogo, dar-se-á também às 19h.

    Nota final para o facto de o clube francês ter anunciado recentemente, que cerca de 1300 bilhetes já foram vendidos e que a hipótese de casa cheia é uma realidade cada vez mais presente.

    Fotos: Facebook Oficial SCRA Saint Omer

  • Entrada com o “patim direito” no novo ano

    Entrada no novo ano de 2018, com o HCT a receber o Valença H.C., equipa com três pontos a mais na tabela classificativa. Depois de alguns empates menos conseguidos no Gimnodesportivo de Turquel, só uma vitória interessaria aos comandados de Jorge Godinho, diante dos seus adeptos, para saírem dos lugares de baixo da classificação. O jogo teve um início claudicante para os de Turquel, que entraram a medo e viram o adversário utilizar toda a sua matreirice, mas as mexidas a meio do primeiro tempo surtiram efeito e os alvinegros chegaram rapidamente ao 2-0, com que se atingiu o descanso. A entrada no segundo tempo foi desastrosa e os forasteiros igualaram em dois momentos quase consecutivos. Contudo, impulsionados pelos seus fantásticos adeptos, os “brutos dos queixos” foram em busca da vitória, colocaram-se na frente com dois golos à maior (4-2) e geriram os acontecimentos até final, apesar de ainda terem sofrido o 4-3 de penalty bem perto do fim.

    Primeiro tempo com entrada muito “mole” por parte dos da casa, que apresentaram muito pouca dinâmica em ataque organizado e dificuldades em conseguir estancar o jogo direto do Valença. A equipa minhota tentou sempre pausar o jogo e levar a “água ao seu moinho” com o argentino Guido Pellizari à cabeça, assim como Zé Braga e o veterano, Luís Viana “Zorro” (41 anos de idade), a fazerem uso da sua experiência para retardarem ao máximo o golo turquelense. Com dez minutos jogados Vasco Luís caiu na entrada da área do Valença e, José Santos, um dos árbitros da partida, apontou para a marca da penalidade. O mesmo Vasco Luís perante a oposição do guardião canhoto dos minhotos, Rodolfo Sobral, atirou ao lado, gorando-se uma excelente oportunidade para se inaugurar o marcador. Sete minutos depois o capitão turquelense redimiu-se do desperdício e aproveitou uma recarga a remate de Daniel Matias para dar a primeira alegria da noite (1-0) ao povo turquelense. Um minuto volvido e Daniel Matias concluiu um contra-ataque 3x2, recargando com êxito um primeiro remate feito por si, deixando o marcador em 2-0. Até ao intervalo o ascendente foi dos visitantes, que forçaram o seu jogo interior e a meia-distância, mas o resultado não mais se alteraria nos primeiros vinte e cinco minutos.                     

    Na segunda metade os da casa “adormeceram” sobre a vantagem de dois golos que traziam do primeiro tempo e entraram de forma desastrada. Logo aos quatro minutos o argentino Guido Pellizari reduziu num remate poderoso de meia-distância, num livre à entrada da área visitada, e menos de dois minutos depois foi o veterano Luís Viana, em jogada individual, a passar a oposição de André Moreira para igualar a duas bolas com remate enrolado à meia volta. Voltou tudo à forma inicial e a ansiedade apareceu nos rostos dos atletas da casa, assim como nos rostos dos adeptos nas bancadas. A equipa demorou a reagir, mas ao contrário do que se poderia esperar foi tranquila e paciente e conseguiu passar de novo para a frente a doze minutos do final do encontro, numa iniciativa individual de Pedro Vaz, que assistiu André Moreira no coração da área e o pivot turquelense “empurrou” para o 3-2. Dois minutos volvidos caiu a 10ª falta de equipa do Valença e Vasco Luís, na conversão do respetivo livre direto atirou ao lado numa primeira instância, mas Rodolfo Sobral mexeu-se bem antes da bola partir e na repetição da conversão, o capitão turquelense enviou um míssil para o fundo da baliza forasteira, colocando o resultado em 4-2. Até final os turquelenses controlaram as incidências, com longas trocas de bola e fizeram com que o adversário subisse as linhas, mas nunca conseguiram “disparar” no marcador, apesar de terem tido inúmeras oportunidades para o fazerem, sendo que Rodolfo Sobral, o guardião dos minhotos, se cotou como um dos melhores elementos em rinque, principalmente no duelo particular com André Moreira. Com menos de dois minutos para jogar, numa desatenção em transição, Pedro Vaz parece derrubar Luís Viana na área e o penalty foi assinalado. O mesmo Luís Viana, do alto dos seus 41 anos de idade, bateu Tuga na conversão do castigo máximo e colocou incerteza no marcador com o 4-3. Ambas as equipas estavam tapadas com faltas de equipa, o HCT com nove e o Valença com catorze, e caiu primeiro a dos forasteiros. Na conversão do devido livre direto, já bem dentro do último minuto do encontro, Luís Silva permitiu a defesa a Sobral, sendo que Guido Pellizari tinha visto a cartolina azul segundos antes por provocações ao camisola 22 alvinegro. Até final, com menos um elemento em rinque o Valença ainda tentou “cavar” a 10ª falta de equipa do Turquel, mas os seus intentos e as simulações de queda não surtiram efeito, sendo que os três pontos ficaram em casa, diga-se, com toda a justiça!

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 6 de janeiro de 2018, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (11ª jornada)

    Árbitros: José Santos (Aveiro), Paulo Almeida (Aveiro), Orlando Ramos [3º Árbitro] (Leiria) e António Peça [4º Árbitro] (Leiria)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (2), [79] André Moreira (1), [4] Daniel Matias (1), [57] João Silva “Janeka” e [22] Luís Silva. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Valença H.C.: [10] Rodolfo Sobral (GR), [92] Guido Pellizari (1), [9] Nuno Pereira “Miccolli”, [44] José Campos “Ziga”, [7] José “Zé” Braga, [4] Luís Viana “Zorro” (2), [20] Miguel “Micha” Fernandes (C), [77] Hélder Martins e [54] Tiago Pereira “Bolinhas”. Não jogou: [23] Carlos “Carlitos” Silva (GR).

    Treinador: Orlando Graça

    Faltas de Equipa: 9-15

    Disciplina: Cartão Azul a [92] Guido Pellizari (VHC).

    Resultado ao intervalo: 2-0

    Resultado Final: 4-3

    No próximo sábado, dia 13 de janeiro de 2018 em França, pelas 20:30h locais, menos uma hora em Portugal Continental, o HCT joga a 2ª Mão dos Oitavos-de-Final da Taça CERS frente ao SCRA Saint Omer de Xavier Lourenço e do guarda-redes Edu Leitão, ambos produtos dos escalões de formação alvinegros. Na 1ª Mão em Turquel, no início de dezembro, os turquelenses venceram por 2-1, uma margem mínima que deixa tudo em aberto para o jogo decisivo em Saint Omer. Será certamente um jogo bem discutido entre duas equipas com bons valores individuais e com equilíbrio coletivo.

    Fotos: Carmo Honório

    “David empata Golias” com exibição de gala

    Último jogo do ano civil de 2017 para os Seniores Masculinos do H.C. Turquel e o fechar do ano com “chave de ouro” com a receção a uma das mais poderosas equipas do campeonato, a U.D. Oliveirense/Simoldes. A formação comandada por Tó Neves, apesar dos empates em Viana (5-5) e em casa com o Benfica (4-4) nos dois últimos jogos, tinha vencido os primeiros sete jogos do campeonato, sendo um dos plantéis no mundo com maior qualidade e orçamento. Falamos da estrutura mais profissional em Portugal, contando com 18 pessoas, entre atletas e staff, a trabalharem em exclusivo na secção de Hóquei em Patins do clube oliveirense. A possibilidade de ver evoluir no “anfiteatro turquelense” nomes como Xevi Puigbí, Jordi Bargalló, Ricardo Barreiros, Pedro Moreira, João Souto, Jepi Selva, Jordi Burgaya, entre outros, era interessante e os adeptos corresponderam. De Oliveira de Azeméis viajou também a “Charanga” (claque oficial oliveirense), que juntamente com os Brutus 1964 garantiram o espetáculo fora do rinque. O jogo foi surpreendentemente equilibrado, os alvinegros, privados de Daniel Matias (indisposição gástrica), tiveram uma atitude irrepreensível e apresentaram uma qualidade de jogo soberba em ataque organizado, esbatendo desde logo as diferenças individuais existentes entre os dois plantéis. Já os visitantes chegaram a uma vantagem de 0-2 já a meio do segundo tempo (0-1 ao intervalo), mas foram demasiado “gulosos” na procura do terceiro, tendo esbarrado na fantástica exibição individual de Tuga na baliza turquelense. O HCT reduziu diferenças (1-2) num livre direto de Luís Silva (grande exibição de raça e querer) e a seis minutos do fim alcançou mesmo o 2-2 com que se chegaria ao final do encontro, pelo herói improvável, o jovem Tiago Mateus, que saltou do banco para “vestir a armadura de David” e deitar abaixo “Golias”, num encontro épico de Hóquei em Patins no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel.

    Primeira parte com entrada esperada, a Oliveirense a carregar sobre o último reduto turquelense e os comandados de Jorge Godinho a defenderem a contento, como tão bem têm feito ao longo da temporada. Aos dez minutos de jogo, João Souto descobriu Ricardo Barreiros fugido à marcação de André Moreira e o capitão oliveirense inaugurou o marcador, para gáudio da claque afeta aos forasteiros. Pensou-se que seria mais uma noite de desaire para os turquelenses, mas o que é certo é que até ao intervalo os comandados de Tó Neves não mais conseguiram ultrapassar a oposição de Tuga e foram mesmo os da casa a disporem das melhores ocasiões para empatarem, com o catalão Xevi Puigbí a cotar-se à altura, vendo também Pedro Vaz acertar na trave da sua baliza a poucos minutos do descanso. Ao intervalo o 0-1 era um resultado ajustado, mas que colocava os alvinegros dentro do jogo.

    No segundo tempo pouco ou nada se alteraram as características do jogo, os visitantes com Jordi Bargalló e Ricardo Barreiros “à cabeça” iam tendo a despesas do jogo e assumiram desde cedo a busca pelo segundo golo. E o golo surgiu logo aos quatro minutos, num lance confuso na área turquelense, com Bargalló a stickar e a bola, após dois ressaltos, a sobrar para João Souto que desviou com êxito, fazendo o 0-2. Parecia que as contas estavam arrumadas e que mais tarde ou mais cedo a poderosa Oliveirense iria “disparar” no marcador. No entanto, apenas três minutos volvidos, caiu a 10ª falta de equipa dos visitantes e Luís Silva na conversão do respetivo livre direto “furou” a oposição de Puigbí, fazendo o Gimnodesportivo de Turquel acreditar. A equipa comandada por Tó Neves não estava satisfeita e cometeu um erro crasso na sua estratégia, ao ir desenfreadamente em busca do terceiro golo. Contudo, esbarrou sempre na excelente organização defensiva dos da casa, “embatendo” principalmente contra um “muro” chamado Tuga, que esteve em grande plano de evidência nesta fase do jogo, evitando por mais do que uma vez o golo dos forasteiros. Como “quem não mata…morre”, a seis muitos do fim, num lance de insistência de Vasco Luís, a bola ficou perdida à frente de Puigbí e o jovem Tiago Mateus, em “patinzinhos de lã”, surgiu de mansinho e empurrou a bola para o fundo da baliza, levando ao rubro todos os presentes. O jovem jogador formado em Turquel teve uma entrada fulgurante na partida e vestiu a pele de herói improvável. Até final, a Oliveirense meteu tudo no jogo em busca do triunfo, mas esbarrou na defesa sólida montada pelo técnico Jorge Godinho na frente de Tuga e foram mesmo os “brutos dos queixos” que tiveram as duas melhores oportunidades para vencerem o encontro, ambas por intermédio de André Moreira, a primeira após uma assistência de Pedro Vaz, com Puigbí a mostrar credenciais, efetuando uma enorme defesa no frente a frente com o camisola sete alvinegro e a segunda já nos segundos finais, quando a Oliveirense atuava com guarda-redes avançado, com Moreira a atirar contra Bargalló de muito longe, estando a baliza completamente deserta. No final prevaleceu o 2-2, um fantástico resultado para os da casa e o terceiro empate seguido para os de Oliveira de Azeméis, sendo que em todos os três empates os de Tó Neves dispuseram de vantagens de dois golos já nas segundas partes.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 30 de dezembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (10ª jornada)

    Árbitros: José Pinto (Porto), Rui Torres (Minho), Vera Fernandes [3º árbitro] (Coimbra), Bernardo Alves [4º Árbitro] (Coimbra)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [22] Luís Silva (1), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [5] David Santos.

    Treinador: Jorge Godinho

    U.D. Oliveirense/Simoldes: [88] ­Xavier “Xevi” Puigbí (GR), [9] Jordi Bargalló, [7] Pedro Moreira, [77] Ricardo Barreiros (C) (1), [44] João Souto (1), [74] Pablo Cancela, [29] Josep “Jepi” Selva e [84] Jordi Burgaya. Não jogaram: [26] Domingos Pinho (GR) e [4] Nuno Araújo.

    Treinador: Tó Neves

    Faltas de Equipa: 9-14

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 0-1

    Resultado Final: 2-2

    No próximo sábado, 6 de janeiro de 2018 pelas 21 horas, encontro de vital importância para os turquelenses, que recebem no seu reduto, na 11ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, a formação do Valença H.C., que tem dez pontos, mais três que os alvinegros. Um triunfo turquelense será um “balão de oxigénio” muito grande, a certeza da subida de mais um lugar na tabela classificativa e um enorme aporte de confiança para os desafios que se avizinham. A não perder!

    Fotos: Catarina Maria

  • Má entrada no segundo tempo precipitou novo desaire

    Na “ressaca” do empate (2-2) no “Clássico” frente ao Tomar em casa, o HCT, sem tempo para “respirar”, deslocou-se a Viana do Castelo na 9ª jornada do Nacional da 1ª Divisão. Jogo muito difícil, frente ao adversário com a média de idades mais alta da 1ª Divisão e a perceção de que, apesar do momento menos bom que a equipa atravessava, era possível trazer pontos do Minho, com uma exibição sólida, baseada na consistência defensiva. Perante tal adversário, e a jogar no Pavilhão de Monserrate, a equipa de Jorge Godinho sabia que qualquer erro poderia ser fatal e deixar a Juventude Viana passar para a frente do marcador poderia significar a perca dos três pontos. Com um primeiro tempo imaculado e até com algum ascendente, os alvinegros mostraram que traziam a lição bem estudada, apresentando um fantástico rigor defensivo, mas como vem sendo hábito nos últimos jogos foram muito pouco eficazes nas transições ofensivas e em ataque planeado, levando o jogo para o intervalo com um nulo no marcador. A entrada visitante no segundo tempo teve tanto de inexplicável como de desastrosa e aos quatro minutos os “brutos dos queixos” já perdiam por 2-0, depois de na primeira parte não terem dado qualquer hipótese ao adversário de desfeitear Tuga. A reação aos dois golos sofridos foi forte, mas teve a particularidade de ser sempre sucedida de novo golo visitado, depois do 2-1 chegou logo o 3-1 e depois do 3-2 veio o 4-2 final, funcionando como dois “socos no estômago”, numa equipa pouco confiante, que acabou por ser infeliz em alguns momentos na hora de finalizar e que também não teve sorte no que saiu do trabalho da dupla de arbitragem.

    Primeira metade do jogo muito positiva por parte do HCT, que entrou em rinque de forma consistente, mostrando muito rigor defensivo e excelente proteção ao seu guardião Tuga, que se sentiu como “peixe na água” a proteger as suas redes. Os ataques pelos corredores laterais dos veteranos da Juventude Viana, Tó Silva e André Azevedo (41 anos de idade para cada um), esbarraram sempre no “muro” defensivo construído à frente da área de Tuga e a equipa, apesar de não estar a conseguir explodir no contra-ataque, tinha ascendente sobre os visitados, colocando em sentido Jorge Correia na baliza vianense. O experiente guardião dos da casa cotou-se mesmo como uma das figuras do primeiro tempo, evitando alguns golos cantados e vendo Luís Silva atirar ao poste. Do outro lado, o argentino Emanuel Garcia, reforço dos minhotos para esta temporada, tinha entrado em rinque para colocar em sentido o último reduto turquelense, mas não conseguiu fazer a diferença para mexer com o resultado. Ao intervalo o nulo que se verificava no marcador penalizava mais os visitantes, num jogo bastante calmo, com apenas quatro faltas de equipa para cada lado.             

    Na etapa complementar, quando se previa que a toada se iria manter, as “três equipas” inverteram posturas, o Viana entrou com tudo para conseguir chegar-se à frente e, com base na experiência dos “quarentões”, Tó Silva e André Azevedo, e dos “trintões”, Nelson Pereira e Emanuel Garcia, inauguraram o marcador logo aos dois minutos, num excelente desvio de Emanuel Garcia, que fugiu à marcação de Pedro Vaz para receber uma primorosa assistência de Tó Silva e fazer o 1-0. Ainda mal se tinham refeito do primeiro golo, já os turquelenses estavam a sofrer o segundo, num lance tirado a “papel químico” do anterior, mas desta feita com André Azevedo a assistir Emanuel Garcia para este “bisar”, ludibriando a oposição de André Pimenta e desviando de forma fantástica o esférico com apenas uma mão no stique para o fundo das redes de Tuga. O técnico Jorge Godinho pediu o seu “timeout” para acalmar as hostes alvinegras e a paragem surtiu efeito, pois logo a seguir, André Pimenta assistiu de forma aérea André Moreira no interior da área e este, na cara de Jorge Correia, desviou para fazer o 2-1. Renascia a esperança dos forasteiros, quando ainda haviam vinte minutos pela frente. Contudo, dois minutos depois, Tó Silva e André Azevedo (o segundo assistiu o primeiro) ultrapassaram a oposição de Luís Silva e de Vasco Luís, combinando quase de “olhos fechados”, numa transição rápida de 2x2, e voltaram a repor a vantagem visitada em dois golos (3-1). Um revés grande na crença turquelense que, apesar de tudo, não se deixou abater e foi em busca de encurtar de novo as diferenças, conseguindo-o quatro minutos depois, num excelente contra-ataque 4x3 em que André Moreira assistiu de forma sublime Vasco Luís ao segundo poste e o capitão só teve de encostar para fazer o 3-2. Voltava a acreditar o conjunto orientado por Jorge Godinho, mas a equipa estava tapada por faltas, muito por força de uma arbitragem desconcentrada e implicativa de Paulo Almeida (Aveiro) e de Florindo Cardoso (Minho), que produziram erros primários e desconexões nas decisões em catadupa ao longo de toda a segunda parte. A 10ª falta de equipa dos alvinegros caiu a cerca de doze minutos do fim e, chamado à conversão do devido livre direto, Emanuel Garcia enganou Tuga, fazendo o seu “hat trick” com muita classe, mostrando (se dúvidas existissem!) ser reforço de peso para a formação orientada por Renato Garrido. Até final o HCT subiu as suas linhas e foi em busca de conseguir aproximar-se no resultado, sendo que as melhores oportunidades para reduzir surgiram num contra-ataque 3x2 conduzido por Pedro Vaz. O camisola 53 do HCT stickou forte da zona central, numa primeira instância Jorge Correia defendeu para a sua esquerda, Daniel Matias recargou à trave, Pedro Vaz fez uma segunda recarga para defesa de recurso do guarda-redes vianense e Luís Silva, solto no coração da área, atirou incrivelmente por cima na terceira recarga do lance. Na entrada do último minuto do encontro, livre direto da 10ª falta de equipa da Juventude e Janeka, que tinha saltado do banco dois minutos antes, permitiu a defesa a Jorge Correia na tentativa de transformação do castigo. O encontro terminou logo depois com o 4-2 para os da casa a prevalecer.

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Municipal de Monserrate – Viana do Castelo

    Dia/Hora: 16 de dezembro de 2017, às 21:30H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (9ª jornada)

    Árbitros: Paulo Almeida (Aveiro), Florindo Cardoso (Minho), Sílvia Coelho [3º árbitro] (Porto), Bruno Antão [4º Árbitro] (Minho)

    A. Juventude Viana: [28] Jorge Correia (GR), [16] André Azevedo, [37] Nelson Pereira, [8] Tó Silva (C) (1), [6] Francisco “Chico” Silva, [84] Emanuel Garcia (3), [7] João Guimarães, [22] Nuno Santos e [2] Gustavo Lima. Não jogou: [3] Paulo Matos (GR).

    Treinador: Renato Garrido

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [4] Daniel Matias, [22] Luís Silva, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira (1), [24] André Pimenta, [53] Pedro Vaz e [57] João Silva “Janeka”. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 10-13

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao Intervalo: 0-0

    Resultado Final: 4-2

    No próximo fim-de-semana a competição sofre um interregno para as comemorações natalícias e a ação volta na semana seguinte, mais precisamente a 30 de dezembro de 2017 pelas 21 horas, com o HCT a receber a U.D. Oliveirense/Simoldes no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel, formação comandada por Tó Neves e que entra no lote das quatro melhores equipas do país. Um teste duríssimo para a equipa de Jorge Godinho, que terá de mostrar a sua “melhor cara” para poder pensar em “retirar” pontos deste encontro. O apoio de todos é fundamental!   

    Fotos: Catarina Maria

    Clássico escaldante termina com divisão de pontos

    Clássico da Zona Centro a meio da semana no Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel, depois de HCT e Tomar terem tido compromissos europeus no fim-de-semana. Ambiente escaldante nas bancadas com as respetivas claques, “Brutus 1964”, e “Legião Templária” a esgrimirem argumentos, transportando o ritmo imposto fora das quatro tabelas lá para dentro. O encontro marcou o regresso de Paulo Passos e de Alexandre Marques “Xanoca” a uma casa que já foi sua e mostrou duas equipas em contraciclo, os alvinegros à procura de estabilidade emocional para conseguirem alguns resultados positivos e os nabantinos, que nos últimos seis jogos apenas averbaram uma derrota (1-5 em casa frente à Oliveirense) a surgirem na aldeia do hóquei com a moral em alta. No primeiro tempo os da casa entraram com tudo, mostrando ao que vinham e tentaram rapidamente “virar” o momento menos bom que atravessam. No entanto, apesar de terem ido com um golo à maior para o descanso (1-0) e de não terem dado grandes veleidades defensivas ao adversário, os “brutos dos queixos” pecaram na finalização, desperdiçaram uma penalidade e um livre direto e atiraram duas bolas aos postes, deixando o Tomar acreditar que era possível dar a volta ao marcador. A segunda parte foi quezilenta, os forasteiros igualaram de livre direto, os da casa voltaram a desperdiçar duas bolas paradas, mas conseguiram adiantar-se por Luís Silva, ainda que um erro defensivo primário por parte dos alvinegros, bem perto do final, tenha dado um empate a duas bolas que serviu bem melhor os interesses dos tomarenses, num jogo com arbitragem complicativa (os atletas não facilitaram em nada o trabalho da equipa de arbitragem) e de “apito fácil” da dupla que viajou de Aveiro, composta por António Santos e Manuel Oliveira.

    Primeira parte com entrada fortíssima do HCT, mostrando desde cedo ao que vinha, pressionando a segunda linha ofensiva do Tomar e não dando hipóteses aos visitantes de chegarem perto de Tuga para finalizarem. Ainda assim, logo no segundo minuto de jogo, João Sardo caiu no chão num lance com Daniel Matias, numa ação em que o camisola cinco nabantino parece simular a queda, mas Manuel Oliveira, um dos árbitros do encontro, parece ter sido enganado e apontou de forma surpreendente para a marca de livre direto. Este foi um lance que marcou todo o cariz do encontro, com os jogadores, de parte a parte e até ao final da partida a caírem inúmeras vezes para tentarem “cavar” faltas ou cartões azuis. Na tentativa de transformação do respetivo “castigo”, Hernâni Diniz não conseguiu superar a excelente oposição de Tuga e estava dado o mote para uma noite de qualidade do guardião turquelense na guarda das suas redes. No mesmo minuto, André Moreira caiu na área contrária, depois de ligeiro toque de João Lomba, e penalty que o capitão turquelense, Vasco Luís, não conseguiu transformar em golo, permitindo boa intervenção ao guardião Diogo Fernandes. Na recarga, vindo lançado de trás e assistido por Vasco Luís, Daniel Matias atirou à trave. Aos dez minutos de jogo o marcador finalmente desbloqueou, com Daniel Matias em plano de evidência, num ataque rápido, a receber um passe de André Moreira e a disparar de meia-distância para inaugurar o marcador. A quatro minutos do intervalo, o mesmo Daniel Matias, na tentativa de transformação do livre direto a castigar a 10ª falta de equipa do Tomar não conseguiu ultrapassar Diogo Fernandes e ao intervalo a vantagem 1-0 era magra, para aquilo que os visitados tinham produzido. 

    No segundo tempo o Tomar cresceu no jogo e logo aos seis minutos Paulo Passos caiu na frente de André Pimenta, com a 10ª falta de equipa a surgir também para o lado alvinegro. Chamado à conversão do devido livre direto João Sardo, emprestado pelo Benfica ao Tomar, ultrapassou Tuga e igualou o marcador a uma bola, um resultado que, até então, os forasteiros não justificavam. A dez minutos do fim Pedro Martins viu a única cartolina azul do jogo, por derrube a Luís Silva, mas Vasco Luís, mais uma vez, não conseguiu ultrapassar a oposição de Diogo Fernandes na tentativa de transformação do livre direto, o guardião visitante que a dada altura parecia intransponível. No mesmo minuto, com os da casa a jogarem com mais um elemento em rinque, “caiu” a 15ª falta de equipa do Tomar e em novo livre direto, Luís Silva voltou a não conseguir “furar” a oposição de Diogo Fernandes, desperdiçando a quarta bola parada em quatro tentativas para os visitados. No entanto, na sequência do lance, o camisola 22 simulou um passe ao segundo poste para Daniel Matias e ludibriou o guardião nabantino, atirando para o primeiro poste, fazendo o 2-1. Foi a explosão de alegria no pavilhão, num momento de pura classe do atleta natural do Valado dos Frades. A partir de aqui o Tomar subiu as suas linhas defensivas, pressionou o primeiro momento de construção dos turquelenses, mas fê-lo muito mais com o coração do que com a cabeça. A equipa comandada por Jorge Godinho soube ter bola e em simultâneo continuou a procurar um terceiro golo, que lhe desse maior conforto para encarar os minutos finais do jogo. Contudo, a bola não entrou e a 15ª falta de equipa dos “brutos dos queixos” caiu a quatro minutos do fim, num lance em que mais uma vez João Sardo parece ele próprio fazer falta sobre André Moreira, lançando-se ao solo quase em simultâneo, queixando-se da face. O mesmo João Sardo avançou de novo para o frente a frente com Tuga no livre direto, mas desta vez não conseguiu ultrapassar o experiente guardião natural de Paço de Arcos, que defendeu a primeira e a segunda bola de forma fantástica, quando já estava deitado. Com menos de três minutos para jogar deu-se o momento do jogo, uma desatenção incrível da defesa turquelense, que colocou dois jogadores em cima de Ivo Silva, o portador da bola, e deixou João Sardo completamente solto dentro da área de Tuga. O capitão tomarense virou-se de frente para o jogo e só teve de assistir de forma fácil João Sardo que, de primeira, tal como mandam as regras, “bisou”, ultrapassou Tuga pela segunda vez no jogo, igualou o encontro a duas bolas e deu um valente “soco no estômago” no ânimo turquelense. Até final, Jorge Godinho lançou o jovem Tiago Mateus para a frente do guardião Diogo Fernandes e tentou de tudo para conseguir os três pontos, mas já não havia forças para lá chegar e no final foi a comitiva tomarense que festejou a igualdade.      

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 13 de dezembro de 2017, às 21H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (8ª jornada)

    Árbitros: António Santos (Aveiro), Manuel Oliveira (Aveiro), Vera Fernandes [3º árbitro] (Coimbra), Bernardo Alves [4º Árbitro] (Coimbra)

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [4] Daniel Matias (1), [22] Luís Silva (1), [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira, [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta e [58] Tiago Mateus. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [57] João Silva “Janeka”.

    Treinador: Jorge Godinho

    S.C. Tomar/IPT: [47] Diogo Fernandes (GR), [4] João Lomba, [5] João Sardo (2), [79] Alexandre Marques “Xanoca”, [9] Ivo Silva (C), [44] Hernâni Diniz, [20] Paulo Passos, [55] João Alves “Joka”, e [74] Pedro Martins. Não jogou: [10] Tiago Graça (GR).

    Treinador: Nuno “Manel” Domingues

    Faltas de Equipa: 18-19

    Disciplina: Cartão Azul a [74] Pedro Martins (SCT/IPT).

    Resultado ao intervalo: 1-0

    Resultado Final: 2-2

    No próximo sábado, 16 de dezembro de 2017 pelas 21:30 horas, o campeonato prossegue, com a 9ª jornada e com o HCT a deslocar-se ao reduto do 6º classificado, a Juventude Viana, equipa com a média de idades mais alta da 1ª Divisão e que faz da experiência a sua grande arma. Será um jogo intenso e difícil para os pupilos de Jorge Godinho, que terão de estar ao seu melhor nível no plano defensivo para levarem de vencida uma equipa “matreira” e com muita qualidade.  

    Fotos de Arquivo: Carmo Honório

  • Vitória da consistência defensiva em dia de regresso a casa

    Encontro da 1ª Mão dos Oitavos-de-Final da Taça CERS e receção do HCT ao líder do campeonato francês, o SCRA Saint Omer, clube que conta nos seus quadros com os jovens Xavier Lourenço e Eduardo Leitão, formados no nosso clube e também com Pedro Chambell, filho da antiga glória alvinegra, António Chambell. Foi, portanto, um regresso a casa, principalmente para os dois primeiros, que foram muito acarinhados antes, durante e depois de um jogo que teve equilíbrio e nuances táticas bastante rígidas até ao 2-1 final. O resultado ficou mesmo feito no primeiro tempo, depois de uma entrada a prometer de ambos os conjuntos, com dois golos (um para cada lado) no primeiro terço da primeira metade e ainda uma penalidade desperdiçada por Vasco Luís. Mas foi “fogo de vista”, a partir daí a partida entrou numa toada tática rígida, com os franceses a defenderem a contento, não consentindo contra-ataques e com o HCT, depois de alguns jogos menos conseguidos, a mostrar solidez defensiva e muita competência a proteger a baliza de Tuga para levarem uma vantagem curta (2-1) mas real para a 2ª Mão em França em Janeiro.

    Primeiro tempo com os turquelenses a entrarem com duas alterações no cinco inicial habitual, depois de Jorge Godinho promover a titularidade a Daniel Matias e a Luís Silva na 2ª linha ofensiva alvinegra, em detrimento de Pedro Vaz e de André Pimenta, sendo que na frente de ataque Vasco Luís voltou a ter a companhia de André Moreira. Do lado francês os “turquelenses” Edu Leitão na baliza e Xavier Lourenço na frente tiveram lugar no cinco inicial escalonado pelo técnico Fabien Savreux, mas o jogo não começou bem para os forasteiros que logo aos quatro minutos viram Luís Silva fazer o 1-0 numa stickada enrolada ao primeiro poste, depois de uma boa assistência de Daniel Matias, num lance em que Edu Leitão não ficou bem na fotografia. O jogo ficou vivo e teve um período em que as equipas esticaram mais as suas linhas ofensivas, com contra-ataques sucessivos, sendo que numa dessas transições Vasco Luís surgiu no frente a frente com Edu Leitão, stickou forte e o guardião defendeu sem stique. Penalty assinalado pela dupla de arbitragem que viajou desde Espanha, mas que Vasco Luís não conseguiu converter em golo, permitindo boa intervenção ao guardião natural de Peniche, formado na “aldeia do hóquei”. Três minutos depois, na outra área, o galego Jacobo Mantiñan foi impedido de jogar a bola por Daniel Matias e novo penalty, desta feita para a equipa francesa. O “filho da terra”, Xavier Lourenço, foi para o “cara a cara” com o amigo de longa data, Tuga, e levou a melhor sobre o guardião alvinegro, igualando a partida a uma bola. Os da casa não sentiram o toque e mantiveram o ritmo forte que impuseram desde cedo, conseguindo reagir dois minutos depois, ao chegarem ao 2-1 num remate rasteiro de primeira no coração da área, por intermédio de André Moreira (excelente assistência desde trás da baliza do capitão Vasco Luís). Até ao intervalo não existiram mais alterações no marcador e no descanso a vantagem (2-1) era dos visitados.

    Na etapa complementar a equipa do Saint Omer “cerrou fileiras” à frente da baliza de Pedro Chambell (substituiu Edu Leitão ao intervalo) e foi sempre muito agressiva no ataque ao portador da bola, não dando grandes veleidades ao HCT para criar perigo. Do outro lado os turquelenses também mostraram qualidade no processo defensivo, protegeram quase sempre bem a baliza de Tuga e os visitantes apenas conseguiram criar perigo em meias-distâncias batidas ou bombeadas para tentativas de desvios, sempre sob a batuta do internacional francês Mathieu Le Roux (excelente jogo) e do seu capitão, o catalão Marçal Cuenca, que fez bom uso da sua poderosa meia-distância. O HCT mostrou argumentos para poder sair da letargia a que se encontrou sujeito nos últimos jogos disputados, tendo tido algumas oportunidades para aumentar a vantagem, mas Pedro Chambell respondeu muito bem na defesa da baliza francesa, com destaque para a uma defesa a sitckada de primeira de Vasco Luís na área. A três minutos do fim, oportunidade soberana para os forasteiros igualarem o jogo e levarem a eliminatória empatada para o encontro da 2ª Mão, no livre direto da 10ª falta de equipa do HCT. No entanto, Jacobo Mantiñan não conseguiu superar a oposição de Tuga, que desviou de forma subtil a bola para a trave da sua baliza, assegurando a primeira vitória (2-1) turquelense, após seis jogos sem vencer (4 derrotas e 2 empates) e mais de um mês depois do último triunfo (3-5 em Genève na 1ª Mão dos 16 Avos-de-Final da Taça CERS, a 4 de novembro de 2017).

    Ficha Técnica:

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo de Turquel

    Dia/Hora: 9 de dezembro de 2017, às 21H locais (22H em Saint Omer, França)

    Competição:  Oitavos-de-Final da Taça CERS (1ª Mão)

    Árbitros: Sergi Mayor (Espanha), Alberto Lopez (Espanha), Orlando Ramos (3º Árbitro) [Portugal] e António Peça (4º Árbitro) [Portugal]

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [4] Daniel Matias, [22] Luís Silva (1), [9] Vasco Luís (C), [7] André Moreira (1), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta e [57] João Silva “Janeka”. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR) e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    S.C.R.A. Saint Omer.: [10] Eduardo “Edu” Leitão (GR), [6] Marçal Cuenca (C), [41] Xavier “Xavi” Lourenço (1), [4] Mathieu Le Roux, [9] Jacobo Mantiñan, [1] Pedro Chambell (GR), [5] Ronan Ricaille, [7] Tom Mfuekani e [2] Quentin Podevin. Não jogou: [8] Givency Tshilombo. 

    Treinador: Fabien Savreux

    Faltas de Equipa: 10-8

    Disciplina: Nada a assinalar.

    Resultado ao intervalo: 2-1

    Resultado Final: 2-1

    Será só no próximo ano civil, mais precisamente no dia 13 de janeiro de 2018, às 20:30h locais (menos uma hora em Portugal Continental), que o HCT jogará em Saint Omer a 2ª Mão destes oitavos-de-final da Taça CERS, com vantagem de um golo no intervalo da eliminatória. Prevê-se, tal como nesta 1ª Mão em Turquel, uma partida dura e equilibrada em que o pormenor fará a diferença, sabendo de antemão que o ambiente que o HCT irá encontrar em França será frenético e a Salle du Brockus deverá ter lotação esgotada.

    Nesta quarta-feira, 13 de dezembro pelas 21 horas, os turquelenses colocam em dia a jornada do Nacional da 1ª Divisão, recebendo no Gimnodesportivo Turquelense o Sporting Clube de Tomar/IPT, no clássico da Zona Centro. Os nabantinos somam sete pontos no campeonato, mais dois que o HCT, sendo que um triunfo dos alvinegros permitirá dar um grande salto na tabela classificativa. As duas equipas defrontaram-se por duas vezes na pré-temporada, com o HCT a vencer nas duas ocasiões, a primeira na final do Torneio Cidade de Tomar por 0-1, e a segunda no Torneio Dr. Joaquim Guerra em Turquel por 2-1. Perspetiva-se mais um jogo com equilíbrio, emoção e incerteza no marcador…não falte!

    Fotos: Carmo Honório

    Turquel volta a apurar todas as equipas para os Nacionais

    Todos os escalões de competição do Hóquei Clube de Turquel estão, mais uma vez e em mais uma época, apurados para os Campeonatos Nacionais das respetivas faixas etárias, com os Sub-17, os Sub-15 e os Sub-13 ainda na luta pelo título de Campeões Regionais e com os Sub-20 a alcançarem o Nacional bem cedo na época. O grande objetivo da Coordenação da Formação do clube para os escalões de competição é sem dúvida alguma chegar à maior prova nacional e a partir daí realizar boas campanhas frente às melhores equipas do país, e esse facto tem vindo a ser uma realidade, ano após ano, nos últimos 15 anos, com exceção da temporada 2015/2016, época em que os Sub-20 não conseguiram lá chegar. Em 2017/2018 a qualidade do trabalho desenvolvido pelos responsáveis e atletas do clube alvinegro foi mais uma vez recompensada e mesmo jogando frente a formações tão competitivas como as que gravitam nos quadros competitivos da Associação de Patinagem de Lisboa, os resultados estão à vista.

    Os Sub-20, orientados por Nuno Maurício, com coadjuvação de Nelson Lourenço, conseguiram o apuramento logo no final da 1ª Fase, ao vencerem a Série A com os mesmos 15 pontos que o S.C. Torres, mas com vantagem no confronto direto, e desde muito cedo tiveram a tranquilidade que lhes faltou nos últimos anos para poderem fazer uma 2ª Fase (3º classificado na Série J com 5 pontos) e 3ª Fase (apuramento do 5º ao 8º lugar na Série R ainda por começar) tranquila e a ganhar andamento. O plantel é relativamente curto no que à quantidade diz respeito (apenas cinco atletas Sub-20 de idade), mas a ajuda dos atletas dos Sub-17 tem permitido diminuir diferenças em relação aos outros clubes e um dos maiores feitos até à data desta jovem equipa foi o empate em casa a três bolas na 2ª Fase frente ao atual Campeão Nacional, o S.L. Benfica, que ainda não tinha perdido pontos na temporada. A “viagem” até à consumação do primeiro objetivo da época foi curta e pouco sinuosa, mas a equipa respondeu bem e estão reunidas as condições para a estabilidade, a desinibição e a evolução.

    Já os Sub-17, comandados por Nelson Lourenço, lograram percurso idêntico nas duas Fases em que estiveram envolvidos no caminho para o apuramento para o Nacional, tendo terminado a 1ª Fase em primeiro na Série D, com cinco vitórias e um empate, somando 16 pontos, mais 3 que o Alenquer que foi segundo. De igual modo, na 2ª Fase, Série G, os alvinegros alcançaram os mesmo 16 pontos, também fruto das cinco vitórias e apenas um empate, terminando três pontos à frente da formação do Stuart Massamá. A equipa turquelense segue agora para uma 3ª Fase, em que irá disputar o apuramento de Campeão Regional na Série K, frente a Sporting C.P., S.L. Benfica e A. Stuart H.C. Massamá. Esta fase da época dá-se já com o objetivo primário de apuramento para o Campeonato Nacional assegurado.

    Os Sub-15, H.C. Turquel “A”, orientados por Vasco Luís tiveram uma 1ª Fase na Série A imaculada, conseguindo 10 triunfos em 10 jogos e 30 pontos somados (mais 6 que o segundo classificado, G.C.C. “Os Corujas”). Na 2ª Fase, na Série G, a equipa venceu quatro jogos e empatou outros dois, somando 14 pontos, mais 3 que o segundo classificado, o Alenquer e parte para a 3ª Fase, incluída na Série O, para disputar o título de Campeão Regional com os “históricos” C.D. Paço de Arcos, Sporting C.P. e S.L. Benfica.Existe potencial para se poder almejar um Nacional de bom nível, assim os processos e a humildade se mantenham.

    Por fim, os Sub-13, H.C. Turquel “A”, comandados por Hélio Gonçalves, terminaram a 1ª Fase na Série D com os mesmos 27 pontos que a formação do Tojal (nove vitórias e uma derrota), mas com vantagem no confronto direto e seguiram para a 2ª Fase inseridos na Série G, onde lograram terminar a prova com 13 pontos, um a mais que a equipa do Stuart Massamá “A”, fruto de quatro triunfos, um empate e uma derrota. Apesar de sofrida, a garantia do apuramento para o Nacional é definitiva e a equipa tem ainda o “bónus”, ainda que não seja o mais importante, de poder lutar pelo apuramento de Campeão Regional, ao disputar a Série P, da 3ª Fase da competição organizada pela Associação de Patinagem de Lisboa, frente a A.E. Física D. “A”, Sporting C.P. e S.L. Benfica “A”. 

    O clube, a sua direção, os responsáveis, os seccionistas, os treinadores, os atletas, os pais e toda a comunidade HCT está mais uma vez de parabéns, pelo feito e pelo excelente trabalho desenvolvido em prol da terra, do concelho e até da modalidade. Esta é, sem dúvida alguma, mais uma vitória do bem, em detrimento dos detratores e dos “profetas da desgraça”, que gravitam no quotidiano da nossa agremiação.

  • Parceria entre HCT e ECB permitirá a alunos da escola desconto nas entradas nos jogos de Seniores

    A partir do próximo sábado, 9 de dezembro de 2017, e até ao final da época, todos os alunos do Externato Cooperativo da Benedita poderão usufruir de 50% de desconto na compra do seu bilhete, em qualquer jogo dos Seniores Masculinos do Hóquei Clube de Turquel, mediante a apresentação do Cartão de Estudante na bilheteira, aquando da aquisição do ingresso. Esta ideia surgiu da parceria formulada no início desta semana entre o clube alvinegro e a instituição beneditense e terá início já na 1ª Mão dos oitavos-de-final da Taça CERS, frente aos franceses do SCRA Saint Omer.

    Desta forma, a direção do clube pretende facilitar aos jovens da região o acesso a um espetáculo de alto nível e ao mesmo tempo preencher permanentemente as suas bancadas com a figura indelével da juventude, dando continuidade à tradição vigente dos últimos anos.

    Se és aluno do ECB e gostas do HCT, não podes perder esta grande oportunidade!

    Nova repartição de pontos ao cair do pano

    Depois de cinco resultados menos positivos, que culminaram com o empate desolador a oito bolas em casa frente ao Infante Sagres, o HCT deslocou-se a casa de outro clube recém-promovido à 1ª Divisão, o H.C.P. Grândola, primeira equipa alentejana a conseguir tal feito. Frente a um conjunto que tinha somado apenas um ponto (1-1 em casa frente ao Tomar) nas seis jornadas anteriores, os turquelenses estiveram na frente por três ocasiões (0-1, 1-2 e 2-3), mas nunca conseguiram segurar as vantagens alcançadas ou mesmo “disparar” no marcador e empataram (3-3) de novo, voltando a ser penalizados por erros defensivos primários e pela eficácia adversária nas bolas paradas. O momento menos positivo da equipa, que redundou na pouca confiança revelada em certos momentos chave do jogo, fizeram com que os comandados de Jorge Godinho regressassem a casa apenas com um ponto na bagagem e com o seu sexto jogo consecutivo sem vencer.

    Primeira parte com entrada cautelosa de ambos os conjuntos, entrada essa que marcou a tendência durante todo o encontro, um hóquei lento e previsível de parte a parte e que só foi quebrado pelos rasgos individuais de alguns jogadores. Com pouco mais de três minutos jogados o HCT inaugurou o marcador, parecendo querer dar uma “stickada na crise”, por intermédio de André Moreira, que num momento individual, rompeu pela direita do seu ataque, disparou forte e a bola caprichosamente bateu no guardião contrário, Ricardo Piteira, para se anichar no fundo da baliza do Grândola. Melhor início Jorge Godinho não poderia querer. A equipa da casa, orientada por Nelson Mateus, mostrou sempre organização defensiva e muitas cautelas em ataque, nunca se desequilibrando quando tinha a bola. As oportunidades foram sendo escassas, mas lá apareciam, com Piteira a mostrar que está num bom momento na baliza dos alentejanos e com Tuga a ver uma bola embater na trave e passar por cima da linha de golo no maior susto que teve no terço inicial do primeiro tempo. Depois de algumas mexidas nos cincos e num lance confuso, Filipe Bernardino, o mais fantasista dos da casa, rompeu pelo meio do bloco defensivo alvinegro desde trás da baliza e, à meia volta, disparou para o golo, numa bola em que Tuga ainda tocou antes de entrar. Estava feito o 1-1 e esta foi a primeira explosão de alegria para os muitos adeptos presentes no Complexo Desportivo “Zeca Afonso”. Essa alegria desvaneceu-se quatro minutos depois quando Luís Silva, em mais uma jogada individual, rompeu pela esquerda do seu ataque e surpreendeu tudo e todos, incluindo Piteira, deixando a bola ao primeiro poste, no único espaço onde esta podia passar, fazendo o 1-2. O mesmo Luís Silva, um minuto volvido, teve oportunidade soberana para dilatar a vantagem visitante, mas na tentativa de transformação de uma grande penalidade, permitiu uma excelente intervenção a Piteira, ainda que ao intervalo prevalecesse a vantagem alvinegra.            

    O segundo tempo teve os mesmos moldes, o HCT não quis forçar em demasia em busca do terceiro golo e cometeu o “pecado capital” de recuar em demasia as suas linhas. O Grândola, sem conseguir criar muito perigo junto da baliza de Tuga, foi-se acercando com um pouco mais de intensidade do último terço defensivo dos turquelenses e igualou a duas bolas aos oito minutos, num penalty convertido por Rúben Silva (Tuga voltou a tocar na bola), depois de um derrube de Vasco Luís a Filipe Bernardino no interior da área forasteira. O Turquel sentiu então que tinha de ir em busca de algo mais, mas foi sempre uma equipa muito previsível no seu ataque organizado, com a agravante de não ter conseguido sair em contra-ataque (mérito do Grândola). Foi em nova jogada individual que Vasco Luís rompeu pelo meio da defensiva grandolense e conquistou nova penalidade. O mesmo jogador assumiu então a responsabilidade na conversão do castigo e não vacilou perante Piteira, fazendo o 2-3 quando faltavam onze minutos para o final do encontro. A partir daqui os pupilos de Jorge Godinho tentaram controlar as incidências com longas trocas de bola, dando largura ao seu jogo, conseguiram os seus intentos, mas não tiveram arte nem engenho para dar uma “machadada” no jogo, alcançando um possível quarto golo. O Grândola cresceu, criou algum perigo de longa e meia distância, e, a cinco minutos do fim do encontro, numa segunda bola após defesa de Tuga, o jovem Tanaka domina a mesma com o pé e na sequência é derrubado por Vasco Luís à entrada da área alvinegra. A dupla de arbitragem não assinalou a primeira infração do jogador visitado e, pior do que isso, decidiu mostrar a cartolina azul ao capitão turquelense, perante a estupefação geral. Os protestos visitantes não tiraram Zezinho da marca do livre direto e o camisola 3 dos da casa mostrou frieza perante Tuga, fazendo o 3-3 final, em mais um empate desolador para os “brutos dos queixos”.   

    Ficha Técnica:

    Local: Complexo Desportivo Municipal José Afonso

    Dia/Hora: 2 de dezembro de 2017, às 18H

    Competição: Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Hóquei em Patins 2017/18 (7ª jornada)

    Árbitros: Jaime Vieira (Alentejo), Joaquim Sequeira (Lisboa), Helena Fresco [3º árbitro] (Alentejo), João Martins [4º Árbitro] (Alentejo)

    H.C.P. Grândola: [88] Ricardo Costa “Piteira” (GR), [2] António Pereira “Tójó” (C), [39] Rúben Silva “Algarvio“ (1), [8] Filipe Bernardino (1), [3] José Gonçalves “Zezinho” (1), [7] José Bernardo “Tanaka”, [4] Hugo Santos “Carinhas” e [5] Márcio Rosa. Não jogaram: [10] Tiago “Titi” Pereira (GR) e [6] João Ferro.

    Treinador: Nelson Mateus

    H.C. Turquel: [13] Marco Barros “Tuga” (GR), [53] Pedro Vaz, [24] André Pimenta, [9] Vasco Luís (C) (1), [7] André Moreira (1), [22] Luís Silva (1) e [4] Daniel Matias. Não jogaram: [10] Samuel Santos (GR), [57] João Silva “Janeka” e [58] Tiago Mateus.

    Treinador: Jorge Godinho

    Faltas de Equipa: 8-9

    Disciplina: Cartão Azul a [9] Vasco Luís (C) (HCT).

    Resultado ao intervalo: 1-2

    Resultado Final: 3-3

    No próximo sábado, 9 de dezembro de 2017 pelas 21 horas, regressam as provas europeias, com o HCT a defrontar no Gimnodesportivo de Turquel o S.C.R.A. Saint Omer, atual líder do campeonato francês, clube onde atua o turquelense Xavier Lourenço, o guardião natural de Peniche Eduardo “Edu” Leitão, ele que fez grande parte da sua formação enquanto atleta no H.C. Turquel e ainda o outro guardião da equipa, Pedro Chambell, natural de Torres Vedras, filho da antiga glória nacional e também guardião do HCT, António Chambell. Será um jogo de grau de dificuldade muito elevado para os comandados de Jorge Godinho, que terão de colocar tudo em rinque para poderem alcançar um resultado que lhes permita discutir a eliminatória na 2ª mão em França em Janeiro de 2018.   

    Fotos: HCTv

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